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Sabes aquela sensação? Os meus amigos não entendem o que estou a fazer. O meu pai e a minha mãe acham que estou a brincar. “Ai, é uma chatice. Ninguém entende o que estou a fazer.” Se te identificas com este cenário, fica aí porque hoje é sobre isto que vamos falar. Vou partilhar contigo como foi a minha experiência em relação ao que os amigos e os familiares pensam sobre esta carreira de criador de conteúdos.
Este tema surgiu de forma bastante orgânica num episódio extra que fiz na segunda-feira, em que respondi a várias perguntas. Uma delas tocou-me de tal forma que pensei: “Isto dá aqui um excelente tema para um episódio.” É aquela sensação estranha que acontece, sobretudo no início, quando os nossos amigos e familiares não entendem muito bem o que é este trabalho de criador de conteúdos.
A Incompreensão é Real (E Está Tudo Bem)
Eu até diria mais – ampliaria, digamos assim, o leque para profissionais que trabalham em frente a um computador. Muitas vezes as pessoas não entendem e até falam com tal de gozo: “quer é ser influencer” e coisas do género. Eu entendo isso porque passei por essa situação, passei por essa incompreensão.
Ao longo do meu trajeto, fui criando, por um lado, defesas ou formas de não valorizar muito isso. Por outro lado, fui construindo o meu percurso e, com isso, as pessoas foram entendendo: “Afinal, isto era a sério. Afinal, fazia sentido a ideia dele.”
1. Acredita Naquilo Que Estás a Fazer (Porque Ninguém Mais o Fará Por Ti)
A primeira coisa que temos de fazer quando começamos esta carreira é fundamental, é imprescindível, aliás, é crítica. Sem ela isto não funciona: é acreditares naquilo que estás a fazer.
Se tu não acreditas que aquilo que estás a fazer vai funcionar, se não sentes que é mesmo aquilo, como é que tu queres que as outras pessoas acreditem nisso? Impossível.
Esse feeling, digamos assim, de tu acreditares, de tu saberes que é este o caminho – “é isto que eu quero fazer, eu sei que isto me vai trazer resultados, é isto que me vai trazer também, de alguma forma, felicidade” – passar isso para quem está do outro lado vai dar também essa garantia.
Às vezes essa incompreensão também vem de alguma insegurança. Quem está do outro lado não entende e, de alguma forma, está preocupado contigo. Pensa que poderias ter “um trabalho a sério” e estás a perder o teu tempo em frente a uma câmara. Se tu acreditas muito, se tu passares essa convicção para o outro lado, pode ser que a coisa seja mais fácil.
2. Prepara-Te (Motivação Sem Preparação é Ilusão)
Aqui vai a segunda dica que tenho para ti: não funciona aquela frase de coach. Pôr-te em frente ao espelho, “acredita em ti, és grande, tu vais conseguir, se aquele conseguiu, tu também consegues”. É uma treta. Isto não funciona.
Podes ficar ali cinco, dez minutos inspirado, motivado, mas o balão esvazia-se rápido.
A melhor forma que tu tens de acreditar em ti é preparar-te. É tu estares preparado para a batalha que é, salvo seja, estar em frente a uma câmara. Estares confiante. E isto só se consegue estando preparado: lendo, ouvindo outros criadores, vendo outros criadores, praticando.
Não há melhor forma – ou aquela mais sólida, digamos assim – de te tornares um grande criador de conteúdos sem ser a criar conteúdos.
Volto a lembrar a grande lição que tive da primeira vez que fiz o Caminho de Santiago: a melhor forma de te preparares para fazer um Caminho de Santiago é fazendo o Caminho de Santiago. Por muitas explicações, por muitos blogs que leias, por muitos vídeos que vejas, por muitos amigos que partilhem contigo a experiência deles, vais chegar ao fim do primeiro caminho e vais perceber o que é que erraste, o que é que tens de melhorar, o que é que tens de fazer diferente na próxima vez.
A criação de conteúdos é também assim que funciona.
Os 7 Passos Para Transformar o “Estás Só a Brincar” em “Como É Que Conseguiste?”
3. Está Preparado Para as Adversidades
Outra coisa que também é importante que fiques já consciente desde o princípio é que tens de estar preparado para as adversidades.
Por um lado, voltamos a falar no tema deste episódio: aquelas pessoas que não confiam em ti, que não têm a certeza de que aquilo que estás a fazer vai trazer resultados.
