
Sign up to save your podcasts
Or


A sinodalidade convida a Igreja a ser maisinclusiva, acolhedora e corresponsável. Nesse caminho, a escuta das mulherese sua participação efetiva na vida e missão da Igreja se revelam como umaurgência do Espírito. Não se trata de um modismo ou de uma exigência externa,mas de uma resposta ao Evangelho, que dignifica a mulher e reconhece suacontribuição singular na construção do Reino de Deus.
O Papa Francisco tem insistido naimportância de “uma presença feminina mais incisiva na Igreja” (EvangeliiGaudium, 103). Ele afirma que as mulheres “devem ser parte dos processos dediscernimento, decisão e ação pastoral”. A sinodalidade, portanto, implicareconhecer que as mulheres não são apenas colaboradoras, mas tambémprotagonistas da missão evangelizadora.
Historicamente, as mulheres sempre tiverampapel essencial na Igreja. Foram as primeiras testemunhas da Ressurreição,companheiras de missão de Jesus, líderes em comunidades cristãs primitivas. Noentanto, em muitos contextos, sua voz foi silenciada, sua presença reduzida afunções auxiliares, e seu protagonismo minimizado. A sinodalidade pede que sesupere essas distorções com coragem, humildade e justiça.
Inúmeras comunidades são sustentadas hojepor mulheres: catequistas, animadoras, coordenadoras, consagradas, líderes demovimentos, agentes da caridade. Elas levam adiante a missão da Igreja comdedicação, sensibilidade e fidelidade. No entanto, muitas vezes aindapermanecem fora dos espaços de decisão, dos conselhos e da elaboração dosplanos pastorais. Isso contradiz o espírito sinodal.
A presença das mulheres deve ser garantidanão só quantitativamente, mas qualitativamente. É necessário escutarsuas experiências, reconhecer seus dons, valorizar suas intuições e incluir suavoz nos processos de discernimento. Como recorda o Documento de Trabalho para aEtapa Continental do Sínodo 2021–2024: “A contribuição das mulheres é indispensávele inestimável em todos os níveis da vida eclesial.”
Trata-se também de reconhecer osobstáculos reais que ainda existem: machismo, clericalismo, falta de formaçãoacessível, estruturas excludentes. Enfrentar essas barreiras faz parte daconversão sinodal que a Igreja é chamada a viver. Como disse o Papa Francisco:“A Igreja é mulher. E se não compreendemos o que é a mulher, o que é a teologiada mulher, nunca entenderemos a Igreja” (Discurso de 12/10/2013).
Promover a presença efetiva das mulheresnão é perder identidade, mas ser mais fiel ao Evangelho. É permitir que asensibilidade, a escuta, o cuidado, a intuição e a força das mulheresenriqueçam a vida e a missão eclesial. É também sinal profético para um mundoque ainda marginaliza e fere tantas mulheres.
Duas ações práticas podem ajudar aconcretizar esse caminho. A primeira é garantir presença feminina real nosconselhos paroquiais, equipes de formação e planejamento, com direito de voz eescuta qualificada. A segunda é promover espaços de escuta e partilhaespecíficos com mulheres da comunidade, para que suas vivências, dores,esperanças e visões iluminem a caminhada eclesial.
Uma Igreja sinodal caminha com todos. Eonde as mulheres têm espaço, dignidade e voz, a Igreja torna-se mais fiel aoestilo de Jesus, que se deixou acompanhar por mulheres, as escutou,confiou-lhes missões e as tornou anunciadoras da vida nova. Caminhar juntos,com elas, não é um favor: é um dever de justiça e uma bênção para toda aIgreja.
By Wagner Assis De SousaA sinodalidade convida a Igreja a ser maisinclusiva, acolhedora e corresponsável. Nesse caminho, a escuta das mulherese sua participação efetiva na vida e missão da Igreja se revelam como umaurgência do Espírito. Não se trata de um modismo ou de uma exigência externa,mas de uma resposta ao Evangelho, que dignifica a mulher e reconhece suacontribuição singular na construção do Reino de Deus.
O Papa Francisco tem insistido naimportância de “uma presença feminina mais incisiva na Igreja” (EvangeliiGaudium, 103). Ele afirma que as mulheres “devem ser parte dos processos dediscernimento, decisão e ação pastoral”. A sinodalidade, portanto, implicareconhecer que as mulheres não são apenas colaboradoras, mas tambémprotagonistas da missão evangelizadora.
Historicamente, as mulheres sempre tiverampapel essencial na Igreja. Foram as primeiras testemunhas da Ressurreição,companheiras de missão de Jesus, líderes em comunidades cristãs primitivas. Noentanto, em muitos contextos, sua voz foi silenciada, sua presença reduzida afunções auxiliares, e seu protagonismo minimizado. A sinodalidade pede que sesupere essas distorções com coragem, humildade e justiça.
Inúmeras comunidades são sustentadas hojepor mulheres: catequistas, animadoras, coordenadoras, consagradas, líderes demovimentos, agentes da caridade. Elas levam adiante a missão da Igreja comdedicação, sensibilidade e fidelidade. No entanto, muitas vezes aindapermanecem fora dos espaços de decisão, dos conselhos e da elaboração dosplanos pastorais. Isso contradiz o espírito sinodal.
A presença das mulheres deve ser garantidanão só quantitativamente, mas qualitativamente. É necessário escutarsuas experiências, reconhecer seus dons, valorizar suas intuições e incluir suavoz nos processos de discernimento. Como recorda o Documento de Trabalho para aEtapa Continental do Sínodo 2021–2024: “A contribuição das mulheres é indispensávele inestimável em todos os níveis da vida eclesial.”
Trata-se também de reconhecer osobstáculos reais que ainda existem: machismo, clericalismo, falta de formaçãoacessível, estruturas excludentes. Enfrentar essas barreiras faz parte daconversão sinodal que a Igreja é chamada a viver. Como disse o Papa Francisco:“A Igreja é mulher. E se não compreendemos o que é a mulher, o que é a teologiada mulher, nunca entenderemos a Igreja” (Discurso de 12/10/2013).
Promover a presença efetiva das mulheresnão é perder identidade, mas ser mais fiel ao Evangelho. É permitir que asensibilidade, a escuta, o cuidado, a intuição e a força das mulheresenriqueçam a vida e a missão eclesial. É também sinal profético para um mundoque ainda marginaliza e fere tantas mulheres.
Duas ações práticas podem ajudar aconcretizar esse caminho. A primeira é garantir presença feminina real nosconselhos paroquiais, equipes de formação e planejamento, com direito de voz eescuta qualificada. A segunda é promover espaços de escuta e partilhaespecíficos com mulheres da comunidade, para que suas vivências, dores,esperanças e visões iluminem a caminhada eclesial.
Uma Igreja sinodal caminha com todos. Eonde as mulheres têm espaço, dignidade e voz, a Igreja torna-se mais fiel aoestilo de Jesus, que se deixou acompanhar por mulheres, as escutou,confiou-lhes missões e as tornou anunciadoras da vida nova. Caminhar juntos,com elas, não é um favor: é um dever de justiça e uma bênção para toda aIgreja.

0 Listeners

0 Listeners