Às vezes soa quase como uma verdade necessária e absoluta em sociedades tipicamente ocidentais que o capital seja a principal força motriz da inovação em ciência. Para isso contribuem ainda os diversos prêmios Nobel, a concentração de Universidades de luxo e a proeminência de grandes nomes da ciência em antigas metrópoles europeias e nas colônias emancipadas do Reino Unido... mas após 30 anos de vantagem sobre um modelo soviético que ruiu, o capitalismo não parece ter feito do globo um só conjunto de prosperidade - e a presente pandemia trincou de vez essa imagem para alguns ainda inabalável ao expor de forma muito trágica nossas mais risíveis vulnerabilidades.
Nosso episódio oitavo da primeira temporada traz algumas observações de fundo que podem ajudar a uma análise crítica da influência do capital sobre a produção científica, desmistificando a ideia de que sob ele teremos sempre uma direção para o progresso científico e tecnológico mais desejável e proveitoso... haja Bezos, Musks e Zuckebergers para mostrar que não!
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Música da vinheta: Estático (Mombojó - álbum: Nada de Novo, 2004)