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Quando olhamos para alguém e percebemos a cor da pele, o que exatamente estamos vendo? A maioria diria: a raça dessa pessoa. Mas e se raça não fosse algo que está na pessoa e sim algo que foi colocado sobre ela?
Neste episódio, seguimos o rastro histórico de uma das ideias mais influentes e perigosas da modernidade. A genética do século XX buscou raças no DNA humano por mais de cem anos e não as encontrou. A variação dentro de um mesmo grupo é maior do que a variação entre grupos. Não existe um gene que separe a humanidade em raças discretas.
Então de onde veio essa ideia? Quando nasceu? A serviço de quem?
A resposta passa pelas colônias americanas do século XVII, pela invenção legal da categoria "branco", pela craniometria do século XIX, pelos testes de inteligência dos anos 1920 e chega até a Europa do século XX, onde a ideologia racial foi levada à sua conclusão mais sombria.
Raça não é um dado da natureza que a ciência descobriu. É uma estrutura histórica que o poder construiu para justificar dominação, separar aliados em potencial e naturalizar desigualdades que são, na verdade, escolhas históricas.
Mas raça é também uma realidade social de consequências profundas e ainda presentes. Compreender sua origem não dissolve seus efeitos, muda a forma como os encaramos.
By Jeff AlvesQuando olhamos para alguém e percebemos a cor da pele, o que exatamente estamos vendo? A maioria diria: a raça dessa pessoa. Mas e se raça não fosse algo que está na pessoa e sim algo que foi colocado sobre ela?
Neste episódio, seguimos o rastro histórico de uma das ideias mais influentes e perigosas da modernidade. A genética do século XX buscou raças no DNA humano por mais de cem anos e não as encontrou. A variação dentro de um mesmo grupo é maior do que a variação entre grupos. Não existe um gene que separe a humanidade em raças discretas.
Então de onde veio essa ideia? Quando nasceu? A serviço de quem?
A resposta passa pelas colônias americanas do século XVII, pela invenção legal da categoria "branco", pela craniometria do século XIX, pelos testes de inteligência dos anos 1920 e chega até a Europa do século XX, onde a ideologia racial foi levada à sua conclusão mais sombria.
Raça não é um dado da natureza que a ciência descobriu. É uma estrutura histórica que o poder construiu para justificar dominação, separar aliados em potencial e naturalizar desigualdades que são, na verdade, escolhas históricas.
Mas raça é também uma realidade social de consequências profundas e ainda presentes. Compreender sua origem não dissolve seus efeitos, muda a forma como os encaramos.