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Um homem de 68 anos apresenta episódios intermitentes de hematúria indolor há cerca de uma semana.
Como antecedentes, tem Hipertensao arterial, dislipidemia e perturbação depressiva. A medicação habitual inclui lisinopril + indapamida, atorvastatina e sertralina.
Os hábitos incluem carga tabagica de 35UMA e bebe 10g de álcool por dia desde os 25 anos de idade.
Nega disúria, dor lombar ou febre. Refere, no entanto, levantar-se 2 a 3 vezes por noite para urinar e dificuldade em iniciar a micção, ocasionalmente.
O exame físico é inocente, exceptuando o toque retal que evidencia uma próstata aumentada e globosa, regular. Tensão arterial 127/71, Frequência cardíaca 78 bpm, SpO2 97% em ar ambiente.
Qual é o exame complementar gold standard para confirmar a suspeita diagnóstico?
Não fiques só a ouvir, resolve os casos por ti.
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Créditos:
Pedro Teixeira (origem da pergunta)
João Diogo + David Campos + Luís Neves + Maria João Ribeiro (responde)
Barbara Pinto (edição de som)
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Homem de 60 anos, recentemente divorciado e informático de profissão que trabalha atualmente a partir de casa, recorre ao médico assistente com queixas de fraqueza muscular com cerca de 5 meses de duração.Refere dificuldades em pentear-se de manhã. Adiciona que tem dificuldades também ao levantar-se da cadeira da sua secretária após horas de trabalho no seu computador, que desvaloriza “Passo muitas horas sentado, penso que sejanormal depois ser difícil levantar-me” (sic).
Adicionalmente, relata que o seu filho de 10 anos, quandopassa lá os fins de semana, comenta em tom de brincadeira quando o vê: “o miúdo diz que pareço um guaxinim. Não tenho dormido muito, deve ser isso.” (sic).
Ao ser questionado quanto a ressonar, refere que a sua ex-mulher nunca referiu isso. Nega traumatismos.
Fumador 40 UMA, nega hábitos alcoólicos.
Antecedentes pessoais e familiares irrelevantes.
Ao exame objetivo: IMC: 24 kg/m2, força muscular grau 3 em5 nos segmentos proximais dos membros superiores e cintura pélvica, reflexos osteotendinosos mantidos, sem alterações de sensibilidade térmica, álgica e tátil ou outra sintomatologia.
Erupção eritematosa nas pálpebras superiores.
Tendo em conta o diagnóstico mais provável, qual o melhorpróximo passo?
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Créditos:
Maria João Ribeiro (origem da pergunta)
João Diogo Soares + David Campos + Luís Neves + Pedro Teixeira(responde)
Barbara Pinto (edição de som)
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Uma mulher de 65 anos vem ao serviço de urgência pordiminuição da força muscular e da sensibilidade dos membros esquerdos há 30 minutos, sem outros sintomas associados. Como antecedentes apresenta HTA e dislipidemia, realizando azilsartan + clorotalidona 40/12,5mg e atorvastatina 20 mg.
Ao exame objetivo, apresenta bom estado geral, exameneurológico sumário sem alterações (NIHSS 0). À auscultação cardíaca constata-se presença de S1 e S2 rítmicos, com extrassistolia. A auscultação pulmonar e exame abdominal não apresentam alterações. A inspeção dos membros inferiores revela veias varicosas bilateralmente, sem sinais de tromboflebites ou trombose venosa profunda. Em termos de sinais vitais apresenta: TA: 165/87 mmHg, Fc 100 bpm, SpO2 96% em ar ambiente, temperatura timpânica de 37,3ºC e glicemia capilar de 80mg/dL.
Realizou ECG que revelou ritmo sinusal com alteraçõesinespecíficas da repolarização ventricular, análises com parâmetros dentro dos intervalos de referência e TC-CE com sinais de leucoencefalopatia, sem outras alterações.
A doente foi internada na Unidade de AVC para vigilância eestudo etiológico deste evento cardiovascular do qual, apenas se destaca a presença de placa ateromatosa fibrocalcificada na artéria carótida interna direita que condiciona estenose de 60% do seu lúmen.
Qual a próxima melhor abordagem para prevenir um novo evento cerebrovascular nesta doente?
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Créditos:
Luís Miguel Neves (origem da pergunta)
João Diogo Soares + David Campos (responde)
Barbara Pinto (edição de som)
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Doente de 46 anos, trabalhador na construção civil, com antecedente pessoal relevante de patologia ansiosa e tabagismo ativo (cerca de 20 cigarros/ dia), recorre a uma consulta no centro de saúde por queixas de ansiedade com ataques de pânico durante os quais experiencia sensação de opressão torácica, dispneia, tremores e sudorese. Já teria estes episódios no passado, tendo inclusive tomado paroxetina para controlo desse quadro. Suspendeu a medicação por iniciativa própria há cerca de 6 meses, por já não sentir necessidade de a tomar. Relata que este problema tem grande repercussão nas suas atividades quotidianas nomeadamente na sua ocupação profissional e esfera sexual. Ao exame objetivo constata-se um homem aparentemente ansioso, com TA: 133/92 mmHg, Fc 82 bpm, altura 166 cm, peso 90 kg, IMC 32,7. À auscultação cardíaca constata-se presença de S1 e S2 rítmicos, sem extrassons e a auscultação pulmonar apresenta murmúrio vesicular mantido, sem ruídos adventícios. Nega medicação habitual, consumo etílico ou de outras substâncias para além do tabaco.
