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A sinodalidade não se resume à escuta daspessoas, mas visa, acima de tudo, a escuta do Espírito Santo, que falapor meio do povo de Deus. O instrumento fundamental para isso é o discernimentocomunitário, que é muito mais do que tomar decisões por maioria ou porconsenso: é um caminho espiritual, eclesial e participativo para buscarjuntos a vontade de Deus.
No processo sinodal, o discernimento é ocentro da caminhada. O Papa Francisco insiste: “O discernimento é o método e,ao mesmo tempo, o objetivo da sinodalidade. Ele nos faz reconhecer a ação deDeus no coração das pessoas e das comunidades” (cf. Discurso de 09/10/2021).Por isso, a Igreja sinodal é chamada a se tornar cada vez mais uma comunidadede discernimento.
A raiz bíblica do discernimento está navida de Jesus, que, antes de tomar decisões importantes, rezava longamente(cf. Lc 6,12-13), escutava os sinais, acolhia a realidade. Os apóstolos,reunidos em oração e diálogo, discerniram juntos a inclusão dos pagãos semimpor a circuncisão (cf. At 15). A comunidade eclesial sempre discerniu suamissão à luz da Palavra e sob a guia do Espírito.
O discernimento comunitário exige escuta,oração, silêncio, partilha e liberdade interior. Não é manipulação nem busca deargumentos para defender uma opinião pessoal. É um processo espiritual querequer humildade e desapego, para que todos possam abrir-se à novidadede Deus. É colocar-se juntos diante do Senhor, não para convencer uns aosoutros, mas para deixar-se conduzir por Ele.
Na prática pastoral, discernir emcomunidade significa dar espaço para diferentes vozes, escutar atentamente osfatos e sentimentos, trazer a Palavra de Deus para iluminar a realidade, etomar decisões à luz da fé e da missão. O discernimento sinodal não buscaapenas o que “funciona melhor”, mas o que responde com mais fidelidade aoEvangelho.
Para isso, é fundamental criar umambiente espiritual nas reuniões, onde a oração precede a discussão, e osilêncio acompanha a escuta. É também necessário evitar a pressa e apolarização: discernir leva tempo, exige maturidade e paciência. Por isso,muitas vezes será necessário dar passos pequenos, mas sólidos.
O discernimento sinodal é especialmenteimportante em tempos de crise, mudança ou planejamento. Ele ajuda a comunidadea não cair no ativismo, nem na improvisação. Torna as decisões mais legítimas,mais enraizadas no povo, e mais abertas à ação do Espírito. Como diz o DocumentoPreparatório do Sínodo 2021–2024: “A sinodalidade é um caminho dediscernimento espiritual coletivo, sustentado pela escuta mútua e pela oração.”
Duas ações práticas podem ajudar adesenvolver o discernimento comunitário. A primeira é incluir sempre momentosde silêncio e oração nos encontros pastorais, especialmente quando forem tratarde decisões importantes. A segunda é capacitar as lideranças em métodos dediscernimento espiritual, como o “ver-julgar-agir-revisar”, os círculosbíblicos ou os exercícios espirituais comunitários.
Uma Igreja quediscerne é uma Igreja que se deixa conduzir, e não apenas organiza. Uma Igrejaque ora antes de planejar, escuta antes de decidir, caminha antes de concluir.Assim, a sinodalidade deixa de ser uma teoria e se torna um estilo de vida,onde o Espírito Santo é o verdadeiro protagonista da caminhada e damissão da Igreja. Porque onde dois ou três se reúnem em nome de Jesus, com fé eescuta, ali Ele está. E onde Ele está, o Reino acontece.
By Wagner Assis De SousaA sinodalidade não se resume à escuta daspessoas, mas visa, acima de tudo, a escuta do Espírito Santo, que falapor meio do povo de Deus. O instrumento fundamental para isso é o discernimentocomunitário, que é muito mais do que tomar decisões por maioria ou porconsenso: é um caminho espiritual, eclesial e participativo para buscarjuntos a vontade de Deus.
No processo sinodal, o discernimento é ocentro da caminhada. O Papa Francisco insiste: “O discernimento é o método e,ao mesmo tempo, o objetivo da sinodalidade. Ele nos faz reconhecer a ação deDeus no coração das pessoas e das comunidades” (cf. Discurso de 09/10/2021).Por isso, a Igreja sinodal é chamada a se tornar cada vez mais uma comunidadede discernimento.
A raiz bíblica do discernimento está navida de Jesus, que, antes de tomar decisões importantes, rezava longamente(cf. Lc 6,12-13), escutava os sinais, acolhia a realidade. Os apóstolos,reunidos em oração e diálogo, discerniram juntos a inclusão dos pagãos semimpor a circuncisão (cf. At 15). A comunidade eclesial sempre discerniu suamissão à luz da Palavra e sob a guia do Espírito.
O discernimento comunitário exige escuta,oração, silêncio, partilha e liberdade interior. Não é manipulação nem busca deargumentos para defender uma opinião pessoal. É um processo espiritual querequer humildade e desapego, para que todos possam abrir-se à novidadede Deus. É colocar-se juntos diante do Senhor, não para convencer uns aosoutros, mas para deixar-se conduzir por Ele.
Na prática pastoral, discernir emcomunidade significa dar espaço para diferentes vozes, escutar atentamente osfatos e sentimentos, trazer a Palavra de Deus para iluminar a realidade, etomar decisões à luz da fé e da missão. O discernimento sinodal não buscaapenas o que “funciona melhor”, mas o que responde com mais fidelidade aoEvangelho.
Para isso, é fundamental criar umambiente espiritual nas reuniões, onde a oração precede a discussão, e osilêncio acompanha a escuta. É também necessário evitar a pressa e apolarização: discernir leva tempo, exige maturidade e paciência. Por isso,muitas vezes será necessário dar passos pequenos, mas sólidos.
O discernimento sinodal é especialmenteimportante em tempos de crise, mudança ou planejamento. Ele ajuda a comunidadea não cair no ativismo, nem na improvisação. Torna as decisões mais legítimas,mais enraizadas no povo, e mais abertas à ação do Espírito. Como diz o DocumentoPreparatório do Sínodo 2021–2024: “A sinodalidade é um caminho dediscernimento espiritual coletivo, sustentado pela escuta mútua e pela oração.”
Duas ações práticas podem ajudar adesenvolver o discernimento comunitário. A primeira é incluir sempre momentosde silêncio e oração nos encontros pastorais, especialmente quando forem tratarde decisões importantes. A segunda é capacitar as lideranças em métodos dediscernimento espiritual, como o “ver-julgar-agir-revisar”, os círculosbíblicos ou os exercícios espirituais comunitários.
Uma Igreja quediscerne é uma Igreja que se deixa conduzir, e não apenas organiza. Uma Igrejaque ora antes de planejar, escuta antes de decidir, caminha antes de concluir.Assim, a sinodalidade deixa de ser uma teoria e se torna um estilo de vida,onde o Espírito Santo é o verdadeiro protagonista da caminhada e damissão da Igreja. Porque onde dois ou três se reúnem em nome de Jesus, com fé eescuta, ali Ele está. E onde Ele está, o Reino acontece.

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