E vamos ser claros: há aquelas que, mesmo por maldade, não lidam bem com o sucesso dos outros. Há pessoas que gostam de ver os outros a meter o pé na poça. É uma realidade. Não estou aqui para enganar ninguém, como diria outro.
Tens de estar preparado também para aqueles dias que não te vão correr bem. Para aqueles dias que preparas tudo muito bonitinho, fazes uma publicação e tu dizes “isto vai ser espetacular”… e eventualmente o único like que vai ter lá e a única visualização que vai ter lá é tua.
Tens de estar preparado para isso. Faz parte do kit de ferramentas de um criador de conteúdo: a preparação para a adversidade, para que as coisas não corram como nós esperámos. Porque a internet também não funciona, porque falhou a luz, trezentas mil coisas. Faz parte.
Ao contrário de muitas vezes que nos querem vender que a vida pode ser um mar de rosas, sem espinhos, etc. – isto é falso, ok?
É como quando íamos (ainda hoje, quando vamos) tomar uma vacina e nos dizem “isto vai doer um bocadinho” – nós já estamos preparados. Se nos dizem “não vai doer nada”, nós sentimos a picadela da agulha e sentimos-nos enganados, e até vai doer mais.
4. Celebra as Pequenas Vitórias (Sem Ostentação)
No seguimento de tudo isto, já que é difícil, também há algo que tens de fazer: celebrar as tuas vitórias.
O primeiro live que fizeste, o décimo live que fizeste. E também, já agora, é importante fazer isto: há uma estatística que se encontra com alguma frequência na internet que diz que a grande maioria dos podcasts só sobrevive até ao sétimo episódio.
Curiosamente, eu fiz isto – acho que foi no oitavo – celebrei, fiz uma festinha no início porque já era o oitavo, por isso já tinha passado a barreira dos sete episódios. Acho que já vamos nos trinta e picos, mais os extras, estamos perto dos quarenta.
Eu recomendo-te a fazer isso: comemora. Celebra as tuas pequenas vitórias. O facto de tu finalmente te pôres em frente a uma câmara, o facto de conseguires fazer uma entrevista, o facto de fazeres um conteúdo num idioma que não é o teu – celebra isso.
Celebra também o décimo episódio, o vigésimo episódio. Mas aproveita, por um lado, para subir a fasquia para o próximo objetivo, para a próxima meta. Ou seja, se hoje vou celebrar isto, para a próxima vez quero que seja melhor, quero que seja uma fasquia mais alta, um pouquinho mais difícil de atingir.
Por outro lado – e isto também é importante – não ostentes. Às vezes vejo celebrações online e uma pessoa pergunta assim: “Mas tu estás a celebrar o quê?”
Celebra, mas com juízo.
5. Pratica, Pratica, Pratica
Como não poderia deixar de ser, outra dica que tenho para ti é praticar. Muito, muito tempo em frente à câmara, muito tempo em frente ao microfone, muito tempo a clicar no botão “go live“ ou “começar direto”, seja o que for. Gravar vídeo, muito tempo também a editar, porque faz parte.
É por aí, digamos assim, que tu vais melhorar. Não há outra maneira. Eu não vejo outra maneira de melhorar senão através da prática.
Pergunta ao Cristiano Ronaldo, pergunta ao Messi, pergunta ao Michael Jordan, pergunta a todos os desportistas, a todos os profissionais de topo. Acho que nenhum, por mais talento que tenha, deve mais do que à prática.
Pratica, avalia, melhora, corrige, pratica. Não há outra maneira.
6. Estabelece Parcerias (A Validação Que Precisas)
Outra coisa que pode ser muito importante para que tu também consigas vencer – e isto é importante, não vamos esconder, como já te habituaste, gosto de dizer as coisas como elas são – é conseguires, o mais rápido possível, estabelecer parcerias.
Trazer convidados, ser convidado por outros profissionais. Este tipo de reconhecimento é das melhores coisas que tens para provar que efetivamente estás no caminho certo.
A partir do momento em que as pessoas te começam a ver ao lado de profissionais de referência, que estás a ser, digamos assim, apadrinhado, que estás a estabelecer parcerias com outros profissionais – é um sinal de que efetivamente algo conseguiste.
