É bem verdade que o fazer do artista precisa ser um fazer livre. Mas existe condições nas quais a arte surge não como liberdade mas como desejo de liberdade, como um prólogo. Uma dessas condições é o da Periferia. A arte aqui precisa ser resistente à todas os muros, amarras, cansaço, baixa auto-estima, estigmatizações, dificuldade técnica, zero recurso. Por isso a arte na periferia é visceral, porque para ela existir ela já precisou passar por tanta coisa que justifica sua existência e compõe seu produto que é possível sentir.
Isso também significa pensar que para entender a arte na periferia é preciso exercitar qualquer juízo de valor, pois a arte é inerente da experiência humana, onde se expressa sentimentos, emoções e pensamentos que compõe os mundos Periféricos.