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Há livros que chegam devagar. Que não precisam de gritar para nos instalar um desconforto suave, uma pergunta que não sabíamos que tínhamos. Morte Aparente, o romance de estreia de Carolina Fulcher, é um desses livros.
A história começa com um homem sozinho, em casa, a assistir a funerais de estranhos em streaming. Não é macabro — é, estranhamente, reconhecível. Porque todos já procurámos, nalguma despedida alheia, um reflexo do que não conseguimos nomear em nós próprios.
Carolina Fulcher nasceu em Lisboa, cresceu entre culturas, trabalhou em marcas de luxo em Londres e São Paulo, e regressou a Portugal para se dedicar à comunicação cultural. Foi aqui, nesse regresso, que a escrita a encontrou — ou ela encontrou a escrita. Morte Aparente é o resultado dessa descoberta: um romance breve, denso, construído com uma contenção que diz mais do que muitas páginas conseguiriam.
Hoje, no Café Alexandria, sentámo-nos com ela para perceber de onde vem esta história, o que é afinal uma morte aparente, e o que significa estrear-se na ficção com uma voz tão segura do silêncio que quer habitar.
Os episódios deste podcast terminam com uma recomendação de leitura e começam com um poema. Esta semana Diego Bragà trás-nos um excerto do livro “Água Viva”, de Clarice Lispector.
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By CoffeepasteHá livros que chegam devagar. Que não precisam de gritar para nos instalar um desconforto suave, uma pergunta que não sabíamos que tínhamos. Morte Aparente, o romance de estreia de Carolina Fulcher, é um desses livros.
A história começa com um homem sozinho, em casa, a assistir a funerais de estranhos em streaming. Não é macabro — é, estranhamente, reconhecível. Porque todos já procurámos, nalguma despedida alheia, um reflexo do que não conseguimos nomear em nós próprios.
Carolina Fulcher nasceu em Lisboa, cresceu entre culturas, trabalhou em marcas de luxo em Londres e São Paulo, e regressou a Portugal para se dedicar à comunicação cultural. Foi aqui, nesse regresso, que a escrita a encontrou — ou ela encontrou a escrita. Morte Aparente é o resultado dessa descoberta: um romance breve, denso, construído com uma contenção que diz mais do que muitas páginas conseguiriam.
Hoje, no Café Alexandria, sentámo-nos com ela para perceber de onde vem esta história, o que é afinal uma morte aparente, e o que significa estrear-se na ficção com uma voz tão segura do silêncio que quer habitar.
Os episódios deste podcast terminam com uma recomendação de leitura e começam com um poema. Esta semana Diego Bragà trás-nos um excerto do livro “Água Viva”, de Clarice Lispector.
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