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A palavra “sinodalidade” pode parecerdifícil à primeira vista, mas seu sentido é profundamente simples e belo. Elavem do grego syn (com) e hodos (caminho), significando “caminharjuntos”. É isso que a Igreja está redescobrindo com grande entusiasmo: nãosomos uma multidão dispersa, mas um povo que caminha unido, guiado peloEspírito de Deus.
Desde os tempos mais antigos, o povo deDeus aprendeu a caminhar junto. No Antigo Testamento, vemos Israel emperegrinação pelo deserto, conduzido por Moisés, escutando a Palavra ediscernindo a vontade de Deus em assembleia. No Novo Testamento, Jesus chamadiscípulos para segui-lo como comunidade, e após sua ressurreição, a Igrejanascente aprende a decidir em conjunto, como no Concílio de Jerusalém narradoem Atos dos Apóstolos 15.
A sinodalidade não é uma novidade, mas umaforma de ser Igreja que está sendo retomada com nova força. O Papa Franciscoafirma: “O caminho da sinodalidade é o caminho que Deus espera da Igreja doterceiro milênio” (Discurso de 17/10/2015). Isso significa que ser Igreja hojeimplica escutar uns aos outros, discernir juntos e agir em comunhão, envolvendotodos os batizados — leigos, religiosos, diáconos, presbíteros e bispos.
A Igreja sinodal não é apenas umaestrutura externa ou um modo novo de organizar reuniões. É uma conversãoprofunda no modo de pensar, decidir, escutar e agir. É reconhecer que todos têmalgo a dizer e que o Espírito Santo fala também por meio do povo simples e dasrealidades do cotidiano. Como diz o Documento Preparatório do Sínodo 2021–2024:“A sinodalidade designa o estilo peculiar que qualifica a vida e a missão daIgreja, expressando a sua natureza enquanto povo de Deus que caminha reunido”.
Essa visão é reforçada pelo ConcílioVaticano II, que nos recorda que “o conjunto dos fiéis, ungidos pelo EspíritoSanto, não pode errar no ato de crer” (Lumen Gentium, 12). Ou seja, escutar opovo de Deus é uma exigência teológica, não apenas uma escolha pastoral.Caminhar juntos é viver a comunhão como dom, a participação comoresponsabilidade e a missão como vocação comum.
Em nosso tempo, a sinodalidade aparececomo resposta à necessidade de uma Igreja mais próxima, acolhedora,transparente e evangelizadora. Em vez de decisões solitárias ouautorreferenciais, propõe-se um estilo de Igreja que decide em comunidade,escuta com empatia, se abre ao diálogo e reconhece a dignidade e os dons decada batizado.
Na prática, viver a sinodalidade édesenvolver uma cultura de escuta em todos os níveis: paróquia, comunidade,diocese, movimentos, pastorais. É dar espaço para a fala dos que normalmentenão são escutados. É criar ambientes seguros onde todos possam partilhar comliberdade e confiança. É buscar, juntos, os caminhos do Reino com humildade efé.
Duas ações simples podem ajudar a colocaresse espírito em prática. A primeira é transformar as reuniões pastorais emverdadeiros espaços de escuta, onde cada pessoa é ouvida com atenção erespeito. A segunda é perguntar-se com frequência: “Essa decisão está sendotomada em conjunto ou imposta de cima para baixo?” Essa pergunta, feita comsinceridade, já inicia uma verdadeira mudança de mentalidade.
A sinodalidade é um dom e uma tarefa. Édom porque nasce do Espírito Santo, que conduz a Igreja. E é tarefa, porqueexige esforço para superar centralismos, egoísmos e exclusões. Caminhar juntosnem sempre é fácil, mas é profundamente evangélico. E mais do que umaestratégia, é um modo de ser Igreja fiel ao seu Senhor.
By Wagner Assis De SousaA palavra “sinodalidade” pode parecerdifícil à primeira vista, mas seu sentido é profundamente simples e belo. Elavem do grego syn (com) e hodos (caminho), significando “caminharjuntos”. É isso que a Igreja está redescobrindo com grande entusiasmo: nãosomos uma multidão dispersa, mas um povo que caminha unido, guiado peloEspírito de Deus.
Desde os tempos mais antigos, o povo deDeus aprendeu a caminhar junto. No Antigo Testamento, vemos Israel emperegrinação pelo deserto, conduzido por Moisés, escutando a Palavra ediscernindo a vontade de Deus em assembleia. No Novo Testamento, Jesus chamadiscípulos para segui-lo como comunidade, e após sua ressurreição, a Igrejanascente aprende a decidir em conjunto, como no Concílio de Jerusalém narradoem Atos dos Apóstolos 15.
A sinodalidade não é uma novidade, mas umaforma de ser Igreja que está sendo retomada com nova força. O Papa Franciscoafirma: “O caminho da sinodalidade é o caminho que Deus espera da Igreja doterceiro milênio” (Discurso de 17/10/2015). Isso significa que ser Igreja hojeimplica escutar uns aos outros, discernir juntos e agir em comunhão, envolvendotodos os batizados — leigos, religiosos, diáconos, presbíteros e bispos.
A Igreja sinodal não é apenas umaestrutura externa ou um modo novo de organizar reuniões. É uma conversãoprofunda no modo de pensar, decidir, escutar e agir. É reconhecer que todos têmalgo a dizer e que o Espírito Santo fala também por meio do povo simples e dasrealidades do cotidiano. Como diz o Documento Preparatório do Sínodo 2021–2024:“A sinodalidade designa o estilo peculiar que qualifica a vida e a missão daIgreja, expressando a sua natureza enquanto povo de Deus que caminha reunido”.
Essa visão é reforçada pelo ConcílioVaticano II, que nos recorda que “o conjunto dos fiéis, ungidos pelo EspíritoSanto, não pode errar no ato de crer” (Lumen Gentium, 12). Ou seja, escutar opovo de Deus é uma exigência teológica, não apenas uma escolha pastoral.Caminhar juntos é viver a comunhão como dom, a participação comoresponsabilidade e a missão como vocação comum.
Em nosso tempo, a sinodalidade aparececomo resposta à necessidade de uma Igreja mais próxima, acolhedora,transparente e evangelizadora. Em vez de decisões solitárias ouautorreferenciais, propõe-se um estilo de Igreja que decide em comunidade,escuta com empatia, se abre ao diálogo e reconhece a dignidade e os dons decada batizado.
Na prática, viver a sinodalidade édesenvolver uma cultura de escuta em todos os níveis: paróquia, comunidade,diocese, movimentos, pastorais. É dar espaço para a fala dos que normalmentenão são escutados. É criar ambientes seguros onde todos possam partilhar comliberdade e confiança. É buscar, juntos, os caminhos do Reino com humildade efé.
Duas ações simples podem ajudar a colocaresse espírito em prática. A primeira é transformar as reuniões pastorais emverdadeiros espaços de escuta, onde cada pessoa é ouvida com atenção erespeito. A segunda é perguntar-se com frequência: “Essa decisão está sendotomada em conjunto ou imposta de cima para baixo?” Essa pergunta, feita comsinceridade, já inicia uma verdadeira mudança de mentalidade.
A sinodalidade é um dom e uma tarefa. Édom porque nasce do Espírito Santo, que conduz a Igreja. E é tarefa, porqueexige esforço para superar centralismos, egoísmos e exclusões. Caminhar juntosnem sempre é fácil, mas é profundamente evangélico. E mais do que umaestratégia, é um modo de ser Igreja fiel ao seu Senhor.

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