Ninguém, ou quase ninguém, por caridade, te vai convidar para um episódio de um podcast ou para o que for. Por isso, se tu já consegues ter um nível que te permita ter convidados ou ser convidado, quer dizer que já estás a subir uns degraus na escada.
A partir do momento que tu alcanças isto, as pessoas que de alguma forma duvidam vão começar a perceber: “Oh, alto lá, isto afinal é sério.”
7. Sê Analítico (Tu És a Tua Melhor Fonte de Feedback)
Importante também, como não poderia deixar de ser, ser analítico. Gosto de dizer: ninguém pode ser melhor fonte de feedback para o nosso conteúdo que nós próprios.
“É isto aquilo que eu quero fazer? Sinto-me bem ao falar sobre este conteúdo? Sinto-me à vontade? Este tema faz-me ferver o sangue quando falo sobre ele? Este tema vai-me permitir…” – e voltamos à mesma – possivelmente no futuro monetizar?
É importante perceber se o passo que tu estás a dar hoje te está a aproximar da meta que queres alcançar. Tens de perceber se te estás a identificar, se te sentes cada vez mais confortável com aquilo que estás a fazer.
Se tu não ouves, não vês as tuas coisas, não sabes como é que está a sair, estás desde logo a perder um passo crucial.
Agora, também há uma certa tendência em nós sermos demasiado exigentes com aquilo que fazemos. Muitas vezes somos exigentes com coisas que não são de todo importantes para um criador de conteúdos. Assim como, de alguma outra forma, também negligenciamos coisas que são importantes.
Há uma tendência a achar que temos de estar com a cara lindíssima, com uma grande maquilhagem, com essas coisas todas. Às vezes sentimos que a nossa voz não é bonita e, por isso, não vamos fazer nada.
Foca-te naquilo que é realmente importante. Vê o que é que estás a fazer, também podes olhar para as métricas: quais são as redes onde estás a ter mais impacto, qual é a quantidade de visualizações.
Outra coisa que também é importante: perceber como é que podes dar dinâmica a um conteúdo depois de o criar. Porque é outra das coisas que infelizmente fazemos muito: criamos um conteúdo e depois deixamos ali a criança abandonada à espera de que ela cresça sozinha.
Tens de pensar em reutilizar, republicar, trazer de novo o conteúdo já produzido.
A Fonte de Feedback Que Realmente Importa
E, para finalizar, outra coisa – e falo nisto constantemente porque acredito piamente que estas são as verdadeiras fontes de feedback – voltando ao tema deste episódio: por uma questão de proximidade e conforto, muitas vezes nós procuramos o feedback precisamente nas pessoas de que estamos a falar hoje: amigos, familiares, vizinhos, etc.
E a pergunta que se coloca é:
* Essas pessoas entendem o que tu estás a fazer?
* Essas pessoas já passaram por aquilo que tu estás a fazer?
* Essas pessoas correspondem ao teu público-alvo?
Se puseste um “não” à frente de cada uma destas perguntas, não são a tua fonte de feedback.
Por dois motivos que estão nos antípodas um do outro:
Primeiro, é que muitas vezes as pessoas vão-te dar um feedback do género “ah, está porreira, fenomenal, porque és o meu menino lindo, és a minha menina linda”.
Assim como, noutras circunstâncias, podem dizer “isso não presta, não vale nada”, porque… saberás por quê.
As Pessoas Indicadas Para Te Dar Feedback
As pessoas indicadas para te dar feedback acerca do teu trabalho são:
Uma: aquelas pessoas que já passaram por aquilo que estás a passar, que já estão a percorrer o caminho que tu queres começar, mas já estão mais adiantadas nesse percurso. Outros criadores que podem dar efetivamente um bom feedback, porque já sabem como é que isto funciona, sabem onde é que erraram e, possivelmente, podem-te ajudar a evitar esses erros.
Outras pessoas que serão excelentes fontes de feedback são aquelas que correspondem ao teu público ou cliente. Que te podem dizer se se identificam ou não com aquilo que estás a falar, se os conteúdos são pertinentes, são úteis, são entretidos, são divertidos, são motivadores – dependendo também, como é evidente, do teor do conteúdo que tenhas e para quem se destina.
Porque há situações em que, quanto a mim, o ser entretido, divertido, etc., pode ser crítico. Mas em todas, o que é realmente importante é que o teu conteúdo seja útil e ajude as pessoas a mudar a vida delas.
