Podcast da Mariologia

#82 Podcast da Mariologia - Mestre André Dias e a Virgem Maria


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Mestre André Dias (1348-1450) monge beneditino, abade do mosteiro de Rendufe, na diocese de Braga, depois bispo de Mégara, na Grécia. Professor de teologia em Viena e Roma, autor de obras teológicas nas quais defende a reforma da Igreja dilacerada pelo cisma ocidental. Para a determinação de questões importantes na vida do mestre lisboeta, se revelará como fundamental a obra que hoje apresentamos: Laudes e Cantigas Espirituais.

  Sabemos por esta obra que a sua terra natal era Lisboa, que foi monge beneditino, mestre de teologia e bispo de Mégara, na Grécia. O bispo de Mégara morreu na Ordem Beneditina, mas também não é menos certo que muitos anos antes, até 1399, fazia parte da Ordem dos Pregadores. Precisamente a 23 de Abril de 1399, Bonifácio IX facultava o trânsito aos Cônegos Regrantes de Santo Agostinho a Frei André Dias de Lisboa, mestre em teologia e religioso professo da Ordem Dominicana. Quando se fez beneditino, era já mestre em teologia. Foi em 1393, conforme ele próprio informa, que recebeu o doutoramento na Universidade de Viena.

André Dias lecionou como teólogo na Cúria Pontifícia, onde serviu durante 28 anos. Além disso, serviu como penitenciário menor do Papa, foi abade do mosteiro beneditino de Rendufe, bispo de Ajácio, bispo titular de Mégara, bispo de Ciudad Rodrigo, abade comendador de Alpendurada e desenvolveu uma grande atividade de defesa da reforma da Igreja. Regressou a Portugal em 1429 e no segundo semestre de 1434, aos 86 anos, deixou novamente a sua terra natal para regressar à Cúria Papal e visitar cidades como Florença, Bolonha e Ferrara. Participou do Concílio de Ferrara-Florença (1439) – anteriormente havia participado do Concílio de Constança e do Sínodo Reformador de Braga – e caiu em desgraça pela atitude que tomou no caso da união com os gregos, pelo que foi obrigado a regressar a Portugal no final de 1439, aos 91 anos, e viver isolado em Alpendurada. Depois de muito trabalho e longa vida, morreu em Portugal no final de 1450 ou início de 1451, aos 102 anos. 

Em sua longa vida, o beneditino André Dias escreveu algumas obras, dedicadas principalmente a questões teológico-canônicas, entre as quais se insere uma obra de poesia espiritual em língua vulgar portuguesa.

Nos últimos anos da sua vida compôs também hinos de inspiração litúrgica, que foram recolhidos sob o título de Laudes y cantigas, dos quais relatamos três.


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