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Muito antes de existirem catecismos, salas de aula oumanuais pastorais, a catequese já acontecia — de forma viva, corajosa etransformadora — nas casas, nas praças, nos caminhos poeirentos da Palestina.Os primeiros catequistas da história cristã foram homens e mulheres que,tocados pelo encontro com Jesus, passaram a anunciar sua Palavra com a própriavida. Não eram especialistas. Eram testemunhas.
Basta olhar para os Atos dos Apóstolos. Ali, vemos a Igrejanascente se organizando, partilhando, ensinando, celebrando. Pedro, Paulo,Barnabé, Priscila e Áquila — todos eles anunciaram o Evangelho e formaramcomunidades por meio de uma catequese viva e encarnada. O próprio Paulo, emsuas cartas, não apenas pregava: ele ensinava com paciência, exortava comfirmeza e formava líderes locais que continuariam a missão. Isso é catequese emestado puro.
Priscila e Áquila, por exemplo, são um casal que acolheu emsua casa um homem chamado Apolo, que já falava com entusiasmo sobre Jesus, masnão conhecia toda a verdade da fé. Eles o instruíram com delicadeza eprofundidade. Um verdadeiro ato catequético, feito dentro de casa, com amor efidelidade à doutrina. A catequese sempre foi assim: acontece onde háescuta, partilha e zelo pela fé verdadeira.
Com o passar dos séculos, a catequese foi se estruturando,mas nunca perdeu sua essência: formar discípulos. Nos primeiros séculos,surgiram os catecumenatos — verdadeiros caminhos de iniciação cristã paraadultos. Era uma catequese profunda, com etapas, ritos e acompanhamentopessoal. Não era apressada. Era uma gestação da fé. O catequista era aquele queacompanhava de perto, com sabedoria e paciência, cada passo do catecúmeno rumoao Batismo e à vida em Cristo.
Esses primeiros catequistas não tinham certificados, mastinham autoridade espiritual. Não usavam apostilas, mas conheciam asEscrituras. Não se preocupavam com apresentações de slides, mas com a conversãosincera das pessoas. Eles sabiam que o que estava em jogo era a salvação dasalmas. E por isso, formavam com amor, corrigiam com misericórdia, ensinavam como exemplo.
Hoje, somos herdeiros dessa história. Quando você prepara umencontro, quando escuta um catequizando, quando reza pela sua turma ou acolheuma família com carinho, você está continuando essa missão iniciada há dois milanos. Você está na mesma linhagem de fé que começou com os apóstolos e seespalhou pelo mundo.
O ministério do catequista é antigo, enraizado na Tradiçãoviva da Igreja. Reconhecer isso nos enche de alegria e responsabilidade. Somosparte de uma corrente de fé que não pode parar. E você, como catequista hoje, éum elo precioso nessa corrente.
Continue firme. Você está em boa companhia: com os santoscatequistas da história, com os missionários do passado e do presente, e com opróprio Cristo, o verdadeiro Mestre.
Na próxima gota, vamos olhar ainda mais paraessas raízes profundas. Até lá!
By Wagner Assis De SousaMuito antes de existirem catecismos, salas de aula oumanuais pastorais, a catequese já acontecia — de forma viva, corajosa etransformadora — nas casas, nas praças, nos caminhos poeirentos da Palestina.Os primeiros catequistas da história cristã foram homens e mulheres que,tocados pelo encontro com Jesus, passaram a anunciar sua Palavra com a própriavida. Não eram especialistas. Eram testemunhas.
Basta olhar para os Atos dos Apóstolos. Ali, vemos a Igrejanascente se organizando, partilhando, ensinando, celebrando. Pedro, Paulo,Barnabé, Priscila e Áquila — todos eles anunciaram o Evangelho e formaramcomunidades por meio de uma catequese viva e encarnada. O próprio Paulo, emsuas cartas, não apenas pregava: ele ensinava com paciência, exortava comfirmeza e formava líderes locais que continuariam a missão. Isso é catequese emestado puro.
Priscila e Áquila, por exemplo, são um casal que acolheu emsua casa um homem chamado Apolo, que já falava com entusiasmo sobre Jesus, masnão conhecia toda a verdade da fé. Eles o instruíram com delicadeza eprofundidade. Um verdadeiro ato catequético, feito dentro de casa, com amor efidelidade à doutrina. A catequese sempre foi assim: acontece onde háescuta, partilha e zelo pela fé verdadeira.
Com o passar dos séculos, a catequese foi se estruturando,mas nunca perdeu sua essência: formar discípulos. Nos primeiros séculos,surgiram os catecumenatos — verdadeiros caminhos de iniciação cristã paraadultos. Era uma catequese profunda, com etapas, ritos e acompanhamentopessoal. Não era apressada. Era uma gestação da fé. O catequista era aquele queacompanhava de perto, com sabedoria e paciência, cada passo do catecúmeno rumoao Batismo e à vida em Cristo.
Esses primeiros catequistas não tinham certificados, mastinham autoridade espiritual. Não usavam apostilas, mas conheciam asEscrituras. Não se preocupavam com apresentações de slides, mas com a conversãosincera das pessoas. Eles sabiam que o que estava em jogo era a salvação dasalmas. E por isso, formavam com amor, corrigiam com misericórdia, ensinavam como exemplo.
Hoje, somos herdeiros dessa história. Quando você prepara umencontro, quando escuta um catequizando, quando reza pela sua turma ou acolheuma família com carinho, você está continuando essa missão iniciada há dois milanos. Você está na mesma linhagem de fé que começou com os apóstolos e seespalhou pelo mundo.
O ministério do catequista é antigo, enraizado na Tradiçãoviva da Igreja. Reconhecer isso nos enche de alegria e responsabilidade. Somosparte de uma corrente de fé que não pode parar. E você, como catequista hoje, éum elo precioso nessa corrente.
Continue firme. Você está em boa companhia: com os santoscatequistas da história, com os missionários do passado e do presente, e com opróprio Cristo, o verdadeiro Mestre.
Na próxima gota, vamos olhar ainda mais paraessas raízes profundas. Até lá!

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