Recapitulando: Da Dúvida ao “Como É Que Conseguiste?”
Vamos então recapitular tudo aquilo que deves fazer para ultrapassar esta situação de “estás só a brincar” e chegarmos ao “finalmente, como é que conseguiste”:
* Acredita muito naquilo que fazes
* Trabalha-te, enriquece-te, prepara-te
* Estar preparado para as adversidades – se sabes que pode correr mal, vais estar mais preparado e vais enfrentar melhor as situações
* Celebra as pequenas vitórias – aproveita também para subir a fasquia para o próximo objetivo, mas não caias demasiado na ostentação
* Praticar, praticar, praticar – não me canso de dizer, não vejo outra forma para melhorar
* Estabelece parcerias – ajuda-te a ganhar autoridade, credibilidade e valida de alguma forma o teu valor
* Sê analítico, sê rigoroso – faz as coisas bem feitas, olha o que é que estás a fazer, analisa tudo aquilo que podes melhorar, mas escolhe bem aquilo que é realmente importante
E, por último, procura feedback naquelas pessoas que efetivamente te podem dar um feedback válido. São elas criadores que estão mais à frente no caminho que estás a percorrer ou que queres começar a percorrer, e aquelas pessoas que se identificam com o teu público-alvo.
A Minha Mensagem Final Para Ti
Eu passei por essa incompreensão. Construí o meu percurso passo a passo e, com o tempo, as pessoas foram percebendo que isto era a sério. Hoje, quando olho para trás, percebo que cada “não” que recebi, cada olhar de dúvida, cada comentário de gozo, apenas me tornaram mais forte e mais determinado.
A tua jornada como criador de conteúdos vai ser única. Vai ter desafios que só tu vais enfrentar. Mas se te preparares, se acreditares, se praticares e se te rodeares das pessoas certas, vais conseguir transformar aqueles olhares de dúvida em olhares de admiração.
Não desistas. O mundo precisa da tua voz, da tua perspetiva, do teu conteúdo.
Se este artigo te ajudou de alguma forma, deixa-me saber nos comentários. Conta-me qual é a tua maior dificuldade neste momento. Estou aqui para te ajudar. Partilha também com aquelas pessoas que gostas e que possam estar a passar por isto.
Vemo-nos na próxima semana. Tchau, tchau!
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By Marco NovoSabes aquela sensação? Os meus amigos não entendem o que estou a fazer. O meu pai e a minha mãe acham que estou a brincar. “Ai, é uma chatice. Ninguém entende o que estou a fazer.” Se te identificas com este cenário, fica aí porque hoje é sobre isto que vamos falar. Vou partilhar contigo como foi a minha experiência em relação ao que os amigos e os familiares pensam sobre esta carreira de criador de conteúdos.
Este tema surgiu de forma bastante orgânica num episódio extra que fiz na segunda-feira, em que respondi a várias perguntas. Uma delas tocou-me de tal forma que pensei: “Isto dá aqui um excelente tema para um episódio.” É aquela sensação estranha que acontece, sobretudo no início, quando os nossos amigos e familiares não entendem muito bem o que é este trabalho de criador de conteúdos.
A Incompreensão é Real (E Está Tudo Bem)
Eu até diria mais – ampliaria, digamos assim, o leque para profissionais que trabalham em frente a um computador. Muitas vezes as pessoas não entendem e até falam com tal de gozo: “quer é ser influencer” e coisas do género. Eu entendo isso porque passei por essa situação, passei por essa incompreensão.
Ao longo do meu trajeto, fui criando, por um lado, defesas ou formas de não valorizar muito isso. Por outro lado, fui construindo o meu percurso e, com isso, as pessoas foram entendendo: “Afinal, isto era a sério. Afinal, fazia sentido a ideia dele.”
1. Acredita Naquilo Que Estás a Fazer (Porque Ninguém Mais o Fará Por Ti)
A primeira coisa que temos de fazer quando começamos esta carreira é fundamental, é imprescindível, aliás, é crítica. Sem ela isto não funciona: é acreditares naquilo que estás a fazer.
Se tu não acreditas que aquilo que estás a fazer vai funcionar, se não sentes que é mesmo aquilo, como é que tu queres que as outras pessoas acreditem nisso? Impossível.
