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Você sabia que no Japão do século XVII, pinturas de encontros com europeus representavam a pele de ambos com a mesma cor? Ou que o sistema de castas indiano, um dos mais complexos da história, nunca foi, originalmente, baseado em cor de pele?
Neste episódio, a pergunta não é mais o que é raça, mas o que acontece quando essa ideia viaja. Como uma categoria construída na Europa chegou à Ásia, à América Latina e à Oceania, se acoplou a hierarquias que já existiam e se tornou uma linguagem quase universal de poder?
Percorremos o Japão dos burakumin, a Índia das castas reinterpretadas pelo colonizador britânico, a América Latina do mito da democracia racial e os paradoxos de corpos que simplesmente não cabem em nenhuma categoria racial.
A conclusão é filosófica e incômoda: a raça não é uma essência. É uma linguagem. E como toda linguagem, ela pode ser aprendida. E desaprendida.
Caso deseje se aprofundar:
As Origens do Totalitarismo (Hannah Arendt): https://amzn.to/4uYXJId
Peles Negras, Máscaras Brancas (Frantz Fanon): https://amzn.to/3PHyQ3G
O Genocídio do Negro Brasileiro (Abdias Nascimento): https://amzn.to/4bHRT6q
A Integração do Negro na Sociedade de Classes (Florestan Fernandes): https://amzn.to/4c3rgI3
The Ethics of Identity (Kwame Anthony Appiah): https://amzn.to/4172sK3
Vigiar e Punir (Foucault): https://amzn.to/3PSlv8v
By Jeff AlvesVocê sabia que no Japão do século XVII, pinturas de encontros com europeus representavam a pele de ambos com a mesma cor? Ou que o sistema de castas indiano, um dos mais complexos da história, nunca foi, originalmente, baseado em cor de pele?
Neste episódio, a pergunta não é mais o que é raça, mas o que acontece quando essa ideia viaja. Como uma categoria construída na Europa chegou à Ásia, à América Latina e à Oceania, se acoplou a hierarquias que já existiam e se tornou uma linguagem quase universal de poder?
Percorremos o Japão dos burakumin, a Índia das castas reinterpretadas pelo colonizador britânico, a América Latina do mito da democracia racial e os paradoxos de corpos que simplesmente não cabem em nenhuma categoria racial.
A conclusão é filosófica e incômoda: a raça não é uma essência. É uma linguagem. E como toda linguagem, ela pode ser aprendida. E desaprendida.
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