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Vanda Ortega Witoto descobriu depois de adulta seu nome indígena. E ele não poderia ser mais apropriado. Derequine, que quer dizer formiga brava, traduz com perfeição esta que é a entrevistada do episódio #23 do podcast As Amazonas. Witoto tinha 16 anos quando saiu de Amaturá, no oeste do Amazonas, para trabalhar como empregada doméstica na capital. Conhecia muito pouco sobre seu povo, mas carregava uma semente de revolução. Em Manaus, por meio da Educação, reconectou-se com suas origens e hoje é uma das principais lideranças indígenas do Estado. Este ano, vai tentar disputar a eleição para a Câmara Federal. Neste episódio de As Amazonas, Witoto fala da luta para tirar da invisibilidade os indígenas que vivem fora das terras demarcadas e assegurar a eles o direito de serem quem são e viverem com dignidade. As redes sociais, diz ela, têm ajudado a ampliar vozes que ainda são silenciadas. “Os povos indígenas não são pedra, que ficaram parados no tempo. Nenhuma cultura é estática, por que a nossa seria?”, questiona. Conversamos muito sobre machismo, sobre o enfrentamento da pandemia no Parque das Tribos, que ela ajudou a fundar, sobre preconceito (e como as escolas contribuem para perpetuá-lo) e sobre as violências que ainda não cessaram na história dos povos originários – com um profundo mergulho na saga dos Witoto, que há mais de 100 anos fugiram da Colômbia para sobreviver ao massacre do período áureo da borracha naquele país. Hoje Vanda diz sem medo que é Witoto. E é com a consciência de toda a luta que foi necessária para esse reconhecimento que ela afirma que essa história será resgatada, registrada e terá outro rumo a partir de agora.
By Produção As AmazonasVanda Ortega Witoto descobriu depois de adulta seu nome indígena. E ele não poderia ser mais apropriado. Derequine, que quer dizer formiga brava, traduz com perfeição esta que é a entrevistada do episódio #23 do podcast As Amazonas. Witoto tinha 16 anos quando saiu de Amaturá, no oeste do Amazonas, para trabalhar como empregada doméstica na capital. Conhecia muito pouco sobre seu povo, mas carregava uma semente de revolução. Em Manaus, por meio da Educação, reconectou-se com suas origens e hoje é uma das principais lideranças indígenas do Estado. Este ano, vai tentar disputar a eleição para a Câmara Federal. Neste episódio de As Amazonas, Witoto fala da luta para tirar da invisibilidade os indígenas que vivem fora das terras demarcadas e assegurar a eles o direito de serem quem são e viverem com dignidade. As redes sociais, diz ela, têm ajudado a ampliar vozes que ainda são silenciadas. “Os povos indígenas não são pedra, que ficaram parados no tempo. Nenhuma cultura é estática, por que a nossa seria?”, questiona. Conversamos muito sobre machismo, sobre o enfrentamento da pandemia no Parque das Tribos, que ela ajudou a fundar, sobre preconceito (e como as escolas contribuem para perpetuá-lo) e sobre as violências que ainda não cessaram na história dos povos originários – com um profundo mergulho na saga dos Witoto, que há mais de 100 anos fugiram da Colômbia para sobreviver ao massacre do período áureo da borracha naquele país. Hoje Vanda diz sem medo que é Witoto. E é com a consciência de toda a luta que foi necessária para esse reconhecimento que ela afirma que essa história será resgatada, registrada e terá outro rumo a partir de agora.