Esse feeling, digamos assim, de tu acreditares, de tu saberes que é este o caminho – “é isto que eu quero fazer, eu sei que isto me vai trazer resultados, é isto que me vai trazer também, de alguma forma, felicidade” – passar isso para quem está do outro lado vai dar também essa garantia.
Às vezes essa incompreensão também vem de alguma insegurança. Quem está do outro lado não entende e, de alguma forma, está preocupado contigo. Pensa que poderias ter “um trabalho a sério” e estás a perder o teu tempo em frente a uma câmara. Se tu acreditas muito, se tu passares essa convicção para o outro lado, pode ser que a coisa seja mais fácil.
2. Prepara-Te (Motivação Sem Preparação é Ilusão)
Aqui vai a segunda dica que tenho para ti: não funciona aquela frase de coach. Pôr-te em frente ao espelho, “acredita em ti, és grande, tu vais conseguir, se aquele conseguiu, tu também consegues”. É uma treta. Isto não funciona.
Podes ficar ali cinco, dez minutos inspirado, motivado, mas o balão esvazia-se rápido.
A melhor forma que tu tens de acreditar em ti é preparar-te. É tu estares preparado para a batalha que é, salvo seja, estar em frente a uma câmara. Estares confiante. E isto só se consegue estando preparado: lendo, ouvindo outros criadores, vendo outros criadores, praticando.
Não há melhor forma – ou aquela mais sólida, digamos assim – de te tornares um grande criador de conteúdos sem ser a criar conteúdos.
Volto a lembrar a grande lição que tive da primeira vez que fiz o Caminho de Santiago: a melhor forma de te preparares para fazer um Caminho de Santiago é fazendo o Caminho de Santiago. Por muitas explicações, por muitos blogs que leias, por muitos vídeos que vejas, por muitos amigos que partilhem contigo a experiência deles, vais chegar ao fim do primeiro caminho e vais perceber o que é que erraste, o que é que tens de melhorar, o que é que tens de fazer diferente na próxima vez.
A criação de conteúdos é também assim que funciona.
Os 7 Passos Para Transformar o “Estás Só a Brincar” em “Como É Que Conseguiste?”
3. Está Preparado Para as Adversidades
Outra coisa que também é importante que fiques já consciente desde o princípio é que tens de estar preparado para as adversidades.
Por um lado, voltamos a falar no tema deste episódio: aquelas pessoas que não confiam em ti, que não têm a certeza de que aquilo que estás a fazer vai trazer resultados.
E vamos ser claros: há aquelas que, mesmo por maldade, não lidam bem com o sucesso dos outros. Há pessoas que gostam de ver os outros a meter o pé na poça. É uma realidade. Não estou aqui para enganar ninguém, como diria outro.
Tens de estar preparado também para aqueles dias que não te vão correr bem. Para aqueles dias que preparas tudo muito bonitinho, fazes uma publicação e tu dizes “isto vai ser espetacular”… e eventualmente o único like que vai ter lá e a única visualização que vai ter lá é tua.
Tens de estar preparado para isso. Faz parte do kit de ferramentas de um criador de conteúdo: a preparação para a adversidade, para que as coisas não corram como nós esperámos. Porque a internet também não funciona, porque falhou a luz, trezentas mil coisas. Faz parte.
Ao contrário de muitas vezes que nos querem vender que a vida pode ser um mar de rosas, sem espinhos, etc. – isto é falso, ok?
É como quando íamos (ainda hoje, quando vamos) tomar uma vacina e nos dizem “isto vai doer um bocadinho” – nós já estamos preparados. Se nos dizem “não vai doer nada”, nós sentimos a picadela da agulha e sentimos-nos enganados, e até vai doer mais.
4. Celebra as Pequenas Vitórias (Sem Ostentação)
No seguimento de tudo isto, já que é difícil, também há algo que tens de fazer: celebrar as tuas vitórias.
O primeiro live que fizeste, o décimo live que fizeste. E também, já agora, é importante fazer isto: há uma estatística que se encontra com alguma frequência na internet que diz que a grande maioria dos podcasts só sobrevive até ao sétimo episódio.
Curiosamente, eu fiz isto – acho que foi no oitavo – celebrei, fiz uma festinha no início porque já era o oitavo, por isso já tinha passado a barreira dos sete episódios. Acho que já vamos nos trinta e picos, mais os extras, estamos perto dos quarenta.
