
Sign up to save your podcasts
Or


Na Igreja sinodal, os leigos e leigasnão são meros auxiliares do clero, mas protagonistas autênticos da missão eda vida eclesial. Pelo batismo, todos são incorporados ao Corpo de Cristo eenviados a anunciar o Evangelho com palavras e obras. A sinodalidade reconhecee valoriza essa vocação laical como essencial para que a Igreja sejaverdadeiramente comunhão, participação e missão.
O Concílio Vaticano II foi claro aoafirmar que “os leigos são chamados, por Deus, a contribuir para a santificaçãodo mundo, como que do interior, à maneira de fermento” (Lumen Gentium,31). Isso significa que sua presença ativa na sociedade, na cultura, napolítica, no trabalho e nas famílias é lugar de missão e testemunho cristão.Mas também significa que, dentro da própria Igreja, o laicato deve serescutado, valorizado e corresponsável nas decisões pastorais.
O Papa Francisco tem reforçadocontinuamente esse ensinamento. Em suas palavras: “É preciso ampliar os espaçospara uma presença feminina mais incisiva na Igreja, e também para os leigos emgeral. Os leigos não são convidados para o pátio da Igreja; estão dentro!” (cf.Evangelii Gaudium, 102). Essa afirmação desarma qualquer mentalidadeclerical e convida a um novo modo de pensar e organizar a vida eclesial.
Na prática, isso implica que os leigosdevem estar presentes e atuantes nos conselhos pastorais, nos grupos de escuta,nos ministérios litúrgicos, nas decisões sobre prioridades paroquiais ediocesanas. O protagonismo laical não se reduz à execução de tarefas, mas semanifesta na capacidade de discernir, orientar e contribuir com sabedoria paraa edificação da Igreja.
A sinodalidade também reconhece o valordos carismas leigos: catequistas, evangelizadores, liderançascomunitárias, músicos, ministros extraordinários, coordenadores, assessores etantos outros. Cada dom é uma riqueza que deve ser acolhida, acompanhada ecultivada com seriedade e gratidão. Isso exige também processos de formaçãocontinuada e acompanhamento pastoral, para que o protagonismo seja sólido efrutífero.
Um aspecto importante é a superação daideia de que os leigos “ajudam o padre”. Na lógica sinodal, todos colaboramna missão comum, cada um com sua vocação. O padre não é o centro daparóquia, mas o animador da comunhão e do discernimento. O leigo não é umassistente, mas um sujeito ativo. Esse equilíbrio é sinal de maturidadeeclesial.
Contudo, o protagonismo laical aindaenfrenta desafios: resistência de alguns clérigos, insegurança de lideranças,falta de formação ou desvalorização dos dons. Por isso, a Igreja sinodalprecisa investir em estruturas que promovam e sustentem a presença ativa dosleigos, inclusive nas esferas de decisão.
Duas ações práticas podem ajudar nesseprocesso. A primeira é revisar a composição dos conselhos pastorais, garantindoa presença qualificada e representativa de leigos e leigas. A segunda éoferecer formações específicas sobre doutrina, missão, espiritualidade eliderança, formando leigos conscientes, maduros e comprometidos com a missão daIgreja.
A Igreja sinodal é povo de Deus em marcha.E esse povo é composto majoritariamente por leigos e leigas, cuja missão não selimita aos “assuntos religiosos”, mas se estende a todos os ambientes da vidahumana. Reconhecer, promover e integrar essa vocação é sinal de uma Igreja quese leva a sério, que escuta a todos e que se abre ao sopro criador do EspíritoSanto. Uma Igreja viva, com rosto do povo e coração missionário.
By Wagner Assis De SousaNa Igreja sinodal, os leigos e leigasnão são meros auxiliares do clero, mas protagonistas autênticos da missão eda vida eclesial. Pelo batismo, todos são incorporados ao Corpo de Cristo eenviados a anunciar o Evangelho com palavras e obras. A sinodalidade reconhecee valoriza essa vocação laical como essencial para que a Igreja sejaverdadeiramente comunhão, participação e missão.
O Concílio Vaticano II foi claro aoafirmar que “os leigos são chamados, por Deus, a contribuir para a santificaçãodo mundo, como que do interior, à maneira de fermento” (Lumen Gentium,31). Isso significa que sua presença ativa na sociedade, na cultura, napolítica, no trabalho e nas famílias é lugar de missão e testemunho cristão.Mas também significa que, dentro da própria Igreja, o laicato deve serescutado, valorizado e corresponsável nas decisões pastorais.
O Papa Francisco tem reforçadocontinuamente esse ensinamento. Em suas palavras: “É preciso ampliar os espaçospara uma presença feminina mais incisiva na Igreja, e também para os leigos emgeral. Os leigos não são convidados para o pátio da Igreja; estão dentro!” (cf.Evangelii Gaudium, 102). Essa afirmação desarma qualquer mentalidadeclerical e convida a um novo modo de pensar e organizar a vida eclesial.
Na prática, isso implica que os leigosdevem estar presentes e atuantes nos conselhos pastorais, nos grupos de escuta,nos ministérios litúrgicos, nas decisões sobre prioridades paroquiais ediocesanas. O protagonismo laical não se reduz à execução de tarefas, mas semanifesta na capacidade de discernir, orientar e contribuir com sabedoria paraa edificação da Igreja.
A sinodalidade também reconhece o valordos carismas leigos: catequistas, evangelizadores, liderançascomunitárias, músicos, ministros extraordinários, coordenadores, assessores etantos outros. Cada dom é uma riqueza que deve ser acolhida, acompanhada ecultivada com seriedade e gratidão. Isso exige também processos de formaçãocontinuada e acompanhamento pastoral, para que o protagonismo seja sólido efrutífero.
Um aspecto importante é a superação daideia de que os leigos “ajudam o padre”. Na lógica sinodal, todos colaboramna missão comum, cada um com sua vocação. O padre não é o centro daparóquia, mas o animador da comunhão e do discernimento. O leigo não é umassistente, mas um sujeito ativo. Esse equilíbrio é sinal de maturidadeeclesial.
Contudo, o protagonismo laical aindaenfrenta desafios: resistência de alguns clérigos, insegurança de lideranças,falta de formação ou desvalorização dos dons. Por isso, a Igreja sinodalprecisa investir em estruturas que promovam e sustentem a presença ativa dosleigos, inclusive nas esferas de decisão.
Duas ações práticas podem ajudar nesseprocesso. A primeira é revisar a composição dos conselhos pastorais, garantindoa presença qualificada e representativa de leigos e leigas. A segunda éoferecer formações específicas sobre doutrina, missão, espiritualidade eliderança, formando leigos conscientes, maduros e comprometidos com a missão daIgreja.
A Igreja sinodal é povo de Deus em marcha.E esse povo é composto majoritariamente por leigos e leigas, cuja missão não selimita aos “assuntos religiosos”, mas se estende a todos os ambientes da vidahumana. Reconhecer, promover e integrar essa vocação é sinal de uma Igreja quese leva a sério, que escuta a todos e que se abre ao sopro criador do EspíritoSanto. Uma Igreja viva, com rosto do povo e coração missionário.

0 Listeners

0 Listeners