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Uma Igreja sinodal que caminha com todosprecisa caminhar também com os jovens. Não como quem “acolhe” de fora paradentro, mas como quem reconhece que eles fazem parte da Igreja, são Igreja,e contribuem com sua energia, criatividade, sensibilidade e coragem pararenovar a vida e a missão eclesial.
O Sínodo dos Bispos sobre os jovens(2018), com o tema “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”, jáindicava esse caminho. Em seu documento final, os padres sinodais afirmaram comforça: “A Igreja precisa escutar os jovens com o coração e deixar-se interpelarpela sua presença”. Essa afirmação ecoa na atual proposta de sinodalidade:escutar os jovens e permitir que participem das decisões e da construção dacomunidade.
O Papa Francisco tem reiterado que “osjovens não são o futuro da Igreja; são o presente” (Christus Vivit, 64).Isso significa que o tempo de esperar que os jovens “amadureçam” para depoisparticipar já passou. Hoje, a Igreja reconhece que os jovens têm voz, têm fé,têm perguntas profundas, têm sede de sentido, e precisam de espaços reais deescuta e missão.
A sinodalidade exige uma mudança deatitude em relação à juventude. É preciso deixar de ver os jovens apenascomo receptores de conteúdo e passar a reconhecê-los como sujeitos ativosna evangelização. Isso implica envolvê-los na elaboração dos projetospastorais, nas ações missionárias, nas celebrações, nos conselhos e nos gruposde discernimento.
Escutar os jovens é também escutar suasdores e angústias: a falta de perspectivas, a solidão, os conflitos familiares,a violência, a ausência de escuta no mundo adulto, o cansaço com estruturaseclesiais fechadas. Muitos jovens se afastam não por rejeição à fé, mas porquenão encontram espaço, acolhida e linguagem que os inspire.
Ao mesmo tempo, os jovens são fonte derenovação. Onde são escutados e confiados, eles florescem. Assumem com paixão aliturgia, a música, a comunicação, as redes sociais, o voluntariado, aecologia, a missão, a política e a solidariedade. A sinodalidade convida a apostarnos jovens, sem medo de seus erros, confiando no que o Espírito realizaneles.
A cultura juvenil pede também métodosparticipativos, linguagem direta, autenticidade e horizontalidade. Osjovens não se encantam com formalismos, mas com experiências de encontro, desentido, de espiritualidade viva. A pastoral juvenil sinodal é, portanto, umapastoral de escuta, de processos e de caminho conjunto.
Duas ações práticas podem favorecer esseprotagonismo. A primeira é garantir que sempre haja jovens nas estruturas dedecisão da comunidade — nos conselhos, nos grupos de planejamento, nas equipesde formação. A segunda é promover espaços de escuta e criação conduzidos poreles: rodas de conversa, fóruns, retiros, projetos sociais e experiênciasmissionárias feitas com e por jovens.
Uma Igreja que escuta os jovens é umaIgreja que se abre ao futuro com esperança. Uma Igreja que caminha com osjovens é uma Igreja que aprende a sonhar de novo. Como diz o Papa Francisco:“Queridos jovens, a Igreja precisa de vocês! A Igreja precisa do seuentusiasmo, das suas intuições, da sua fé!” (Christus Vivit, 299).Caminhar juntos com os jovens é deixar o Evangelho pulsar com novo vigor nocoração da comunidade. É abrir espaço ao Espírito que faz novas todas ascoisas.
By Wagner Assis De SousaUma Igreja sinodal que caminha com todosprecisa caminhar também com os jovens. Não como quem “acolhe” de fora paradentro, mas como quem reconhece que eles fazem parte da Igreja, são Igreja,e contribuem com sua energia, criatividade, sensibilidade e coragem pararenovar a vida e a missão eclesial.
O Sínodo dos Bispos sobre os jovens(2018), com o tema “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”, jáindicava esse caminho. Em seu documento final, os padres sinodais afirmaram comforça: “A Igreja precisa escutar os jovens com o coração e deixar-se interpelarpela sua presença”. Essa afirmação ecoa na atual proposta de sinodalidade:escutar os jovens e permitir que participem das decisões e da construção dacomunidade.
O Papa Francisco tem reiterado que “osjovens não são o futuro da Igreja; são o presente” (Christus Vivit, 64).Isso significa que o tempo de esperar que os jovens “amadureçam” para depoisparticipar já passou. Hoje, a Igreja reconhece que os jovens têm voz, têm fé,têm perguntas profundas, têm sede de sentido, e precisam de espaços reais deescuta e missão.
A sinodalidade exige uma mudança deatitude em relação à juventude. É preciso deixar de ver os jovens apenascomo receptores de conteúdo e passar a reconhecê-los como sujeitos ativosna evangelização. Isso implica envolvê-los na elaboração dos projetospastorais, nas ações missionárias, nas celebrações, nos conselhos e nos gruposde discernimento.
Escutar os jovens é também escutar suasdores e angústias: a falta de perspectivas, a solidão, os conflitos familiares,a violência, a ausência de escuta no mundo adulto, o cansaço com estruturaseclesiais fechadas. Muitos jovens se afastam não por rejeição à fé, mas porquenão encontram espaço, acolhida e linguagem que os inspire.
Ao mesmo tempo, os jovens são fonte derenovação. Onde são escutados e confiados, eles florescem. Assumem com paixão aliturgia, a música, a comunicação, as redes sociais, o voluntariado, aecologia, a missão, a política e a solidariedade. A sinodalidade convida a apostarnos jovens, sem medo de seus erros, confiando no que o Espírito realizaneles.
A cultura juvenil pede também métodosparticipativos, linguagem direta, autenticidade e horizontalidade. Osjovens não se encantam com formalismos, mas com experiências de encontro, desentido, de espiritualidade viva. A pastoral juvenil sinodal é, portanto, umapastoral de escuta, de processos e de caminho conjunto.
Duas ações práticas podem favorecer esseprotagonismo. A primeira é garantir que sempre haja jovens nas estruturas dedecisão da comunidade — nos conselhos, nos grupos de planejamento, nas equipesde formação. A segunda é promover espaços de escuta e criação conduzidos poreles: rodas de conversa, fóruns, retiros, projetos sociais e experiênciasmissionárias feitas com e por jovens.
Uma Igreja que escuta os jovens é umaIgreja que se abre ao futuro com esperança. Uma Igreja que caminha com osjovens é uma Igreja que aprende a sonhar de novo. Como diz o Papa Francisco:“Queridos jovens, a Igreja precisa de vocês! A Igreja precisa do seuentusiasmo, das suas intuições, da sua fé!” (Christus Vivit, 299).Caminhar juntos com os jovens é deixar o Evangelho pulsar com novo vigor nocoração da comunidade. É abrir espaço ao Espírito que faz novas todas ascoisas.

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