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A sinodalidade nos revela uma verdadefundamental: todos os batizados são corresponsáveis pela vida e missão daIgreja. Não existem cristãos de “primeira classe” e “segunda classe”.Todos, por força do Batismo, são chamados a anunciar o Evangelho, a servir acomunidade e a participar das decisões que constroem a vida eclesial. Esse é ocoração da corresponsabilidade.
O Papa Francisco afirma: “Todos somoscorresponsáveis pela missão da Igreja. Cada batizado, qualquer que seja suafunção na Igreja e o grau de instrução de sua fé, é sujeito ativo deevangelização” (Evangelii Gaudium, 120). Isso significa que não é só opadre que tem responsabilidade pastoral. Toda a comunidade é convocada a seenvolver, a discernir e a agir.
O Concílio Vaticano II resgatou fortementeessa dimensão, especialmente na Lumen Gentium, ao falar do “sacerdóciocomum dos fiéis”. O povo de Deus participa da missão de Cristo como sacerdote,profeta e rei. Essa participação não é passiva, nem decorativa. Ela é ativa,concreta e indispensável.
Na prática, corresponsabilidade significa compartilharresponsabilidades, escutar os dons do outro, tomar decisões em conjunto eassumir tarefas com espírito de serviço. Uma paróquia sinodal não giraapenas em torno do pároco ou de poucos agentes. Ela é viva, participativa, comministérios diversos, lideranças compartilhadas e comunhão efetiva.
Mas corresponsabilidade também exige formaçãoe confiança. Para que os leigos possam participar, é preciso que sejamformados: na doutrina, na espiritualidade, na escuta, na liderança. E para queparticipem com liberdade, é necessário que os ministros ordenados confiem edeem espaço. Onde o padre controla tudo, os leigos não crescem. Onde os leigosse acomodam, a missão enfraquece.
É fundamental compreender quecorresponsabilidade não é disputa de poder, mas vivência da comunhão.Cada pessoa, com seu carisma, sua vocação e seu serviço, enriquece acomunidade. Como diz São Paulo: “Há diversidade de dons, mas o mesmo Espírito”(1Cor 12,4). O corpo de Cristo precisa de todos os seus membros.
Duas ações práticas ajudam a cultivar acorresponsabilidade. A primeira é revisar a organização pastoral da paróquia oucomunidade, verificando se há espaço real para a participação de todos osbatizados. A segunda é investir em formação permanente dos leigos,incentivando a criação de novos ministérios, equipes de serviço e itineráriosde amadurecimento na fé e na missão.
Uma Igreja corresponsável é uma Igrejamais leve, mais dinâmica, mais fiel ao Evangelho. Ela se torna menos dependentede pessoas específicas, e mais enraizada na graça de Deus que age em todos.Como afirmou o Documento Final do Sínodo 2018: “A corresponsabilidade é frutode uma fé madura e de uma Igreja que caminha junto com todos os seus membros”.
Assim, viver asinodalidade é também abandonar o clericalismo, o isolamento e a passividade. Écultivar uma Igreja onde todos se sentem chamados, valorizados e enviados.Caminhar juntos é também trabalhar juntos, decidir juntos e servir juntos,porque o Espírito foi derramado sobre todos, e a missão é de todos. Essa é abeleza e a força da corresponsabilidade na Igreja sinodal.
By Wagner Assis De SousaA sinodalidade nos revela uma verdadefundamental: todos os batizados são corresponsáveis pela vida e missão daIgreja. Não existem cristãos de “primeira classe” e “segunda classe”.Todos, por força do Batismo, são chamados a anunciar o Evangelho, a servir acomunidade e a participar das decisões que constroem a vida eclesial. Esse é ocoração da corresponsabilidade.
O Papa Francisco afirma: “Todos somoscorresponsáveis pela missão da Igreja. Cada batizado, qualquer que seja suafunção na Igreja e o grau de instrução de sua fé, é sujeito ativo deevangelização” (Evangelii Gaudium, 120). Isso significa que não é só opadre que tem responsabilidade pastoral. Toda a comunidade é convocada a seenvolver, a discernir e a agir.
O Concílio Vaticano II resgatou fortementeessa dimensão, especialmente na Lumen Gentium, ao falar do “sacerdóciocomum dos fiéis”. O povo de Deus participa da missão de Cristo como sacerdote,profeta e rei. Essa participação não é passiva, nem decorativa. Ela é ativa,concreta e indispensável.
Na prática, corresponsabilidade significa compartilharresponsabilidades, escutar os dons do outro, tomar decisões em conjunto eassumir tarefas com espírito de serviço. Uma paróquia sinodal não giraapenas em torno do pároco ou de poucos agentes. Ela é viva, participativa, comministérios diversos, lideranças compartilhadas e comunhão efetiva.
Mas corresponsabilidade também exige formaçãoe confiança. Para que os leigos possam participar, é preciso que sejamformados: na doutrina, na espiritualidade, na escuta, na liderança. E para queparticipem com liberdade, é necessário que os ministros ordenados confiem edeem espaço. Onde o padre controla tudo, os leigos não crescem. Onde os leigosse acomodam, a missão enfraquece.
É fundamental compreender quecorresponsabilidade não é disputa de poder, mas vivência da comunhão.Cada pessoa, com seu carisma, sua vocação e seu serviço, enriquece acomunidade. Como diz São Paulo: “Há diversidade de dons, mas o mesmo Espírito”(1Cor 12,4). O corpo de Cristo precisa de todos os seus membros.
Duas ações práticas ajudam a cultivar acorresponsabilidade. A primeira é revisar a organização pastoral da paróquia oucomunidade, verificando se há espaço real para a participação de todos osbatizados. A segunda é investir em formação permanente dos leigos,incentivando a criação de novos ministérios, equipes de serviço e itineráriosde amadurecimento na fé e na missão.
Uma Igreja corresponsável é uma Igrejamais leve, mais dinâmica, mais fiel ao Evangelho. Ela se torna menos dependentede pessoas específicas, e mais enraizada na graça de Deus que age em todos.Como afirmou o Documento Final do Sínodo 2018: “A corresponsabilidade é frutode uma fé madura e de uma Igreja que caminha junto com todos os seus membros”.
Assim, viver asinodalidade é também abandonar o clericalismo, o isolamento e a passividade. Écultivar uma Igreja onde todos se sentem chamados, valorizados e enviados.Caminhar juntos é também trabalhar juntos, decidir juntos e servir juntos,porque o Espírito foi derramado sobre todos, e a missão é de todos. Essa é abeleza e a força da corresponsabilidade na Igreja sinodal.

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