Marcio Suzuki

#006 Mantenha o Foco Naquilo que Importa


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Se você vive constantemente querendo mudar o rumo das sua vida, esse podcast é para você!

Conheci um rapaz que passou a vida inteira querendo ser engenheiro. No ensino médio decidiu estudar Midialogia. Tinha muito gosto pela arquitetura. Fez 1 semestre de Ciências Sociais e se formou em Psicologia. Já quis trabalhar com RH, com saúde mental (CAPs), com crianças e hoje trabalha com adultos que desejam ultrapassar barreiras comportamentais e emocionais para avançar para os próximos níveis de suas vidas.

Quando eu estou ensinando as pessoas a serem disciplinadas, frequentemente eu ensino que as piores armadilhas são as boas tarefas. Digo isso porque, geralmente, para a pessoa ser disciplinada, ela precisa fazer o que é necessário e, muitas vezes, o necessário não é o mais desejado ou o mais motivador. Pelo contrário, muitas vezes o necessário é chato e penoso. E é no momento de maior chatice e dificuldade que uma outra tarefa aparece e se mostra ótima, motivadora e inspiradora. É uma tarefa que vem disfarçada de felicidade! Acende a luz vermelha, a sirene e tudo o que for possível! Sinal de PERIGO!

E quais os motivos pra ligar o sinal de alerta?

Ora, se estiver desinteressante, desmotivado ou até mesmo difícil executar algum plano ou tarefa, é natural que a gente tenda a desviar o nosso foco. É natural que a gente tenda a nos esquivar dessas coisas ruins. E aí qualquer ideia minimamente mais confortável vai nos passar a impressão de que ela é uma ótima ideia e que devemos mudar de direção. Mas não!

Isso acontece com todo mundo e não é uma novidade. Acontece no mundo do trabalho - querendo mudar de área ou de empresa), no mundo dos relacionamentos (querendo novos relacionamentos ou amigos), no mundo espiritual, enfim.

Com o passar do tempo, muitas coisas aconteceram na minha vida, principalmente por eu não ter alguém que me mostrasse o caminho. Desde 2013, quando eu tinha 23 anos, eu trabalho autônomo. O último cargo que eu havia ocupado era de assistente administrativo. Eu ainda estava na faculdade. Nesses últimos 6 anos, todas as minhas decisões profissionais baseavam-se na minha própria experiência. E todas as consequências recaiam sobre minhas costas. Ou seja, tive que me construir. E, no meio dessa história, não tive ninguém para me mostrar o caminho. Então foi absolutamente natural eu ter tantas ideias do que poderia fazer. Tantos desejos e tantos planos!

O fato é que tantos desejos e planos me tiravam do meu propósito e do que eu realmente tenho desejo em fazer, que é trabalhar com adultos nos padrões emocionais e comportamentais! Levei alguns anos para entender que eu passei por muita dificuldade de amadurecimento profissional. Até hoje ter a total clareza de que as boas ideias apareciam nos meus maiores momentos de dificuldade profissional, eu me desviei algumas vezes.

E hoje entendo que é exatamente isso o que me faz crescer, evoluir e continuar amadurecendo e melhorando meu trabalho. Hoje eu entendo que, sempre que há uma nova boa ideia, isso significa que tem alguma coisa no meu trabalho que está me deixando insatisfeito e que é justamente nisso que eu preciso mergulhar pra resolver. E que a boa ideia que me fez perceber isso só vai receber meu agradecimento por ter mostrado essa insatisfação.

Quanto mais boas ideias eu tiver, mais eu tenho que mergulhar no meu próprio trabalho. Quanto mais eu mergulhar no meu próprio trabalho, melhor ainda ele será. Até chegar ao ponto de eliminar fobias em uma única sessão e ser chamado de charlatão por isso. Foda-se. Esse é o meu trabalho.

Então, se você constantemente muda o rumo da sua vida, pare de pular de galho em galho! A grama do vizinho vai permanecer mais verde enquanto você estiver se esforçando pra trocar a sua por uma mais nova ao invés de simplesmente cuidar diariamente da mesma.
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