PODCAST MUTANTE

32 - Heróis desconhecidos do Rock Nacional II


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Quando pensamos no rock nacional, de pronto nos vêm à cabeça nomes seminais como os de Roberto Carlos, Os Mutantes, Raul Seixas, Cazuza, entre tantos outros. No entanto, grupos como Ave Sangria, Som Imaginário e Módulo 1000, cujos repertórios são tão ricos em termos de criatividade e inovação sonora quanto o dos gigantes anteriormente mencionados, acabaram exilados em recôncavos obscuros da memória, onde permaneceram inexplorados e intocados por décadas. São inúmeros os motivos que levaram a esse infeliz exílio — e na maioria das vezes tão enigmáticos quanto as histórias das próprias bandas. Censura, auto-sabotagem, brigas internas e mortes trágicas e prematuras, abreviaram as vidas de muitos músicos e grupos brasileiros de rock ao longo dos anos.

Ave Sangria - “Geórgia, A Carniceira” (1974)

Ao longo dos anos, o Ave Sangria saiu lentamente dos cantos da memória e adquiriu um status cult, criando uma devotada legião de fãs ao redor do país.Tendo lançado apenas um disco (homônimo, de 1974), a banda foi alvo da censura da ditadura militar brasileira, e teve o álbum recolhido e boicotado das lojas.

Karma - “Transe Uma” (1972)

Projeto mitológico de Jorge Amiden, fundador da banda O Terço, o trio Karma nasceu dos devaneios lisérgicos do guitarrista, que ficou conhecido por usar uma guitarra adaptada de três braços. Com uma sonoridade progressiva e psicodélica, o grupo lançou apenas o disco antológico homônimo, em 1972.

Módulo 1000 - “Espelho” (1972)

Um dos expoentes do rock progressivo brasileiro. Lançado em 1972, Não Fale Com as Paredes traz guitarras densas à la Black Sabbath e longos improvisos experimentais ao estilo do Pink Floyd. Contudo, o quarteto carioca se dissolveu logo em seguida, ainda no mesmo ano.


Realização: https://linktr.ee/ModatoGMS

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PODCAST MUTANTEBy Bode da Mutante