Qual seria o tratamento farmacológico mais indicado para este doente?
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Créditos:
Luís Miguel Neves (origem da pergunta)
Filipa Fonseca Dias + João Nuno Soares (responde)
Barbara Pinto (edição de som)
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Um doente de 70 anos, sexo masculino vem ao Serviço de Urgência acompanhado pela esposa por desorientação e “tremores” com 2 dias de evolução. A esposa refere que o doente está diferente do habitual com períodos de desorientação. Quando questionado, o doente refere que tem dejeções de fezes pretas em “borra de café” com 2 dias de evolução e terá notado um aumento dimensional do perímetro abdominal. Tem antecedentes pessoais de cirrose hepática de etiologia alcoólica Child-Pugh C seguido em consulta externa de Hepatologia. Realizou EDA há 3 anos com presença de varizes de pequenas dimensões, não tendo realizado nova EDA. Tem hábitos etílicos acentuados de 100 g álcool / dia com 20 anos de evolução terá cessado abruptamente consumos há 2 dias. Está medicado com Carvedilol 12,5 mg 1 comprimido por dia, furosemida 40 mg 1 comprimido por dia e espironolactona 100 mg 1 comprimido por dia. Sinais vitais: TA 120/60 mmHg; FC 70 bpm; Apirético. SpO2 (aa): 95%. Ao exame objetivo, doente consciente, colaborante, desorientado no tempo e espaço, orientado na pessoa. Apresenta tremor no punho quando em dorsiflexão. Mucosas descoradas, mas hidratadas. Eupneico em aa. ACP sem alterações. Abdómen distendido, com timpanismo central e macicez nos flancos, sem tensão, indolor à palpação. Foi requisitado um estudo analítico que revelou anemia 7,1 g/dL, Htc 29%, VGM 80 fL, CHCM 25 g/dL, reticulócitos 3%, leucócitos 7.000 / mm3, plaq 100.000 / mm3, ionograma Na+ 140 mEq/L; K+ 4 mEq/L; Cl- 100 mEq /L. Creat 2,0 mg/dL (basal 1,5); Ureia 30 mg/dL; TGO e TGP normais. Albumina 1,5; PCR 2 mg/dL. Foi realizada reposição volémica com soro fisiológico, oxazepam, suplementação com tiamina EV e pedidos níveis de amónia.
Qual o próximo passo mais adequado neste doente?
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Créditos:
António Bastos (origem da pergunta)
Pedro Teixeira + Filipa Fonseca Dias (responde)
Pedro Fialho (edição de som)
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Uma mulher de 82 anos parcialmente dependente e cognitivamente integra, com antecedentes de diabetes tipo 2 e hipertensão arterial, habitualmente medicada com dapagliflozina, e ramipril+amlodipina, recorre ao serviço de urgência. É trazida pela VMER que foi acionada pelo lar onde reside. Terá sido encontrada com disartria e hemiparesia à direita. A auxiliar que a acompanha refere que a idosa terá sido vista pela última vez dentro do seu estado habitual há 2 horas atrás. À chegada ao SU é ativada a via verde AVC e a doente foi de imediato observada na sala de emergência. Ao exame objetivo, abertura ocular espontânea, cumpre ordens simples, discurso confuso. Hemiparésia e hemihipostesia à direita, de predomínio braquial, com atingimento da face.
Os sinais vitais eram os seguintes: TA 200/115; FC 98 bpm; SatO2 (aa) 95%; Tax 37ºC;
Qual o próximo passo?
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Créditos:
Marília Ferreira (origem da pergunta)
Pedro Teixeira (responde)
Mariana Nunes (edição de som)
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Uma mulher de 31 anos, G2P1, grávida de 22 semanas, recorre ao seu médico de família para uma consulta pré-natal de rotina. A sua primeira gravidez foi há 3 anos, tendo o parto ocorrido sem intercorrências, e do qual nasceu uma criança do sexo masculino com grupo Rhesus-D (RhD) positivo. De antecedentes pessoais, teve uma fratura tibial que exigiu correção cirúrgica com transfusão de 2 concentrados eritrocitários durante o procedimento, há 6 anos. Na consulta pré-natal de rotina apresentava uma temperatura de 36,5°C, uma frequência cardíaca de 76 bpm e uma tensão arterial de 142/83mmHg. A ecografia abdominal não apresenta alterações. O exame ginecológico revela um útero compatível com aproximadamente 20 semanas de gestação. Os estudos laboratoriais e hemograma da grávida revelaram:
Qual o próximo passo mais adequado na gestão desta grávida?
