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A neurodiversidade tem sexo ou gênero? Neste episódio, voltamos a falar mais diretamente sobre o autismo para bordar uma questão que, uma vez livre, parece expressar nas próprias identidades das pessoas autistas a diversidade singular que permeia o espectro: suas relações com os papeis sociais que se esperam delas e a autonomia e a liberdade de ser quem se é. Não é preciso fazer desta edição um discurso engajado pela diversidade de gênero e sexualidades (pois inclusive me faltaria lugar de fala, sendo eu homem cis, hétero etc.) nem muito menos uma denúncia contra "ideologia de gênero" para dar contornos mais sutis mas, ainda assim, oportunos. Disso podemos procurar, por exemplo, empreender um bom debate em torno da masculinidade no espectro, entender as particularidades autistas que podem ou não se associar a gênero e sexualidade e fomentar uma cultura inclusive o mais acolhedora possível à diferença. É com esse potencial, paradoxalmente versátil mas despretensioso, que acredito que falar que eu mesmo tenho "autismo de menina" traduz uma forma de empoderamento e automobilização que me liga à minha filha, também autista, e ao melhor de mim.
Música da vinheta: Estático (Mombojó - álbum: Nada de Novo, 2004)
By NeuroDive PodcastA neurodiversidade tem sexo ou gênero? Neste episódio, voltamos a falar mais diretamente sobre o autismo para bordar uma questão que, uma vez livre, parece expressar nas próprias identidades das pessoas autistas a diversidade singular que permeia o espectro: suas relações com os papeis sociais que se esperam delas e a autonomia e a liberdade de ser quem se é. Não é preciso fazer desta edição um discurso engajado pela diversidade de gênero e sexualidades (pois inclusive me faltaria lugar de fala, sendo eu homem cis, hétero etc.) nem muito menos uma denúncia contra "ideologia de gênero" para dar contornos mais sutis mas, ainda assim, oportunos. Disso podemos procurar, por exemplo, empreender um bom debate em torno da masculinidade no espectro, entender as particularidades autistas que podem ou não se associar a gênero e sexualidade e fomentar uma cultura inclusive o mais acolhedora possível à diferença. É com esse potencial, paradoxalmente versátil mas despretensioso, que acredito que falar que eu mesmo tenho "autismo de menina" traduz uma forma de empoderamento e automobilização que me liga à minha filha, também autista, e ao melhor de mim.
Música da vinheta: Estático (Mombojó - álbum: Nada de Novo, 2004)