Eu recomendo-te a fazer isso: comemora. Celebra as tuas pequenas vitórias. O facto de tu finalmente te pôres em frente a uma câmara, o facto de conseguires fazer uma entrevista, o facto de fazeres um conteúdo num idioma que não é o teu – celebra isso.
Celebra também o décimo episódio, o vigésimo episódio. Mas aproveita, por um lado, para subir a fasquia para o próximo objetivo, para a próxima meta. Ou seja, se hoje vou celebrar isto, para a próxima vez quero que seja melhor, quero que seja uma fasquia mais alta, um pouquinho mais difícil de atingir.
Por outro lado – e isto também é importante – não ostentes. Às vezes vejo celebrações online e uma pessoa pergunta assim: “Mas tu estás a celebrar o quê?”
Celebra, mas com juízo.
5. Pratica, Pratica, Pratica
Como não poderia deixar de ser, outra dica que tenho para ti é praticar. Muito, muito tempo em frente à câmara, muito tempo em frente ao microfone, muito tempo a clicar no botão “go live“ ou “começar direto”, seja o que for. Gravar vídeo, muito tempo também a editar, porque faz parte.
É por aí, digamos assim, que tu vais melhorar. Não há outra maneira. Eu não vejo outra maneira de melhorar senão através da prática.
Pergunta ao Cristiano Ronaldo, pergunta ao Messi, pergunta ao Michael Jordan, pergunta a todos os desportistas, a todos os profissionais de topo. Acho que nenhum, por mais talento que tenha, deve mais do que à prática.
Pratica, avalia, melhora, corrige, pratica. Não há outra maneira.
6. Estabelece Parcerias (A Validação Que Precisas)
Outra coisa que pode ser muito importante para que tu também consigas vencer – e isto é importante, não vamos esconder, como já te habituaste, gosto de dizer as coisas como elas são – é conseguires, o mais rápido possível, estabelecer parcerias.
Trazer convidados, ser convidado por outros profissionais. Este tipo de reconhecimento é das melhores coisas que tens para provar que efetivamente estás no caminho certo.
A partir do momento em que as pessoas te começam a ver ao lado de profissionais de referência, que estás a ser, digamos assim, apadrinhado, que estás a estabelecer parcerias com outros profissionais – é um sinal de que efetivamente algo conseguiste.
Ninguém, ou quase ninguém, por caridade, te vai convidar para um episódio de um podcast ou para o que for. Por isso, se tu já consegues ter um nível que te permita ter convidados ou ser convidado, quer dizer que já estás a subir uns degraus na escada.
A partir do momento que tu alcanças isto, as pessoas que de alguma forma duvidam vão começar a perceber: “Oh, alto lá, isto afinal é sério.”
7. Sê Analítico (Tu És a Tua Melhor Fonte de Feedback)
Importante também, como não poderia deixar de ser, ser analítico. Gosto de dizer: ninguém pode ser melhor fonte de feedback para o nosso conteúdo que nós próprios.
“É isto aquilo que eu quero fazer? Sinto-me bem ao falar sobre este conteúdo? Sinto-me à vontade? Este tema faz-me ferver o sangue quando falo sobre ele? Este tema vai-me permitir…” – e voltamos à mesma – possivelmente no futuro monetizar?
É importante perceber se o passo que tu estás a dar hoje te está a aproximar da meta que queres alcançar. Tens de perceber se te estás a identificar, se te sentes cada vez mais confortável com aquilo que estás a fazer.
Se tu não ouves, não vês as tuas coisas, não sabes como é que está a sair, estás desde logo a perder um passo crucial.
Agora, também há uma certa tendência em nós sermos demasiado exigentes com aquilo que fazemos. Muitas vezes somos exigentes com coisas que não são de todo importantes para um criador de conteúdos. Assim como, de alguma outra forma, também negligenciamos coisas que são importantes.
Há uma tendência a achar que temos de estar com a cara lindíssima, com uma grande maquilhagem, com essas coisas todas. Às vezes sentimos que a nossa voz não é bonita e, por isso, não vamos fazer nada.
Foca-te naquilo que é realmente importante. Vê o que é que estás a fazer, também podes olhar para as métricas: quais são as redes onde estás a ter mais impacto, qual é a quantidade de visualizações.
Outra coisa que também é importante: perceber como é que podes dar dinâmica a um conteúdo depois de o criar. Porque é outra das coisas que infelizmente fazemos muito: criamos um conteúdo e depois deixamos ali a criança abandonada à espera de que ela cresça sozinha.
