Essa semana no LADO BI entrevista Felippe Francisco, diretor do documentário As Cores das Ruas, sobre a população LGBT que vive nas ruas de São Paulo. O cineasta conta como foi o processo de pesquisa e filmagem do filme, e o que aprendeu durante o tempo que conviveu com essas pessoas. A grande maioria delas foi rejeitada pela família, explica. Encontrei vário garotos gays, entre 12 e 17 anos, que moram na rua. Pessoas com carros importados encostam na calçada e eles se prostituem por uma pedra de crack, por nada, 5 reais. O crack é uma presença constante na vida da população de rua, afirma: ele é uma zona de conforto para essas pessoas que vivem em condições tão desumanas. Nem os estudiosos conseguiram estabelecer ainda se a rua leva ao crack, ou o crack leva à rua. Outra presença constante na vida dessas pessoas é o HIV: Mais de 90% da população LGBT de rua tem HIV. Mas o tratamento dessas pessoas é muito difícil. Eles têm que buscar a medicação todos os dias no hospital, mas como estabelecer um tratamento com alguém que pode passar vários dias sem conseguir aparecer?