Um arquétipo é um conjunto de características específicas representadas por uma figura. Na psicologia, o maior responsável pela disseminação dessa ideia foi Jung. No xamanismo também é possível encontrar a ideia dos arquétipos representados por animais.
Na literatura e no cinema é possível encontrar facilmente os arquétipos nos personagens.
No podcast de hoje vamos falar sobre o arquétipo do heroi e, pra falar sobre esse arquétipo, é necessário contextualizarmos a sua jornada. Talvez você já tenha ouvido falar sobre isso ou talvez seja a primeira vez, seja como for, vamos explorar essa ideia na nossa vida atual.
Basicamente, a Jornada do Heroi é composta por um ciclo, onde primeiro há o Chamado para iniciar a jornada. Depois do chamado, vem a fase da recusa, da negação. A Aceitação é o próximo passo e isso leva o Heroi a percorrer a Travessia, em direção ao desconhecido. A partir do momento em que o Heroi entra no território desconhecido, ele precisa encontrar seus Guardiões (ou mentores) que serão personagens fundamentais para auxilia-lo durante toda a sua jornada.
De posse do seu chamado e dos seus guardiões, o Heroi vive desafios grandiosos, enfrentando seus inimigos, seus próprios medos, limitações, inseguranças e angústias.
Ao decorrer da superação desses desafios, o Heroi desenvolve internamente recursos que vão colocando-o sempre acima da sua antiga própria capacidade inicial. E, nesse processo, o heroi se constroi e se desenvolve.
Como passo final dessa transformação, o Heroi chega no momento de transcendência, desenvolvendo alguma capacidade ou habilidade que só foi possível existir graças a todas as evoluções que ele teve ao longo do caminho. As vezes uma coragem, outras alguma habilidade de luta. O desenho da Disney do Hércules mostra com bastante objetividade esse aspecto, quando o Hércules vê a sua amada Meg sendo levada para o Inferno de Hades e o Heroi oferece a sua vida em troca da Meg. Feito a troca, quando Hércules entra no caminho para o inferno, ele acorda seu verdadeiro poder como um Imortal.
Por fim, o último passo da Jornada do Heroi é o retorno triunfante para casa, provando, para aqueles que duvidavam do heroi, que ele conquistou o impossível.
E essa é a Jornada do Heroi. E podemos percebe-la em diversas fontes. Nesse sentido, vamos fazer uma breve lista de filmes e personagens que é possível identificar essa jornada - algumas partes com mais clareza e outras com menos:
- Frodo em O Senhor dos Aneis;
- Luke Skywalker em Star Wars;
- Tony Stark, e basicamente todos os herois da marvel, em Vingadores;
- Clarice Starling, em Hannibal;
- Simba, em O Rei Leão;
- Jake Sully, em Avatar.
E agora você pode pensar "mas Marcio, vc está falando só de ficção... então a Jornada do Heroi é uma ficção"?
Vejamos alguns outros filmes, menos ficcionais e mais próximos da realidade, de biografia que também é possível notar essa jornada:
- Stephen Hawking, em A Teoria de Tudo;
- Alan Touring, em O Jogo da Imitação;
- John Nash, em Uma Mente Brilhante;
- Tommy Caldwel, em The Dawn Wall.
Se não bastassem esses exemplos, poderíamos continuar fazendo uma lista na literatura, com Mais Esperto que o Diabo, do Napoleon Hill. O Alquimista, do Paulo Coelho. Alice no País das Maravilhas. Enfim... é fonte que não acaba mais.
Posto isso, nas nossas vidas também é possível notar que nós percorremos a jornada do heroi. A nossa própria jornada. Do nosso próprio Heroi - o Eu. E nessa jornada, em relação a esse chamado, onde você está?
No trabalho, na família, na saúde, nas finanças, enfim... como você está sendo o Heroi da própria vida?
Está em ouvir o chamado? Está negando ele? Está aceitando? Está percorrendo a travessia? Está buscando guardiões/mentores?