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A sinodalidade não é apenas umametodologia eclesial ou uma estrutura organizativa. Ela é, acima de tudo, uma espiritualidade:uma forma de viver a fé em comunhão com os irmãos e irmãs, escutando a voz doEspírito Santo e discernindo juntos a vontade de Deus. Essa espiritualidadenasce da própria Trindade e se realiza na vida concreta do povo de Deus emcaminho.
No coração da espiritualidade sinodal estáa certeza de que o Espírito Santo habita em cada batizado e guia a Igreja pormeio da escuta mútua, da oração e do discernimento comunitário. Como afirmou oPapa Francisco: “Uma Igreja sinodal é uma Igreja da escuta, com a consciênciade que escutar é mais do que ouvir. É uma escuta recíproca na qual cada um temalgo a aprender” (Discurso de abertura do Sínodo, 09/10/2021).
Essa escuta profunda é, antes de tudo,espiritual. Escutar o outro é escutar Deus que fala por meio da história, dador, da sabedoria popular, da alegria dos pequenos. É necessário silenciar ocoração para acolher, sem preconceitos, o que o irmão tem a partilhar. Porisso, uma Igreja sinodal é também uma Igreja contemplativa, que aprende a ver omundo com os olhos de Deus.
A espiritualidade da sinodalidade exigetambém humildade, pois ninguém tem a totalidade da verdade. Todosprecisamos uns dos outros para compreender os caminhos de Deus. O apóstoloPaulo nos lembra: “Conhecemos parcialmente, e profetizamos parcialmente” (1Cor13,9). Por isso, o discernimento comunitário é essencial. Ele acontece naoração, no diálogo respeitoso, na partilha fraterna e na escuta atenta doEspírito.
Outro traço marcante dessa espiritualidadeé a confiança. Caminhar juntos é arriscar-se com os outros. É confiarque Deus conduz a história, mesmo quando há tensões, conflitos ou incertezas. Aespiritualidade sinodal não busca controle absoluto, mas abertura à novidade doEspírito, que muitas vezes surpreende e desinstala. O Espírito sopra onde quer(cf. Jo 3,8).
A espiritualidade sinodal também valorizaa conversão contínua. Não se trata apenas de mudar estruturas, mas derenovar corações. Uma Igreja sinodal começa quando cada pessoa se dispõe a sairde si mesma, acolher o outro, pedir perdão, reconciliar-se, escutar erecomeçar. Essa espiritualidade é exigente, mas profundamente libertadora.
Um belo exemplo dessa vivência está nosrelatos dos discípulos de Emaús (cf. Lc 24,13-35). Eles caminham desanimados,mas Jesus se aproxima, escuta, explica as Escrituras e parte o pão. Aoreconhecerem o Senhor, voltam ao encontro dos irmãos. É a dinâmica sinodal:escutar, discernir, caminhar e partilhar.
Para cultivar essa espiritualidade, duasações práticas podem ser colocadas em prática. A primeira é incluir momentos deoração, silêncio e meditação nos encontros pastorais, abrindo espaço real parao discernimento espiritual. A segunda é formar grupos de partilha espiritual,nos quais os membros aprendam a escutar uns aos outros com o coração, semjulgamento, buscando juntos os sinais de Deus.
A espiritualidade da sinodalidade não éalgo reservado a especialistas ou religiosos. Ela é para todos. É a alma davida cristã vivida em comunhão. Ela convida cada pessoa a dizer, com fé ealegria: “Senhor, ensina-nos a caminhar com os outros, escutando a tua voz nocoração do povo”. Assim, seremos uma Igreja mais humana, mais divina, maisevangélica e mais fiel ao projeto de Deus.
By Wagner Assis De SousaA sinodalidade não é apenas umametodologia eclesial ou uma estrutura organizativa. Ela é, acima de tudo, uma espiritualidade:uma forma de viver a fé em comunhão com os irmãos e irmãs, escutando a voz doEspírito Santo e discernindo juntos a vontade de Deus. Essa espiritualidadenasce da própria Trindade e se realiza na vida concreta do povo de Deus emcaminho.
No coração da espiritualidade sinodal estáa certeza de que o Espírito Santo habita em cada batizado e guia a Igreja pormeio da escuta mútua, da oração e do discernimento comunitário. Como afirmou oPapa Francisco: “Uma Igreja sinodal é uma Igreja da escuta, com a consciênciade que escutar é mais do que ouvir. É uma escuta recíproca na qual cada um temalgo a aprender” (Discurso de abertura do Sínodo, 09/10/2021).
Essa escuta profunda é, antes de tudo,espiritual. Escutar o outro é escutar Deus que fala por meio da história, dador, da sabedoria popular, da alegria dos pequenos. É necessário silenciar ocoração para acolher, sem preconceitos, o que o irmão tem a partilhar. Porisso, uma Igreja sinodal é também uma Igreja contemplativa, que aprende a ver omundo com os olhos de Deus.
A espiritualidade da sinodalidade exigetambém humildade, pois ninguém tem a totalidade da verdade. Todosprecisamos uns dos outros para compreender os caminhos de Deus. O apóstoloPaulo nos lembra: “Conhecemos parcialmente, e profetizamos parcialmente” (1Cor13,9). Por isso, o discernimento comunitário é essencial. Ele acontece naoração, no diálogo respeitoso, na partilha fraterna e na escuta atenta doEspírito.
Outro traço marcante dessa espiritualidadeé a confiança. Caminhar juntos é arriscar-se com os outros. É confiarque Deus conduz a história, mesmo quando há tensões, conflitos ou incertezas. Aespiritualidade sinodal não busca controle absoluto, mas abertura à novidade doEspírito, que muitas vezes surpreende e desinstala. O Espírito sopra onde quer(cf. Jo 3,8).
A espiritualidade sinodal também valorizaa conversão contínua. Não se trata apenas de mudar estruturas, mas derenovar corações. Uma Igreja sinodal começa quando cada pessoa se dispõe a sairde si mesma, acolher o outro, pedir perdão, reconciliar-se, escutar erecomeçar. Essa espiritualidade é exigente, mas profundamente libertadora.
Um belo exemplo dessa vivência está nosrelatos dos discípulos de Emaús (cf. Lc 24,13-35). Eles caminham desanimados,mas Jesus se aproxima, escuta, explica as Escrituras e parte o pão. Aoreconhecerem o Senhor, voltam ao encontro dos irmãos. É a dinâmica sinodal:escutar, discernir, caminhar e partilhar.
Para cultivar essa espiritualidade, duasações práticas podem ser colocadas em prática. A primeira é incluir momentos deoração, silêncio e meditação nos encontros pastorais, abrindo espaço real parao discernimento espiritual. A segunda é formar grupos de partilha espiritual,nos quais os membros aprendam a escutar uns aos outros com o coração, semjulgamento, buscando juntos os sinais de Deus.
A espiritualidade da sinodalidade não éalgo reservado a especialistas ou religiosos. Ela é para todos. É a alma davida cristã vivida em comunhão. Ela convida cada pessoa a dizer, com fé ealegria: “Senhor, ensina-nos a caminhar com os outros, escutando a tua voz nocoração do povo”. Assim, seremos uma Igreja mais humana, mais divina, maisevangélica e mais fiel ao projeto de Deus.

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