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Desde o início de seu pontificado, o PapaFrancisco tem insistido com clareza e convicção: a sinodalidade é o caminho queDeus espera da Igreja no terceiro milênio. Com palavras simples e firmes, elevem conduzindo a Igreja a redescobrir a sua identidade mais profunda como povode Deus que caminha unido, escutando o Espírito e discernindo em comunidade. Nodia 17 de outubro de 2015, por ocasião dos 50 anos da instituição do Sínodo dosBispos, Francisco afirmou: “A sinodalidade é a dimensão constitutiva da Igreja.Não podemos ser Igreja sem reconhecer esta característica essencial do seuser.” Essa afirmação não é apenas uma reflexão teológica, mas um chamadoconcreto à conversão eclesial.
Francisco resgata a tradição da Igrejaprimitiva, iluminada pelo Concílio Vaticano II, e a atualiza para os desafiosde nosso tempo. Para ele, a sinodalidade não é apenas um método ou um modeloorganizacional, mas um estilo de vida e missão. Trata-se de escutar, dialogar,discernir e decidir em conjunto, reconhecendo que o Espírito Santo fala tambémpor meio do povo simples, dos pobres, das mulheres, dos jovens e dasperiferias.
Entre as expressões mais concretas dessaredescoberta está o processo do Sínodo 2021–2024, com o tema: “Por umaIgreja sinodal: comunhão, participação e missão”. Este não é um sínodosobre um grupo específico ou um tema pontual, mas sobre o próprio modo de serIgreja. O Papa deseja que todos os batizados sejam envolvidos nesse processo,não apenas os bispos ou especialistas. “O caminho da sinodalidade é precisamenteo caminho que Deus espera da Igreja do terceiro milênio”, reiterou Francisco.
Outro ponto fundamental do pensamento doPapa é a escuta. Ele insiste que uma Igreja sinodal é uma Igreja da escuta:escuta de Deus na oração e na Palavra, escuta dos irmãos e irmãs, escuta dasalegrias e angústias do mundo. Escutar não é um ato passivo, mas profundamenteespiritual. É um gesto de humildade, abertura e discernimento.
Francisco também denuncia com força osobstáculos à sinodalidade. Ele fala abertamente contra o clericalismo, aautorreferencialidade e a rigidez que impedem o Espírito de agir. Em diversasocasiões, alertou: “O clericalismo é uma peste na Igreja.” Para ele, uma Igrejasinodal é aquela que descentraliza, valoriza os carismas e promove acorresponsabilidade de todos.
Outro aspecto importante é o papel dasinodalidade na missão. O Papa não propõe uma Igreja fechada em debatesinternos, mas uma Igreja em saída, missionária, samaritana, profética. Eledeseja que o processo sinodal desperte uma Igreja mais próxima das realidadeshumanas, mais solidária com os sofrimentos e mais ousada no anúncio doEvangelho.
A sinodalidade também toca diretamente asestruturas. Ele tem reforçado a importância dos conselhos pastorais, dasassembleias diocesanas, da escuta das comunidades e do papel das conferênciasepiscopais. Tudo isso com o intuito de tornar a Igreja mais participativa, maisfiel ao Evangelho e mais aberta à ação do Espírito.
Duas ações práticas podem traduzir essainspiração na vida pastoral. A primeira é estudar e divulgar os discursos edocumentos do Papa sobre sinodalidade, especialmente os relacionados ao Sínodo.A segunda é aplicar em sua comunidade os três pilares propostos pelo Papa:comunhão, participação e missão, avaliando as ações pastorais sob essa luz.
Com o Papa Francisco, a sinodalidadevoltou ao centro da vida eclesial. Não como uma moda passageira, mas como arecuperação de uma herança viva, que vem desde os apóstolos e que hoje encontranova força. Caminhar juntos é mais do que um ideal: é a vocação permanente daIgreja que deseja ser fiel a seu Senhor e ao clamor do mundo.
