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Olá, eu sou Bruna Paulin e este é o podcast A História do Disco. Todo disco tem uma história. Ou mais. E por aqui você vai poder conferir tanto histórias e curiosidades sobre a produção de álbuns de diversos estilos e momentos da história da música como também como esses discos fazem parte das nossas vidas. Nesta segunda temporada receberemos convidados muito especiais que dividem suas histórias e discos favoritos.
No episódio de hoje nosso convidado é Edgard Scandurra. Em quatro décadas de dedicação à música, Edgard contribuiu para a cena musical brasileira com mais de 90 álbuns gravados, sendo oito discos solo ou em parceria, 53 como integrante de outros projetos e bandas e 32 participações e produções. Da icônica banda paulistana IRA! ao projeto musical infantil Pequeno Cidadão, passando por Arnaldo Antunes, Paralamas do Sucesso, Cidadão Instigado, Marina Lima, Otto, Karina Buhr e As Mercenárias, o músico soma um registro musical potente. Edgard, conhecido como o Modfather brasileiro, é uma referência nacional à cultura Mod, influência tão forte que virou até música – Ninguém entende um Mod, um clássico retrato da insatisfação juvenil que perpassa gerações e continentes.
Aos 5 anos de idade (!), assistia de perto os ensaios da banda do irmão que, nas horas vagas, deixava o pequeno tocar um pouco a guitarra e o violão. Aprendeu alguns acordes e transformou o violão em seu brinquedo favorito na infância e adolescência. Em 1977, formou sua primeira banda, um trio chamado “Subúrbio” que revelou suas primeiras composições de músicas e letras. Depois de 5 anos, a carreira musical de Scandurra foi interrompida por uma convocação pelo serviço militar (experiência que inspiraria um dos maiores sucessos do IRA!, “Núcleo Base”). O Ira! foi um salto importante na carreira profissional, em 1981, e abriu espaço para colaborações em outros projetos da cena alternativa paulistana, como a banda feminina As Mercenárias, na qual tocou bateria de 1982 a 1984; e as bandas Smack e Cabine C, nas quais tocava guitarra.
A história de Edgard Scandurra se confunde com a história da música brasileira dos últimos 40 anos, com atuações no rock, na MPB, na música eletrônica e no underground. Fundador, guitarrista e compositor do IRA!, Scandurra é consagrado por seu estilo único em riffs e solos de guitarras. Canhoto que não inverte as cordas para tocar. Gravou a guitarra de diversos álbuns do parceiro Arnaldo Antunes, colaborou com artistas como Karina Buhr, Bárbara Eugênia e Marcelo Jeneci. Em 2009 lançou o projeto Pequeno Cidadão, voltado para o público infantil, e desde 1996 está na ativa com seu trabalho de “organoeletrorock” (como ele mesmo define) chamado BENZINA. Eleito pela revista Rolling Stone um dos 100 artistas mais importantes da história da MPB de todos os tempos, transita com total desenvoltura em todos os palcos sejam alternativos ou principais, como um operário do rock, a serviço de seu instrumento e de sua arte. Em 2020, lançou mas plataformas o trabalho “Jogo das Semelhanças - Músicas de Celular”, composto e gravado durante a quarentena da Covid 19, entre março e setembro de 2020 e que nos próximos meses será lançado em vinil.
E no programa de hoje, você vai conhecer a história de Edgard com o disco Flowers, dos Rolling Stones.
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Apoio: Toca do Disco e Editora Belas Letras
Roteiro, locução e entrevista: Bruna Paulin
Edição: Nicolly Demeneghe
Arte: Librae
Vinheta: Augusto Stern e Fernando Efron (ISRC - BR0SF2100001)
By A História do DiscoOlá, eu sou Bruna Paulin e este é o podcast A História do Disco. Todo disco tem uma história. Ou mais. E por aqui você vai poder conferir tanto histórias e curiosidades sobre a produção de álbuns de diversos estilos e momentos da história da música como também como esses discos fazem parte das nossas vidas. Nesta segunda temporada receberemos convidados muito especiais que dividem suas histórias e discos favoritos.
No episódio de hoje nosso convidado é Edgard Scandurra. Em quatro décadas de dedicação à música, Edgard contribuiu para a cena musical brasileira com mais de 90 álbuns gravados, sendo oito discos solo ou em parceria, 53 como integrante de outros projetos e bandas e 32 participações e produções. Da icônica banda paulistana IRA! ao projeto musical infantil Pequeno Cidadão, passando por Arnaldo Antunes, Paralamas do Sucesso, Cidadão Instigado, Marina Lima, Otto, Karina Buhr e As Mercenárias, o músico soma um registro musical potente. Edgard, conhecido como o Modfather brasileiro, é uma referência nacional à cultura Mod, influência tão forte que virou até música – Ninguém entende um Mod, um clássico retrato da insatisfação juvenil que perpassa gerações e continentes.
Aos 5 anos de idade (!), assistia de perto os ensaios da banda do irmão que, nas horas vagas, deixava o pequeno tocar um pouco a guitarra e o violão. Aprendeu alguns acordes e transformou o violão em seu brinquedo favorito na infância e adolescência. Em 1977, formou sua primeira banda, um trio chamado “Subúrbio” que revelou suas primeiras composições de músicas e letras. Depois de 5 anos, a carreira musical de Scandurra foi interrompida por uma convocação pelo serviço militar (experiência que inspiraria um dos maiores sucessos do IRA!, “Núcleo Base”). O Ira! foi um salto importante na carreira profissional, em 1981, e abriu espaço para colaborações em outros projetos da cena alternativa paulistana, como a banda feminina As Mercenárias, na qual tocou bateria de 1982 a 1984; e as bandas Smack e Cabine C, nas quais tocava guitarra.
A história de Edgard Scandurra se confunde com a história da música brasileira dos últimos 40 anos, com atuações no rock, na MPB, na música eletrônica e no underground. Fundador, guitarrista e compositor do IRA!, Scandurra é consagrado por seu estilo único em riffs e solos de guitarras. Canhoto que não inverte as cordas para tocar. Gravou a guitarra de diversos álbuns do parceiro Arnaldo Antunes, colaborou com artistas como Karina Buhr, Bárbara Eugênia e Marcelo Jeneci. Em 2009 lançou o projeto Pequeno Cidadão, voltado para o público infantil, e desde 1996 está na ativa com seu trabalho de “organoeletrorock” (como ele mesmo define) chamado BENZINA. Eleito pela revista Rolling Stone um dos 100 artistas mais importantes da história da MPB de todos os tempos, transita com total desenvoltura em todos os palcos sejam alternativos ou principais, como um operário do rock, a serviço de seu instrumento e de sua arte. Em 2020, lançou mas plataformas o trabalho “Jogo das Semelhanças - Músicas de Celular”, composto e gravado durante a quarentena da Covid 19, entre março e setembro de 2020 e que nos próximos meses será lançado em vinil.
E no programa de hoje, você vai conhecer a história de Edgard com o disco Flowers, dos Rolling Stones.
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Apoio: Toca do Disco e Editora Belas Letras
Roteiro, locução e entrevista: Bruna Paulin
Edição: Nicolly Demeneghe
Arte: Librae
Vinheta: Augusto Stern e Fernando Efron (ISRC - BR0SF2100001)

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