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A participação é um dos pilaresfundamentais da sinodalidade. Mais do que uma abertura formal ou um convitesimbólico, ela expressa a convicção de que todo o povo de Deus, pelobatismo, é chamado a ser sujeito ativo na vida e missão da Igreja. UmaIgreja sinodal é uma Igreja na qual todos participam — não como espectadores,mas como protagonistas corresponsáveis.
O Papa Francisco tem dito com frequênciaque “ninguém deve ser deixado de fora”. Isso significa que todos os fiéis —leigos, religiosos, presbíteros, mulheres, jovens, idosos, pessoas comdeficiência, pobres — são chamados a contribuir com sua voz, seus dons, suahistória e sua fé. A participação é, portanto, um direito e umaresponsabilidade de cada batizado.
Essa participação tem uma raiz profunda naSagrada Escritura. São Paulo, ao falar da Igreja como Corpo de Cristo, afirma:“Se um membro sofre, todos sofrem com ele; se um membro é honrado, todos sealegram com ele” (1Cor 12,26). Essa interdependência espiritual e pastoralmostra que a missão da Igreja não é delegada a alguns poucos, mas confiada atodos.
O Concílio Vaticano II reforçou esseprincípio ao afirmar: “Os leigos, como todos os fiéis cristãos, têm o direitoe, às vezes, o dever de manifestar seu parecer sobre o bem da Igreja” (cf. LumenGentium, 37). Esse parecer não é apenas uma opinião; é um dom do Espíritoque precisa ser acolhido, escutado e discernido em comunhão.
Participar não é apenas estar presente ouassinar uma lista de presença. É poder expressar ideias, tomar decisões,colaborar ativamente nos processos pastorais. Isso exige uma mudança dementalidade em todos os níveis. Em vez de centralizar tudo em poucos, énecessário criar estruturas e atitudes que favoreçam a partilha, a consulta, odiálogo e a corresponsabilidade.
A participação também se constrói com formaçãoe capacitação. Para que todos possam contribuir com qualidade, é precisoinvestir na formação dos leigos e agentes pastorais. Isso inclui conhecimentoda doutrina, da Palavra de Deus, das dimensões pastorais e da vida litúrgica daIgreja. Ninguém pode participar de fato se não for reconhecido, formado eenvolvido com confiança.
Contudo, a verdadeira participação vaialém de estruturas. Ela depende da escuta mútua, do respeito pelas opiniõesdiferentes, da disposição para trabalhar em conjunto. A sinodalidade exige quesaibamos ouvir até quem pensa diferente, porque o Espírito também se manifestana pluralidade.
Para que essa participação seja real, éessencial vencer resistências como o clericalismo, a passividade dos leigos, oautoritarismo de líderes ou a exclusão de grupos minoritários. A Igreja precisaser “uma casa de portas abertas”, como diz o Papa Francisco — aberta não só naentrada, mas também no centro: nas decisões, nos conselhos, nas prioridadespastorais.
Duas ações práticas podem favorecer aparticipação. A primeira é garantir representatividade real nos conselhospastorais, nas equipes de liturgia, nos grupos de planejamento, envolvendopessoas de diferentes idades, gêneros e origens. A segunda é escutar assugestões e críticas dos fiéis com seriedade, respondendo com abertura edisposição para crescer.
Uma Igreja participativa é mais viva, maiscriativa e mais fiel ao Evangelho. Porque quando todos participam, o Espíritosopra com mais força, a missão se fortalece e a comunhão se enriquece. NaIgreja sinodal, cada pessoa tem lugar, tem voz e tem valor. Participar é ummodo concreto de amar a Igreja e de servir ao Reino com alegria e generosidade.
By Wagner Assis De SousaA participação é um dos pilaresfundamentais da sinodalidade. Mais do que uma abertura formal ou um convitesimbólico, ela expressa a convicção de que todo o povo de Deus, pelobatismo, é chamado a ser sujeito ativo na vida e missão da Igreja. UmaIgreja sinodal é uma Igreja na qual todos participam — não como espectadores,mas como protagonistas corresponsáveis.
O Papa Francisco tem dito com frequênciaque “ninguém deve ser deixado de fora”. Isso significa que todos os fiéis —leigos, religiosos, presbíteros, mulheres, jovens, idosos, pessoas comdeficiência, pobres — são chamados a contribuir com sua voz, seus dons, suahistória e sua fé. A participação é, portanto, um direito e umaresponsabilidade de cada batizado.
Essa participação tem uma raiz profunda naSagrada Escritura. São Paulo, ao falar da Igreja como Corpo de Cristo, afirma:“Se um membro sofre, todos sofrem com ele; se um membro é honrado, todos sealegram com ele” (1Cor 12,26). Essa interdependência espiritual e pastoralmostra que a missão da Igreja não é delegada a alguns poucos, mas confiada atodos.
O Concílio Vaticano II reforçou esseprincípio ao afirmar: “Os leigos, como todos os fiéis cristãos, têm o direitoe, às vezes, o dever de manifestar seu parecer sobre o bem da Igreja” (cf. LumenGentium, 37). Esse parecer não é apenas uma opinião; é um dom do Espíritoque precisa ser acolhido, escutado e discernido em comunhão.
Participar não é apenas estar presente ouassinar uma lista de presença. É poder expressar ideias, tomar decisões,colaborar ativamente nos processos pastorais. Isso exige uma mudança dementalidade em todos os níveis. Em vez de centralizar tudo em poucos, énecessário criar estruturas e atitudes que favoreçam a partilha, a consulta, odiálogo e a corresponsabilidade.
A participação também se constrói com formaçãoe capacitação. Para que todos possam contribuir com qualidade, é precisoinvestir na formação dos leigos e agentes pastorais. Isso inclui conhecimentoda doutrina, da Palavra de Deus, das dimensões pastorais e da vida litúrgica daIgreja. Ninguém pode participar de fato se não for reconhecido, formado eenvolvido com confiança.
Contudo, a verdadeira participação vaialém de estruturas. Ela depende da escuta mútua, do respeito pelas opiniõesdiferentes, da disposição para trabalhar em conjunto. A sinodalidade exige quesaibamos ouvir até quem pensa diferente, porque o Espírito também se manifestana pluralidade.
Para que essa participação seja real, éessencial vencer resistências como o clericalismo, a passividade dos leigos, oautoritarismo de líderes ou a exclusão de grupos minoritários. A Igreja precisaser “uma casa de portas abertas”, como diz o Papa Francisco — aberta não só naentrada, mas também no centro: nas decisões, nos conselhos, nas prioridadespastorais.
Duas ações práticas podem favorecer aparticipação. A primeira é garantir representatividade real nos conselhospastorais, nas equipes de liturgia, nos grupos de planejamento, envolvendopessoas de diferentes idades, gêneros e origens. A segunda é escutar assugestões e críticas dos fiéis com seriedade, respondendo com abertura edisposição para crescer.
Uma Igreja participativa é mais viva, maiscriativa e mais fiel ao Evangelho. Porque quando todos participam, o Espíritosopra com mais força, a missão se fortalece e a comunhão se enriquece. NaIgreja sinodal, cada pessoa tem lugar, tem voz e tem valor. Participar é ummodo concreto de amar a Igreja e de servir ao Reino com alegria e generosidade.

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