Tens de pensar em reutilizar, republicar, trazer de novo o conteúdo já produzido.
A Fonte de Feedback Que Realmente Importa
E, para finalizar, outra coisa – e falo nisto constantemente porque acredito piamente que estas são as verdadeiras fontes de feedback – voltando ao tema deste episódio: por uma questão de proximidade e conforto, muitas vezes nós procuramos o feedback precisamente nas pessoas de que estamos a falar hoje: amigos, familiares, vizinhos, etc.
E a pergunta que se coloca é:
* Essas pessoas entendem o que tu estás a fazer?
* Essas pessoas já passaram por aquilo que tu estás a fazer?
* Essas pessoas correspondem ao teu público-alvo?
Se puseste um “não” à frente de cada uma destas perguntas, não são a tua fonte de feedback.
Por dois motivos que estão nos antípodas um do outro:
Primeiro, é que muitas vezes as pessoas vão-te dar um feedback do género “ah, está porreira, fenomenal, porque és o meu menino lindo, és a minha menina linda”.
Assim como, noutras circunstâncias, podem dizer “isso não presta, não vale nada”, porque… saberás por quê.
As Pessoas Indicadas Para Te Dar Feedback
As pessoas indicadas para te dar feedback acerca do teu trabalho são:
Uma: aquelas pessoas que já passaram por aquilo que estás a passar, que já estão a percorrer o caminho que tu queres começar, mas já estão mais adiantadas nesse percurso. Outros criadores que podem dar efetivamente um bom feedback, porque já sabem como é que isto funciona, sabem onde é que erraram e, possivelmente, podem-te ajudar a evitar esses erros.
Outras pessoas que serão excelentes fontes de feedback são aquelas que correspondem ao teu público ou cliente. Que te podem dizer se se identificam ou não com aquilo que estás a falar, se os conteúdos são pertinentes, são úteis, são entretidos, são divertidos, são motivadores – dependendo também, como é evidente, do teor do conteúdo que tenhas e para quem se destina.
Porque há situações em que, quanto a mim, o ser entretido, divertido, etc., pode ser crítico. Mas em todas, o que é realmente importante é que o teu conteúdo seja útil e ajude as pessoas a mudar a vida delas.
Recapitulando: Da Dúvida ao “Como É Que Conseguiste?”
Vamos então recapitular tudo aquilo que deves fazer para ultrapassar esta situação de “estás só a brincar” e chegarmos ao “finalmente, como é que conseguiste”:
* Acredita muito naquilo que fazes
* Trabalha-te, enriquece-te, prepara-te
* Estar preparado para as adversidades – se sabes que pode correr mal, vais estar mais preparado e vais enfrentar melhor as situações
* Celebra as pequenas vitórias – aproveita também para subir a fasquia para o próximo objetivo, mas não caias demasiado na ostentação
* Praticar, praticar, praticar – não me canso de dizer, não vejo outra forma para melhorar
* Estabelece parcerias – ajuda-te a ganhar autoridade, credibilidade e valida de alguma forma o teu valor
* Sê analítico, sê rigoroso – faz as coisas bem feitas, olha o que é que estás a fazer, analisa tudo aquilo que podes melhorar, mas escolhe bem aquilo que é realmente importante
E, por último, procura feedback naquelas pessoas que efetivamente te podem dar um feedback válido. São elas criadores que estão mais à frente no caminho que estás a percorrer ou que queres começar a percorrer, e aquelas pessoas que se identificam com o teu público-alvo.
A Minha Mensagem Final Para Ti
Eu passei por essa incompreensão. Construí o meu percurso passo a passo e, com o tempo, as pessoas foram percebendo que isto era a sério. Hoje, quando olho para trás, percebo que cada “não” que recebi, cada olhar de dúvida, cada comentário de gozo, apenas me tornaram mais forte e mais determinado.
A tua jornada como criador de conteúdos vai ser única. Vai ter desafios que só tu vais enfrentar. Mas se te preparares, se acreditares, se praticares e se te rodeares das pessoas certas, vais conseguir transformar aqueles olhares de dúvida em olhares de admiração.
Não desistas. O mundo precisa da tua voz, da tua perspetiva, do teu conteúdo.
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Vemo-nos na próxima semana. Tchau, tchau!
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