5. As coisas do Alto (tá ‘áno)
Cl.3:1-2
O que sabemos de verdade sobre aquilo que não vemos, ouvimos, sentimos e pensamos? Diante de tantas coisas que temos que dar conta aqui em baixo, “não temos tempo a perder” buscando ou pensando nas coisas do alto. Agindo e pensando desse jeito acabamos modelados por um conjunto de valores e parâmetros limitados a momentos, desejos, expectativas e resultados que logo são corroídos pela traça e a ferrugem. Correndo atrás do vento, a felicidade torna-se o vício de repetir momentos em busca de sensações que nunca mais viveremos. Por que continuar repetindo isso, desejando sempre mais e mais satisfação, conforto e reconhecimento? Justamente, poque nossa mente está programada para isso, satisfazer o EU.
Porém, tem outro caminho. Imagine que exista outro jeito de ser neste mundo, para isso é preciso ser levantado junto com Cristo (sunegeiró). Já que isso aconteceu, precisamos buscar e pensar nas coisas do alto. Não quer dizer fugir das coisas da vida, pelo contrário. O buscar (zéteó) é investigar, chegando ao fundo sobre o viver baseado na realidade de Cristo à direita do Pai. Da mesma forma, o pensar (phoneo) é o direcionar a mente para aquilo que está no âmbito da Eternidade. Ao imaginar isso, enfrentamos a vida a partir de outros referenciais, não é mais o EU, nem os desejos e resultados corroídos pela traça e ferrugem. Investigando a vida e direcionando a mente para o Cristo, a realidade cotidiana passa ser ELE vivendo em nós. Aí você pode se perguntar: mas como viveremos isso? Simplesmente quando nossa busca for chegar ao fundo da vida e direcionarmos nossa mente totalmente a Cristo.