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A Virgem leitora hoje atribuída ao contributo de um seguidor do jovem Antonello descrita como «imagem gloriosa da Virgem Maria dourada», encomendada ao pintor pelo nobre de Messina, Giovanni Mirulla, em 1461, destinava-se à igreja do Carmo em Messina, onde se pode admirar a Virgem sentada com um livro aberto lendo e sendo coroada por dois anjos com uma coroa. Muito provavelmente esta obra foi realizada no retorno de sua viagem a Veneza, feita por Antonello por volta de 1460.
O particular que nos concentra hoje é o livro. O artista é fascinado por ele. O livro é um símbolo da verdade da palavra divina e da vida que ela promete. No Novo Testamento, os discípulos do Senhor têm o nome inscrito no céu no livro da vida (Hb 12,23 «à universal assembléia e igreja dos primogênitos, que estão inscritos nos céus, e a Deus, o juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados»).
O rolo selado da revelação secreta (Ap 5,1-9) é um símbolo do conselho inescrutável de Deus, cuja execução foi confiada a Cristo. No ícone de Pentecostes cada apóstolo segura um pergaminho, símbolo da proclamação do evangelho a todos os povos.
Quando Antonello pinta esta obra, estávamos no contexto de uma grande inovação: a Arte da impressão. Depois de 1456, data em que Gutenberg publicou sua primeira obra importante, a Bíblia, nós assistimos a um renascimento cultural pois a velocidade com que se poderia difundir a comunicação realizada até então com os monges copistas aumentou exponencialmente e industrializou-se. O mesmo livro, era replicado muitas vezes.
A difusão da necessidade do livro como instrumento do humanismo cristão levava à criação de um emblema de introspecção, reflexão que ainda hoje perdura. Ao colocar o livro nas mãos da Virgem, no púlpito da oração fazia-se brotar um raio luminoso, aludindo à concepção de Jesus no rosto da Virgem, o que nos abre para uma dimensão caraterística da sua obra.
By Podcast da MariologiaA Virgem leitora hoje atribuída ao contributo de um seguidor do jovem Antonello descrita como «imagem gloriosa da Virgem Maria dourada», encomendada ao pintor pelo nobre de Messina, Giovanni Mirulla, em 1461, destinava-se à igreja do Carmo em Messina, onde se pode admirar a Virgem sentada com um livro aberto lendo e sendo coroada por dois anjos com uma coroa. Muito provavelmente esta obra foi realizada no retorno de sua viagem a Veneza, feita por Antonello por volta de 1460.
O particular que nos concentra hoje é o livro. O artista é fascinado por ele. O livro é um símbolo da verdade da palavra divina e da vida que ela promete. No Novo Testamento, os discípulos do Senhor têm o nome inscrito no céu no livro da vida (Hb 12,23 «à universal assembléia e igreja dos primogênitos, que estão inscritos nos céus, e a Deus, o juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados»).
O rolo selado da revelação secreta (Ap 5,1-9) é um símbolo do conselho inescrutável de Deus, cuja execução foi confiada a Cristo. No ícone de Pentecostes cada apóstolo segura um pergaminho, símbolo da proclamação do evangelho a todos os povos.
Quando Antonello pinta esta obra, estávamos no contexto de uma grande inovação: a Arte da impressão. Depois de 1456, data em que Gutenberg publicou sua primeira obra importante, a Bíblia, nós assistimos a um renascimento cultural pois a velocidade com que se poderia difundir a comunicação realizada até então com os monges copistas aumentou exponencialmente e industrializou-se. O mesmo livro, era replicado muitas vezes.
A difusão da necessidade do livro como instrumento do humanismo cristão levava à criação de um emblema de introspecção, reflexão que ainda hoje perdura. Ao colocar o livro nas mãos da Virgem, no púlpito da oração fazia-se brotar um raio luminoso, aludindo à concepção de Jesus no rosto da Virgem, o que nos abre para uma dimensão caraterística da sua obra.