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Na Igreja sinodal, os ministros ordenados— presbíteros e diáconos — são chamados a viver o seu ministério como serviçoà comunhão e à corresponsabilidade do povo de Deus. Em vez de centralizarou controlar, seu papel é animar, escutar, discernir e integrar, sendosinais visíveis do cuidado de Cristo pela sua Igreja.
A sinodalidade não diminui a importânciados presbíteros e diáconos, mas redefine seu papel em chave de comunhão. O PapaFrancisco tem insistido que o verdadeiro ministério é “proximidade e escuta”,não poder e distância. Ele alerta contra o clericalismo, que transforma oministério ordenado em privilégio e impede o florescimento dos carismaslaicais. “O clericalismo anula a personalidade dos cristãos e tende a diminuire a desvalorizar a graça batismal que o Espírito Santo colocou no coração donosso povo” (Discurso à Cúria Romana, 2016).
O Concílio Vaticano II recuperou a imagemdo presbítero como aquele que “pastoreia a comunidade” com espírito fraterno eserviço generoso. O presbítero não é um gestor solitário, mas alguém quecaminha com o povo, escuta a comunidade, compartilha decisões e anima oscarismas. Como diz Presbyterorum Ordinis, 9: “O sacerdote há de aprendera escutar de bom grado os leigos, reconhecendo os seus desejos, considerandocom amor fraterno as suas experiências e competências.”
Da mesma forma, o diácono permanente,restaurado também pelo Concílio, é sinal da Igreja servidora. Sua missão éservir os pobres, animar a caridade, proclamar a Palavra e colaborar com a vidacomunitária. O diácono é um elo visível entre altar e periferia, liturgia eserviço, comunhão e missão.
Na prática, a sinodalidade convida osministros ordenados a mudarem de postura: menos autoritarismo, mais escuta;menos foco em estruturas, mais atenção às pessoas; menos centralização, maispartilha. Isso não significa enfraquecer a autoridade pastoral, mas exercê-lacom humildade, abertura e espírito colegial.
A presença ativa de presbíteros e diáconosnos conselhos pastorais, nas assembleias comunitárias e nas escutas sinodais éessencial. Mas mais do que presença, é preciso uma atitude sinodal:saber silenciar para escutar, saber conduzir sem impor, saber discernir semdecidir sozinho. O bom pastor conhece as ovelhas e é conhecido por elas (cf. Jo10,14).
Também é importante que o clero promova a formaçãoda comunidade para a participação ativa, e não mantenha o povo nadependência. O ministério ordenado deve capacitar os leigos para que assumamresponsabilidades, tomem iniciativas e se sintam corresponsáveis pela vida emissão da Igreja.
Dois gestos concretos podem fortaleceressa vivência. Primeiro: os presbíteros e diáconos devem reservar momentosfixos e regulares de escuta da comunidade, especialmente dos mais simples e dosque pensam diferente. Segundo: devem integrar os conselhos pastorais comabertura, acolhendo críticas, dúvidas e sugestões, como um exercício permanentede humildade e discernimento.
Na Igreja sinodal, os ministros ordenadossão pontes, não muros; são pastores, não chefes; são servidores, não donos. Oseu exemplo inspira a comunidade a caminhar unida. E quando o presbítero ou odiácono escutam, servem e animam com alegria, tornam-se reflexo do próprioCristo, que veio “não para ser servido, mas para servir e dar a vida por todos”(Mt 20,28). Uma Igreja com ministros sinodais é uma Igreja mais evangélica,mais próxima e mais fiel à sua missão.
By Wagner Assis De SousaNa Igreja sinodal, os ministros ordenados— presbíteros e diáconos — são chamados a viver o seu ministério como serviçoà comunhão e à corresponsabilidade do povo de Deus. Em vez de centralizarou controlar, seu papel é animar, escutar, discernir e integrar, sendosinais visíveis do cuidado de Cristo pela sua Igreja.
A sinodalidade não diminui a importânciados presbíteros e diáconos, mas redefine seu papel em chave de comunhão. O PapaFrancisco tem insistido que o verdadeiro ministério é “proximidade e escuta”,não poder e distância. Ele alerta contra o clericalismo, que transforma oministério ordenado em privilégio e impede o florescimento dos carismaslaicais. “O clericalismo anula a personalidade dos cristãos e tende a diminuire a desvalorizar a graça batismal que o Espírito Santo colocou no coração donosso povo” (Discurso à Cúria Romana, 2016).
O Concílio Vaticano II recuperou a imagemdo presbítero como aquele que “pastoreia a comunidade” com espírito fraterno eserviço generoso. O presbítero não é um gestor solitário, mas alguém quecaminha com o povo, escuta a comunidade, compartilha decisões e anima oscarismas. Como diz Presbyterorum Ordinis, 9: “O sacerdote há de aprendera escutar de bom grado os leigos, reconhecendo os seus desejos, considerandocom amor fraterno as suas experiências e competências.”
Da mesma forma, o diácono permanente,restaurado também pelo Concílio, é sinal da Igreja servidora. Sua missão éservir os pobres, animar a caridade, proclamar a Palavra e colaborar com a vidacomunitária. O diácono é um elo visível entre altar e periferia, liturgia eserviço, comunhão e missão.
Na prática, a sinodalidade convida osministros ordenados a mudarem de postura: menos autoritarismo, mais escuta;menos foco em estruturas, mais atenção às pessoas; menos centralização, maispartilha. Isso não significa enfraquecer a autoridade pastoral, mas exercê-lacom humildade, abertura e espírito colegial.
A presença ativa de presbíteros e diáconosnos conselhos pastorais, nas assembleias comunitárias e nas escutas sinodais éessencial. Mas mais do que presença, é preciso uma atitude sinodal:saber silenciar para escutar, saber conduzir sem impor, saber discernir semdecidir sozinho. O bom pastor conhece as ovelhas e é conhecido por elas (cf. Jo10,14).
Também é importante que o clero promova a formaçãoda comunidade para a participação ativa, e não mantenha o povo nadependência. O ministério ordenado deve capacitar os leigos para que assumamresponsabilidades, tomem iniciativas e se sintam corresponsáveis pela vida emissão da Igreja.
Dois gestos concretos podem fortaleceressa vivência. Primeiro: os presbíteros e diáconos devem reservar momentosfixos e regulares de escuta da comunidade, especialmente dos mais simples e dosque pensam diferente. Segundo: devem integrar os conselhos pastorais comabertura, acolhendo críticas, dúvidas e sugestões, como um exercício permanentede humildade e discernimento.
Na Igreja sinodal, os ministros ordenadossão pontes, não muros; são pastores, não chefes; são servidores, não donos. Oseu exemplo inspira a comunidade a caminhar unida. E quando o presbítero ou odiácono escutam, servem e animam com alegria, tornam-se reflexo do próprioCristo, que veio “não para ser servido, mas para servir e dar a vida por todos”(Mt 20,28). Uma Igreja com ministros sinodais é uma Igreja mais evangélica,mais próxima e mais fiel à sua missão.

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