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A equipa que está a preparar o WordPress 7.1 já está definida e, ao mesmo tempo, foi revelado um roteiro claro do que esta versão irá incluir.
Lembre-se de que pode ouvir este programa no Pocket Casts, Spotify e Apple Podcasts ou subscrever o feed diretamente.
Olá, eu sou José Freitas e estás a ouvir o WPpodcast, com as notícias semanais da Comunidade WordPress.
Neste episódio, vais encontrar a informação de 15 a 21 de junho de 2026.
Já temos data e equipa para o WordPress 7.1. O lançamento está previsto para 19 de agosto de 2026, coincidindo com a WordCamp US, e Anne McCarthy irá liderar todo o ciclo como Release Lead.
Não é uma escolha casual: Anne passou anos a ser a pessoa que reúne e prepara a informação para cada nova versão do WordPress, quem escreve os roteiros, organiza as atualizações e liga o trabalho de dezenas de equipas numa narrativa coerente para toda a comunidade.
Se alguma vez quiseste saber o que estava a caminho numa versão do WordPress antes de ela ser lançada, é provável que tenhas lido algo escrito ou coordenado por ela.
Vê-la agora a liderar um ciclo completo é simplesmente a continuação natural desse trabalho, e poucas pessoas conhecem melhor o pulso do projeto. A equipa segue o modelo de equipa reduzida que tem sido usado nos ciclos recentes, apoiando-se fortemente nos representantes de cada equipa Make para distribuir a carga de trabalho.
Quanto ao conteúdo da versão, o fio condutor do WordPress 7.1 é a colaboração, tanto entre pessoas como entre pessoas e inteligência artificial.
As Notas dão um grande salto com:
A colaboração em tempo real continua a avançar, embora ainda existam questões estratégicas em aberto sobre o que chegará exatamente nesta versão. Será a funcionalidade completa ou apenas a arquitetura subjacente? E sobre qual será, em última análise, o mecanismo de armazenamento usado, apesar de já existir um vencedor claro nos testes de desempenho.
Intimamente ligada a tudo isto surge uma nova funcionalidade chamada ‘Guidelines’. É uma forma persistente e estruturada de definir regras editoriais, tom de marca e padrões de conteúdo diretamente no WordPress, pensada para que, ao colaborar com IA, esta mantenha a tua voz e preferências em vez de gerar conteúdo genérico.
Do lado da administração:
Na frente das APIs:
Nos blocos, o WordPress 7.1 aponta para três novas adições:
O bloco Clássico, por sua vez, entra num processo de descontinuação, deixando de carregar o TinyMCE por omissão quando não é necessário, tornando o editor mais leve para sites que não dependem dele.
Em design e personalização, destacam-se os estilos responsivos diretamente a partir do editor, sem necessidade de tocar em CSS, juntamente com suporte para estados interativos como hover e focus, tanto globalmente como por instância de bloco. Também será possível ver claramente de onde um bloco específico herda os seus estilos, se do tema, se de um elemento superior ou dos estilos globais.
Nos media, o processamento de imagens do lado do cliente continua a expandir os formatos suportados e a melhorar a resiliência perante falhas de ligação, e o modal do editor de media continua a receber melhorias de usabilidade.
Em relação ao cliente de IA, a equipa Core AI detalhou as suas duas grandes apostas para o 7.1:
Gutenberg 23.4 chegou depois da inversão de marcha em relação ao React 19 e retoma precisamente essa migração de forma muito mais cautelosa: em vez de impor a nova versão por omissão, é adicionada uma flag experimental que permite ativá-la opcionalmente a partir da página Experiências, dando a programadores de plugins, temas e blocos uma forma segura de testar as suas integrações com o React 19 sem afetar mais ninguém até estar pronto.
O Editor do Site também recebe uma alteração visual importante: a barra lateral e o contentor geral passam a respeitar o esquema de cores que cada utilizador configurou na administração, em vez de apresentarem sempre um fundo escuro fixo, o que unifica visualmente a experiência com o resto do painel de administração.
