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Victor e Edmour mergulham num tema que parece pequeno e abre um buraco enorme: a fé nos negócios. Começam pelas notícias do dia — a guerra entre Roberto Jatahy e Alexandre Birman no grupo AzZas, a recuperação judicial do Grupo TOC (Tok&Stok + Mobly), e por que praticamente toda fusão termina em confusão (a metáfora da festa em casa de quem vai pra cozinha é antológica). Passam pelo caso simples e genial da embalagem coreana de bananas em degradê — solução óbvia que vale ouro. E entram no tema central: empresários historicamente católicos (Abílio Diniz, Arthur Sendas, Zona Sul, Beleza Natural, Supermercado Mundial com sua Ave Maria às 18h), versus o modelo americano explícito (Hobby Lobby, Chick-fil-A, In-N-Out Burger gravando João 3:16 em copos desde 1987), até chegar no fenômeno brasileiro do Cachorro Crente, da academia Sou Mais Cristo e dos restaurantes evangélicos. Mas a virada acontece quando Victor puxa um fio histórico e descobre que a YMCA (Associação Cristã de Moços) surgiu em 1844 em plena Revolução Industrial para enfrentar exatamente o que estamos vivendo agora: epidemia de solidão, precarização do trabalho, jovens deslocados em massa pra periferia das cidades. O paralelo é poderoso — naquela época a expectativa de vida masculina na Inglaterra era 17 a 19 anos, o PIB cresceu 46% em 50 anos enquanto salários subiram só 12%. Hoje, na 4ª Revolução Industrial, o chão de fábrica virou chão de entrega, e a solidão virou a doença silenciosa do nosso tempo. A tese final, construída em camadas: o varejo tem uma função social muito maior do que vender — é tecido social, lugar de pertencimento, antídoto contra solidão. E o caso da Brastemp, contado por Edmour, fecha tudo: um homem que ligava toda semana para pedir conserto da máquina não estava com a máquina quebrada — estava com a esposa morrendo. Atendimento, no fim, é ato de gentileza.
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By Victor Lopes e Edmour SaianiVictor e Edmour mergulham num tema que parece pequeno e abre um buraco enorme: a fé nos negócios. Começam pelas notícias do dia — a guerra entre Roberto Jatahy e Alexandre Birman no grupo AzZas, a recuperação judicial do Grupo TOC (Tok&Stok + Mobly), e por que praticamente toda fusão termina em confusão (a metáfora da festa em casa de quem vai pra cozinha é antológica). Passam pelo caso simples e genial da embalagem coreana de bananas em degradê — solução óbvia que vale ouro. E entram no tema central: empresários historicamente católicos (Abílio Diniz, Arthur Sendas, Zona Sul, Beleza Natural, Supermercado Mundial com sua Ave Maria às 18h), versus o modelo americano explícito (Hobby Lobby, Chick-fil-A, In-N-Out Burger gravando João 3:16 em copos desde 1987), até chegar no fenômeno brasileiro do Cachorro Crente, da academia Sou Mais Cristo e dos restaurantes evangélicos. Mas a virada acontece quando Victor puxa um fio histórico e descobre que a YMCA (Associação Cristã de Moços) surgiu em 1844 em plena Revolução Industrial para enfrentar exatamente o que estamos vivendo agora: epidemia de solidão, precarização do trabalho, jovens deslocados em massa pra periferia das cidades. O paralelo é poderoso — naquela época a expectativa de vida masculina na Inglaterra era 17 a 19 anos, o PIB cresceu 46% em 50 anos enquanto salários subiram só 12%. Hoje, na 4ª Revolução Industrial, o chão de fábrica virou chão de entrega, e a solidão virou a doença silenciosa do nosso tempo. A tese final, construída em camadas: o varejo tem uma função social muito maior do que vender — é tecido social, lugar de pertencimento, antídoto contra solidão. E o caso da Brastemp, contado por Edmour, fecha tudo: um homem que ligava toda semana para pedir conserto da máquina não estava com a máquina quebrada — estava com a esposa morrendo. Atendimento, no fim, é ato de gentileza.
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