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Créditos:
Filipa Fonseca Dias (origem da pergunta)
Pedro Teixeira + David Alves (responde)
Pedro Fialho (edição de som)
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Mulher de 28 anos, grupo sanguíneo B Rh negativo, previamente saudável, recorre ao SU por quadro de hemorragia vaginal, associada a dor tipo cólica nos quadrantes inferiores do abdômen. A data da última menstruação foi há 8 semanas e possui um teste imunológico de gravidez positivo, realizado há 1 semana. A hemorragia teve início há 4 horas e, desde então, a mulher trocou duas vezes o absorvente com sangue vivo e coágulos em moderada quantidade. A dor abdominal tornou-se progressivamente mais intensa, tendo cedido parcialmente ao paracetamol. Nega febre, alterações do corrimento, queixas urinárias e alterações do trânsito gastrointestinal. A doente possui uma citologia sem alterações de há 1 ano e refere avaliação ginecológica anual. Nega medicação habitual. Como antecedentes cirúrgicos foi submetida a amigdalectomia bilateral durante a infância. Nega hábitos alcoólicos, tabágicos ou toxicofílicos.
Ao exame objetivo apresenta TA 110/76 mmHg; FC 115 bpm; eupneica em ar ambiente; TT: 37,2 ºC. À palpação abdominal apresenta um abdomen mole e depressível, doloroso à palpação profunda dos quadrantes inferiores, sem massas palpáveis. O exame ao espéculo revela uma vagina e colo de difícil avaliação devido à perda ativa de coágulos através do colo, que se encontra entreaberto. À palpação bimanual apresentava um útero aumentado de tamanho, compatível com 7 semanas de gestação, áreas anexiais livres. A ecografia transvaginal revela a presença de um saco gestacional in utero com embrião com comprimento crânio-caudal de 8 mm, sem atividade cardíaca; no ovário esquerdo visualiza-se um quisto simples compatível com corpo lúteo, ovário direito sem alterações e presença de lâmina de líquido livre no fundo de saco de douglas.
Qual é o diagnóstico mais provável?
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Créditos:
Mariana Narciso + Rafaela Paiva (origem da pergunta)
Pedro Teixeira + David Campos + Filipa Fonseca Dias (responde)
Mariana Nunes (edição de som)
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Neste episódio, ficamos à conversa com a nossa convidada, Marta Figueiral, onde nos fala sobre o seu percurso médico fora de Portugal. Com o objetivo de iniciar o internato de cardiologia nos EUA, Marta Figueiral realiza investigação na área das miocardiopatias na Mayo Clinic.
Curioso? Não percas este episódio e fica a conhecer um pouco mais o funcionamento do internato médico nos EUA!
Créditos:
Mariana Duarte Almeida
David Meireles
David Campos
Marta Figueiral (convidada)
Pedro Fialho (edição de som)
Para mais conteúdo, explora o nosso site https://www.medapprentice.org/home e redes sociais @medapprentice.
Um homem de 68 anos, previamente saudável, recorre ao Serviço de Urgência por dispneia e palpitações com início no próprio dia. O doente refere que estava sentado a ver televisão quando iniciou dispneia de modo súbito, que foi precipitada por palpitações e que agrava com o decúbito dorsal. Nos últimos meses realça-se cansaço para esforços, enfartamento pós-prandial, edemas periféricos, uma descida do perfil tensional habitual e o surgimento de diarreia ocasional. Nesse contexto, realizou um ecocardiograma transtorácico, que revelou dilatação auricular esquerda, hipertrofia concêntrica das paredes do ventrículo esquerdo, nomeadamente hipertrofia do septo interventricular (17 mm), que se apresenta com aspeto mosqueado, sinais indiretos de aumento das pressões de enchimento e fração de ejeção do ventrículo esquerdo de 58%. Encontra-se também a aguardar consulta de Ortopedia por síndrome do túnel cárpico bilateral. Sem outros antecedentes relevantes. Não toma qualquer medicação. Os sinais vitais indicam tensão arterial de 89/54 mmHg, frequência cardíaca de 146/minuto, saturação periférica de oxigénio sem oxigenoterapia adicional de 87% e temperatura timpânica de 36.8ºC. O doente encontra-se agitado, desconfortável, polipneico em ar ambiente e com prolongamento do tempo de reperfusão capilar (4 segundos). Corado e hidratado. A auscultação cardíaca revela S1 e S2 irregulares e taquicárdicos, sem sopros aparentes. A auscultação pulmonar revela exuberantes crepitações bibasais. Edemas periféricos abaixo dos joelhos. Sem turgescência venosa jugular. Analiticamente, destaca-se apenas uma creatinina de 1.6 mg/dL e um NTproBNP de 5364 pg/mL. O eletrocardiograma revela fibrilhação auricular com resposta ventricular rápida (146/min) e QRS com baixa voltagem nas derivações pré-cordiais e ondas Q em DII, DIII, aVF, V5 e e V6.
Não fiques só a ouvir, resolve os casos por ti.
Responde e vê as respostas dos teus colegas aqui: https://www.medapprentice.org/course/cc-212
Créditos:
Mariana Duarte Almeida (origem da pergunta) + David Meireles + David Campos (revisão da pergunta)
Marta Figueiral (responde)
Pedro Fialho (edição de som)
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