By Wagner Assis De SousaDesde o início de seu pontificado, o PapaFrancisco tem insistido com clareza e convicção: a sinodalidade é o caminho queDeus espera da Igreja no terceiro milênio. Com palavras simples e firmes, elevem conduzindo a Igreja a redescobrir a sua identidade mais profunda como povode Deus que caminha unido, escutando o Espírito e discernindo em comunidade. Nodia 17 de outubro de 2015, por ocasião dos 50 anos da instituição do Sínodo dosBispos, Francisco afirmou: “A sinodalidade é a dimensão constitutiva da Igreja.Não podemos ser Igreja sem reconhecer esta característica essencial do seuser.” Essa afirmação não é apenas uma reflexão teológica, mas um chamadoconcreto à conversão eclesial.
Francisco resgata a tradição da Igrejaprimitiva, iluminada pelo Concílio Vaticano II, e a atualiza para os desafiosde nosso tempo. Para ele, a sinodalidade não é apenas um método ou um modeloorganizacional, mas um estilo de vida e missão. Trata-se de escutar, dialogar,discernir e decidir em conjunto, reconhecendo que o Espírito Santo fala tambémpor meio do povo simples, dos pobres, das mulheres, dos jovens e dasperiferias.
Entre as expressões mais concretas dessaredescoberta está o processo do Sínodo 2021–2024, com o tema: “Por umaIgreja sinodal: comunhão, participação e missão”. Este não é um sínodosobre um grupo específico ou um tema pontual, mas sobre o próprio modo de serIgreja. O Papa deseja que todos os batizados sejam envolvidos nesse processo,não apenas os bispos ou especialistas. “O caminho da sinodalidade é precisamenteo caminho que Deus espera da Igreja do terceiro milênio”, reiterou Francisco.
Outro ponto fundamental do pensamento doPapa é a escuta. Ele insiste que uma Igreja sinodal é uma Igreja da escuta:escuta de Deus na oração e na Palavra, escuta dos irmãos e irmãs, escuta dasalegrias e angústias do mundo. Escutar não é um ato passivo, mas profundamenteespiritual. É um gesto de humildade, abertura e discernimento.
Francisco também denuncia com força osobstáculos à sinodalidade. Ele fala abertamente contra o clericalismo, aautorreferencialidade e a rigidez que impedem o Espírito de agir. Em diversasocasiões, alertou: “O clericalismo é uma peste na Igreja.” Para ele, uma Igrejasinodal é aquela que descentraliza, valoriza os carismas e promove acorresponsabilidade de todos.
Outro aspecto importante é o papel dasinodalidade na missão. O Papa não propõe uma Igreja fechada em debatesinternos, mas uma Igreja em saída, missionária, samaritana, profética. Eledeseja que o processo sinodal desperte uma Igreja mais próxima das realidadeshumanas, mais solidária com os sofrimentos e mais ousada no anúncio doEvangelho.
A sinodalidade também toca diretamente asestruturas. Ele tem reforçado a importância dos conselhos pastorais, dasassembleias diocesanas, da escuta das comunidades e do papel das conferênciasepiscopais. Tudo isso com o intuito de tornar a Igreja mais participativa, maisfiel ao Evangelho e mais aberta à ação do Espírito.
Duas ações práticas podem traduzir essainspiração na vida pastoral. A primeira é estudar e divulgar os discursos edocumentos do Papa sobre sinodalidade, especialmente os relacionados ao Sínodo.A segunda é aplicar em sua comunidade os três pilares propostos pelo Papa:comunhão, participação e missão, avaliando as ações pastorais sob essa luz.
Com o Papa Francisco, a sinodalidadevoltou ao centro da vida eclesial. Não como uma moda passageira, mas como arecuperação de uma herança viva, que vem desde os apóstolos e que hoje encontranova força. Caminhar juntos é mais do que um ideal: é a vocação permanente daIgreja que deseja ser fiel a seu Senhor e ao clamor do mundo.

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