O mais profundo conhecedor da natureza humana; aquele para quem o coração do homem deixa de ser o abismo insondável e misterioso que é, transformando-se em livro aberto, disse já há quase dois mil anos: Nem só de pão viverá o homem. A justeza desse conceito é um fato incontestável para honra da Humanidade. Felizes os que já experimentaram em si próprios a sua realidade. E' sinal evidente de haverem galgado mais alguns degraus da simbólica escada de Jacob, cujas extremidades se apoiavam, respectivamente, uma na Terra, outra no Céu. O homem não viverá só de pão. Até mesmo no que se refere ao tempo, em que o verbo foi aplicado, há sabedoria. Muitos vivem só de pão, mas não viverão; dia virá em que sentirão necessidade de mais alguma coisa. Saberão, então, que o homem vive também da inteligência, vive também do sentimento.