
Sign up to save your podcasts
Or


A sinodalidade não é apenas uma estratégiaorganizacional ou uma série de consultas temporárias. Ela é, antes de tudo, ummodo de ser Igreja, uma forma de viver e manifestar a nossa identidade maisprofunda como Corpo de Cristo. Não se trata de “fazer um sínodo”, mas de seruma Igreja que caminha, escuta, discerne e decide junto, como expressãoconcreta da comunhão que nos une em Cristo.
A Igreja sinodal é a que se reconhece comopovo de Deus peregrino na história. É o que nos recorda o Concílio Vaticano II:“Aprouve a Deus santificar e salvar os homens, não individualmente e semligação entre si, mas constituindo-os em povo” (Lumen Gentium, 9). Por isso, asinodalidade nos remete a essa experiência de pertencimento ecorresponsabilidade que brota do batismo: todos os fiéis participam, a seumodo, da missão de Cristo, sacerdote, profeta e rei.
Essa concepção rompe com a ideia de umaIgreja verticalizada, onde poucos decidem e muitos apenas obedecem. Aocontrário, uma Igreja sinodal distribui as responsabilidades, valoriza oscarismas e reconhece a presença do Espírito em todos os batizados. Isso nãosignifica negar a autoridade, mas exercê-la em forma de serviço, diálogo ediscernimento comum.
Papa Francisco afirma: “A sinodalidade é aforma, é o estilo e é a estrutura da Igreja” (Discurso na abertura do processosinodal, 9/10/2021). Ele nos lembra que a sinodalidade não é um acessório, masum elemento constitutivo da Igreja. Ela nasce da própria Trindade: o Pai, oFilho e o Espírito Santo vivem em comunhão e missão permanente. Esse modelotrinitário inspira a Igreja a viver em relação, em escuta mútua, em movimentoconjunto.
Viver a sinodalidade como modo de serIgreja implica também olhar para a Igreja como uma rede de comunidades, e nãocomo uma instituição centralizada. Isso se expressa em diversos âmbitos: naorganização das dioceses, na participação das paróquias, na atuação daspastorais, no modo como se realiza o anúncio do Evangelho. Em todas essasfrentes, é possível reconhecer os sinais de uma Igreja que aprende a caminharcom os outros, e não sobre os outros.
Esse modo de ser exige um estilo cotidianomais atento à comunhão e à participação. É necessário cultivar a escuta real,abrir espaços de fala, aceitar a diversidade sem medo, valorizar a história e aexperiência de cada pessoa. A sinodalidade não se vive apenas nos grandesencontros, mas nas pequenas escolhas de cada dia: escutar antes de falar,consultar antes de decidir, acolher antes de julgar.
Além disso, ser uma Igreja sinodal éabraçar o dinamismo da missão. Não se trata de fechar-se em debates internos,mas de caminhar ao encontro das dores e esperanças do povo. Uma Igreja sinodalé uma Igreja em saída, que vai ao encontro dos que estão nas margens, queacolhe os feridos, que se compromete com a justiça e a paz.
Duas ações práticas podem ajudar acultivar esse modo de ser. A primeira é repensar as estruturas da comunidadelocal: conselhos pastorais, assembleias, comissões e encontros devem estar aserviço do discernimento comum e da participação efetiva. A segunda é promovermomentos regulares de avaliação conjunta da vida pastoral, nos quais todossejam convidados a partilhar suas percepções e sugestões.
Ser uma Igreja sinodal é encarnar oEvangelho no estilo e na forma da comunhão. Não basta anunciar a Palavra; épreciso também que a própria estrutura e dinâmica da Igreja testemunhem aproximidade, a escuta e a corresponsabilidade. Esse modo de ser não nasce deuma ideologia, mas do próprio Cristo, que caminha com os seus e envia todos aserem sal da terra e luz do mundo.
By Wagner Assis De SousaA sinodalidade não é apenas uma estratégiaorganizacional ou uma série de consultas temporárias. Ela é, antes de tudo, ummodo de ser Igreja, uma forma de viver e manifestar a nossa identidade maisprofunda como Corpo de Cristo. Não se trata de “fazer um sínodo”, mas de seruma Igreja que caminha, escuta, discerne e decide junto, como expressãoconcreta da comunhão que nos une em Cristo.
A Igreja sinodal é a que se reconhece comopovo de Deus peregrino na história. É o que nos recorda o Concílio Vaticano II:“Aprouve a Deus santificar e salvar os homens, não individualmente e semligação entre si, mas constituindo-os em povo” (Lumen Gentium, 9). Por isso, asinodalidade nos remete a essa experiência de pertencimento ecorresponsabilidade que brota do batismo: todos os fiéis participam, a seumodo, da missão de Cristo, sacerdote, profeta e rei.
Essa concepção rompe com a ideia de umaIgreja verticalizada, onde poucos decidem e muitos apenas obedecem. Aocontrário, uma Igreja sinodal distribui as responsabilidades, valoriza oscarismas e reconhece a presença do Espírito em todos os batizados. Isso nãosignifica negar a autoridade, mas exercê-la em forma de serviço, diálogo ediscernimento comum.
Papa Francisco afirma: “A sinodalidade é aforma, é o estilo e é a estrutura da Igreja” (Discurso na abertura do processosinodal, 9/10/2021). Ele nos lembra que a sinodalidade não é um acessório, masum elemento constitutivo da Igreja. Ela nasce da própria Trindade: o Pai, oFilho e o Espírito Santo vivem em comunhão e missão permanente. Esse modelotrinitário inspira a Igreja a viver em relação, em escuta mútua, em movimentoconjunto.
Viver a sinodalidade como modo de serIgreja implica também olhar para a Igreja como uma rede de comunidades, e nãocomo uma instituição centralizada. Isso se expressa em diversos âmbitos: naorganização das dioceses, na participação das paróquias, na atuação daspastorais, no modo como se realiza o anúncio do Evangelho. Em todas essasfrentes, é possível reconhecer os sinais de uma Igreja que aprende a caminharcom os outros, e não sobre os outros.
Esse modo de ser exige um estilo cotidianomais atento à comunhão e à participação. É necessário cultivar a escuta real,abrir espaços de fala, aceitar a diversidade sem medo, valorizar a história e aexperiência de cada pessoa. A sinodalidade não se vive apenas nos grandesencontros, mas nas pequenas escolhas de cada dia: escutar antes de falar,consultar antes de decidir, acolher antes de julgar.
Além disso, ser uma Igreja sinodal éabraçar o dinamismo da missão. Não se trata de fechar-se em debates internos,mas de caminhar ao encontro das dores e esperanças do povo. Uma Igreja sinodalé uma Igreja em saída, que vai ao encontro dos que estão nas margens, queacolhe os feridos, que se compromete com a justiça e a paz.
Duas ações práticas podem ajudar acultivar esse modo de ser. A primeira é repensar as estruturas da comunidadelocal: conselhos pastorais, assembleias, comissões e encontros devem estar aserviço do discernimento comum e da participação efetiva. A segunda é promovermomentos regulares de avaliação conjunta da vida pastoral, nos quais todossejam convidados a partilhar suas percepções e sugestões.
Ser uma Igreja sinodal é encarnar oEvangelho no estilo e na forma da comunhão. Não basta anunciar a Palavra; épreciso também que a própria estrutura e dinâmica da Igreja testemunhem aproximidade, a escuta e a corresponsabilidade. Esse modo de ser não nasce deuma ideologia, mas do próprio Cristo, que caminha com os seus e envia todos aserem sal da terra e luz do mundo.

0 Listeners

0 Listeners