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A escuta é a alma da sinodalidade. Semescuta, não há caminho comum, não há discernimento e não há comunhãoverdadeira. Escutar é mais do que ouvir palavras; é acolher o outro, com suador, suas alegrias, suas perguntas, sua fé. Uma Igreja sinodal é, antes detudo, uma Igreja que sabe escutar com o coração.
O Papa Francisco tem insistido com vigor:“Uma Igreja sinodal é uma Igreja da escuta, ciente de que escutar é mais do queouvir. É uma escuta recíproca, na qual cada um tem algo a aprender” (Discursona abertura do Sínodo, 09/10/2021). Essa escuta não é só entre os membros daIgreja, mas também uma escuta do Espírito Santo, que fala por meio do povo, dossinais dos tempos e da própria criação.
A escuta verdadeira começa com a escutade Deus. A sinodalidade nasce da oração. É no silêncio orante que abrimosespaço interior para compreender a vontade do Senhor. O Documento Preparatóriodo Sínodo afirma: “A escuta requer abertura de coração e mente, sempreconceitos. É uma escuta do Espírito, que nos fala nos acontecimentos da vidadiária.” (DP, 26).
Mas a escuta também deve ser eclesial ecomunitária. Escutar os irmãos e irmãs é reconhecer sua dignidade batismal,sua experiência de fé e o dom do Espírito que habita neles. Muitas vezes, aescuta é curativa: quem é escutado se sente valorizado, integrado, amado. Umacomunidade que escuta é uma comunidade que cura feridas e gera comunhão.
Contudo, escutar é exigente. Requerpaciência, humildade, abertura e disposição para rever ideias. Escutar não éapenas dar espaço para que o outro fale, mas estar disposto a ser transformadopelo que ele tem a dizer. Exige-se aqui uma postura espiritual: escutar comempatia, sem julgar, com amor sincero e atenção plena.
Na prática, a escuta sinodal se traduz em ambientesde fala e em métodos de escuta ativa. Não se trata de abrirmicrofones, mas de criar espaços protegidos, onde todos possam expressar-se comliberdade e responsabilidade. A escuta precisa alcançar especialmente os quenão costumam ser ouvidos: os pobres, os jovens, os excluídos, os feridos pelaIgreja, os que estão nas periferias geográficas e existenciais.
Além disso, a escuta precisa gerar discernimento.Não é uma coleta de opiniões, mas um processo espiritual de busca conjunta davontade de Deus. Por isso, após escutar, é necessário refletir, rezar,confrontar com a Palavra e, então, tomar decisões iluminadas pelo Espírito.
Na vida das comunidades, a escuta deve serprática constante. No atendimento pastoral, nas reuniões, nos encontros deformação, nos conselhos e assembleias. Escutar é também sair de si, ir aoencontro, visitar, perguntar, abrir-se. A escuta gera vínculos e abre caminhosde reconciliação e de missão.
Duas ações concretas podem ajudar acultivar a escuta. A primeira é capacitar os agentes pastorais para escutar comempatia, usando dinâmicas, exercícios e métodos que desenvolvam essahabilidade. A segunda é criar espaços regulares de escuta comunitária, comocírculos de diálogo, rodas de partilha e assembleias abertas, onde todos possamcontribuir com suas percepções e experiências.
Escutar é o primeiro passo paratransformar a realidade. Uma Igreja que escuta é uma Igreja atenta à vida,dócil ao Espírito e aberta ao novo. É uma Igreja que acolhe, aprende, seconverte e se renova. Na escuta, o povo de Deus se reconhece como irmãos quecaminham juntos, com um só coração e uma só alma, rumo ao Reino.
By Wagner Assis De SousaA escuta é a alma da sinodalidade. Semescuta, não há caminho comum, não há discernimento e não há comunhãoverdadeira. Escutar é mais do que ouvir palavras; é acolher o outro, com suador, suas alegrias, suas perguntas, sua fé. Uma Igreja sinodal é, antes detudo, uma Igreja que sabe escutar com o coração.
O Papa Francisco tem insistido com vigor:“Uma Igreja sinodal é uma Igreja da escuta, ciente de que escutar é mais do queouvir. É uma escuta recíproca, na qual cada um tem algo a aprender” (Discursona abertura do Sínodo, 09/10/2021). Essa escuta não é só entre os membros daIgreja, mas também uma escuta do Espírito Santo, que fala por meio do povo, dossinais dos tempos e da própria criação.
A escuta verdadeira começa com a escutade Deus. A sinodalidade nasce da oração. É no silêncio orante que abrimosespaço interior para compreender a vontade do Senhor. O Documento Preparatóriodo Sínodo afirma: “A escuta requer abertura de coração e mente, sempreconceitos. É uma escuta do Espírito, que nos fala nos acontecimentos da vidadiária.” (DP, 26).
Mas a escuta também deve ser eclesial ecomunitária. Escutar os irmãos e irmãs é reconhecer sua dignidade batismal,sua experiência de fé e o dom do Espírito que habita neles. Muitas vezes, aescuta é curativa: quem é escutado se sente valorizado, integrado, amado. Umacomunidade que escuta é uma comunidade que cura feridas e gera comunhão.
Contudo, escutar é exigente. Requerpaciência, humildade, abertura e disposição para rever ideias. Escutar não éapenas dar espaço para que o outro fale, mas estar disposto a ser transformadopelo que ele tem a dizer. Exige-se aqui uma postura espiritual: escutar comempatia, sem julgar, com amor sincero e atenção plena.
Na prática, a escuta sinodal se traduz em ambientesde fala e em métodos de escuta ativa. Não se trata de abrirmicrofones, mas de criar espaços protegidos, onde todos possam expressar-se comliberdade e responsabilidade. A escuta precisa alcançar especialmente os quenão costumam ser ouvidos: os pobres, os jovens, os excluídos, os feridos pelaIgreja, os que estão nas periferias geográficas e existenciais.
Além disso, a escuta precisa gerar discernimento.Não é uma coleta de opiniões, mas um processo espiritual de busca conjunta davontade de Deus. Por isso, após escutar, é necessário refletir, rezar,confrontar com a Palavra e, então, tomar decisões iluminadas pelo Espírito.
Na vida das comunidades, a escuta deve serprática constante. No atendimento pastoral, nas reuniões, nos encontros deformação, nos conselhos e assembleias. Escutar é também sair de si, ir aoencontro, visitar, perguntar, abrir-se. A escuta gera vínculos e abre caminhosde reconciliação e de missão.
Duas ações concretas podem ajudar acultivar a escuta. A primeira é capacitar os agentes pastorais para escutar comempatia, usando dinâmicas, exercícios e métodos que desenvolvam essahabilidade. A segunda é criar espaços regulares de escuta comunitária, comocírculos de diálogo, rodas de partilha e assembleias abertas, onde todos possamcontribuir com suas percepções e experiências.
Escutar é o primeiro passo paratransformar a realidade. Uma Igreja que escuta é uma Igreja atenta à vida,dócil ao Espírito e aberta ao novo. É uma Igreja que acolhe, aprende, seconverte e se renova. Na escuta, o povo de Deus se reconhece como irmãos quecaminham juntos, com um só coração e uma só alma, rumo ao Reino.

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