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A vivência da sinodalidade não aconteceapenas com palavras ou eventos. Ela exige uma verdadeira conversão pastoral,ou seja, um processo de mudança profunda nas estruturas, nas mentalidades, naspráticas e nos relacionamentos da vida eclesial. Sem conversão, a sinodalidadecorre o risco de ser apenas um discurso bonito, mas sem frutos reais.
O Papa Francisco insiste com frequênciaque “é necessária uma conversão pastoral e missionária que não pode deixar ascoisas como estão” (Evangelii Gaudium, 25). A Igreja sinodal é aquelaque se permite transformar, que reconhece o que precisa ser renovado e que sedispõe a deixar o Espírito conduzir para além da zona de conforto.
A conversão pastoral começa pela mudançade mentalidade. É preciso superar o clericalismo, o autoritarismo, oindividualismo e o comodismo. É necessário abrir-se ao novo, escutar quem pensadiferente, abandonar estruturas que não evangelizam mais, e ousar novas formasde ser Igreja. Como dizia São João XXIII na abertura do Concílio Vaticano II:“É necessário atualizar, renovar, deixar entrar o ar novo do Espírito.”
Essa conversão é também espiritual ecomunitária. Não se trata apenas de mudar métodos ou reuniões, mas de mudaro coração. Converter-se à sinodalidade é acolher o outro com amor, é praticar aescuta, é ter humildade para aprender, é colaborar com alegria, é confiar noEspírito que age em todos. É deixar de lado o “sempre foi assim” e perguntar:“O que Deus nos pede hoje?”
As estruturas da Igreja devem estar aserviço da missão. Quando se tornam obstáculos, devem ser revistas. Por isso, oPapa Francisco fala de “reformas estruturais” que promovam a participação, aescuta, o discernimento e a corresponsabilidade. Isso vale para conselhos,instâncias decisórias, ministérios, estruturas administrativas, modos deliderar e comunicar.
Essa conversão também precisa tocar aforma como a pastoral é organizada. Não basta repetir atividades por hábito. Épreciso planejar com base na escuta do povo, avaliar com sinceridade, dialogarentre pastorais, integrar ações e buscar sempre maior fidelidade ao Evangelho.A sinodalidade impulsiona a pastoral orgânica e participativa, nãofragmentada e isolada.
Na prática, duas ações podem impulsionaressa conversão pastoral. A primeira é promover, periodicamente, processos deescuta e revisão das estruturas eclesiais locais, perguntando: “Isso aindaserve à missão?”, “Favorece a comunhão?”, “Está aberto ao Espírito?”. A segundaé criar espaços de formação e espiritualidade sinodal para líderes,conselhos e comunidades, alimentando essa mudança a partir da oração, daPalavra e do testemunho.
O Documento de Aparecida já dizia: “Não sepode ficar prisioneiro de estruturas caducas que não favorecem mais atransmissão da fé” (DAp 365). O processo sinodal 2021–2024 retoma essa intuiçãoe convida toda a Igreja a um novo jeito de ser, mais fiel ao Evangelho e maispróximo das pessoas.
Converter-se àsinodalidade é permitir que o Espírito Santo conduza a Igreja por caminhosnovos. É confiar mais na ação de Deus do que em esquemas antigos. É ter coragemde mudar o que for necessário para que o Evangelho floresça. Porque caminharjuntos exige deixar para trás o que impede a comunhão e a missão. E isso só épossível com conversão contínua, humilde e cheia de esperança.
By Wagner Assis De SousaA vivência da sinodalidade não aconteceapenas com palavras ou eventos. Ela exige uma verdadeira conversão pastoral,ou seja, um processo de mudança profunda nas estruturas, nas mentalidades, naspráticas e nos relacionamentos da vida eclesial. Sem conversão, a sinodalidadecorre o risco de ser apenas um discurso bonito, mas sem frutos reais.
O Papa Francisco insiste com frequênciaque “é necessária uma conversão pastoral e missionária que não pode deixar ascoisas como estão” (Evangelii Gaudium, 25). A Igreja sinodal é aquelaque se permite transformar, que reconhece o que precisa ser renovado e que sedispõe a deixar o Espírito conduzir para além da zona de conforto.
A conversão pastoral começa pela mudançade mentalidade. É preciso superar o clericalismo, o autoritarismo, oindividualismo e o comodismo. É necessário abrir-se ao novo, escutar quem pensadiferente, abandonar estruturas que não evangelizam mais, e ousar novas formasde ser Igreja. Como dizia São João XXIII na abertura do Concílio Vaticano II:“É necessário atualizar, renovar, deixar entrar o ar novo do Espírito.”
Essa conversão é também espiritual ecomunitária. Não se trata apenas de mudar métodos ou reuniões, mas de mudaro coração. Converter-se à sinodalidade é acolher o outro com amor, é praticar aescuta, é ter humildade para aprender, é colaborar com alegria, é confiar noEspírito que age em todos. É deixar de lado o “sempre foi assim” e perguntar:“O que Deus nos pede hoje?”
As estruturas da Igreja devem estar aserviço da missão. Quando se tornam obstáculos, devem ser revistas. Por isso, oPapa Francisco fala de “reformas estruturais” que promovam a participação, aescuta, o discernimento e a corresponsabilidade. Isso vale para conselhos,instâncias decisórias, ministérios, estruturas administrativas, modos deliderar e comunicar.
Essa conversão também precisa tocar aforma como a pastoral é organizada. Não basta repetir atividades por hábito. Épreciso planejar com base na escuta do povo, avaliar com sinceridade, dialogarentre pastorais, integrar ações e buscar sempre maior fidelidade ao Evangelho.A sinodalidade impulsiona a pastoral orgânica e participativa, nãofragmentada e isolada.
Na prática, duas ações podem impulsionaressa conversão pastoral. A primeira é promover, periodicamente, processos deescuta e revisão das estruturas eclesiais locais, perguntando: “Isso aindaserve à missão?”, “Favorece a comunhão?”, “Está aberto ao Espírito?”. A segundaé criar espaços de formação e espiritualidade sinodal para líderes,conselhos e comunidades, alimentando essa mudança a partir da oração, daPalavra e do testemunho.
O Documento de Aparecida já dizia: “Não sepode ficar prisioneiro de estruturas caducas que não favorecem mais atransmissão da fé” (DAp 365). O processo sinodal 2021–2024 retoma essa intuiçãoe convida toda a Igreja a um novo jeito de ser, mais fiel ao Evangelho e maispróximo das pessoas.
Converter-se àsinodalidade é permitir que o Espírito Santo conduza a Igreja por caminhosnovos. É confiar mais na ação de Deus do que em esquemas antigos. É ter coragemde mudar o que for necessário para que o Evangelho floresça. Porque caminharjuntos exige deixar para trás o que impede a comunhão e a missão. E isso só épossível com conversão contínua, humilde e cheia de esperança.

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