O modal do editor de media continua a ser polido com várias melhorias de usabilidade:
Chega também suporte para imagens UltraHDR, detetadas automaticamente no carregamento, preservando o mapa de ganho HDR nas miniaturas geradas.
Outra atualização relevante é que os blocos Colunas e Galeria podem agora transformar-se diretamente numa variação de Grelha, preservando o conteúdo mas alterando o tipo de layout.
E na frente da colaboração em tempo real – ainda exclusiva do plugin Gutenberg – há um bom conjunto de correções de fiabilidade: um endpoint separado para persistência de documentos, melhorias no polling, gestão de salas proibidas e várias correções no sistema de anular.
O Developer Blog publicou um tutorial que resolve um problema clássico dos temas de blocos: como carregar uma parte de template diferente dependendo do contexto, por exemplo, mostrar uma barra lateral diferente consoante a categoria da publicação.
Nos temas clássicos isto era trivial, apenas alguma lógica PHP dentro do próprio template. Nos temas de blocos, no entanto, a solução habitual tem sido criar um template completamente novo para cada variante, mesmo quando apenas um pequeno fragmento da página muda, acabando por gerar uma coleção de templates quase idênticos.
A alternativa proposta pelo artigo passa por um filtro que é executado imediatamente antes de cada bloco ser renderizado e que permite intercetar e modificar os seus dados em tempo real. O interessante desta abordagem é que é resiliente por desenho: se uma parte de template específica não existir para determinada categoria, a original mantém-se simplesmente no lugar sem necessidade de lógica adicional, e só precisas de criar ficheiros para os casos em que algo realmente diferente é necessário.
A equipa de Plugins publicou um balanço que mostra que o seu apelo a voluntários em março funcionou. Três novas pessoas completaram a formação de cerca de dois meses e já estão a rever plugins ativamente todas as semanas.
O impacto na fila de revisão foi espetacular: em abril atingiu um pico de aproximadamente 1.050 plugins pendentes e, em poucas semanas, caiu quase para zero, apesar de os pedidos de submissão continuarem a bater recordes. Em maio, com a fila sob controlo, a equipa completou perto de 3.000 revisões iniciais num único mês, cerca de cinco por cento de todo o diretório, em comparação com aproximadamente 1.100 no mesmo mês do ano anterior.
O crescimento das submissões ilustra a dimensão do problema que estavam a resolver: maio atingiu um novo recorde de cerca de 700 pedidos semanais, isto é 2,7 vezes mais do que em 2025 e cinco vezes mais do que em 2024. A equipa reconhece abertamente que as ferramentas de IA têm sido essenciais para sustentar este ritmo, mas insiste que não substituem o julgamento humano: decisões de avaliação, conversas com autores de plugins e gestão de violações de políticas continuam a depender de revisores experientes.
A equipa de Comunidade abriu um debate interessante sobre algo que já não era questionado há algum tempo: se o dinheiro gasto em publicidade para WordCamps realmente funciona.
Os organizadores podem pedir até 400 dólares para marketing e publicidade através da bolsa Global Sponsorship, com o objetivo de atrair novos participantes e dar visibilidade ao evento na comunidade local.
O problema é que hoje não existe uma forma fiável de saber se esse investimento está a gerar resultados, se uma campanha nas redes sociais atrai novas pessoas ou apenas chega a quem já ia participar de qualquer forma, ou se uma menção numa newsletter tecnológica local vale mais do que um anúncio no Facebook.
Entre as ideias em avaliação estão adicionar uma pergunta simples e obrigatória na compra do bilhete, como “Como soubeste deste evento?”, com opções como redes sociais, recomendação de alguém, newsletter dos organizadores ou grupo da comunidade local; incorporar uma pergunta semelhante no inquérito pós-evento que os organizadores já preenchem se usaram o orçamento de marketing; e, a longo prazo, melhorar as ferramentas para medir isto de forma consistente entre eventos.
O Porto WordPress Meetup é esta semana, na quinta-feira, e vai responder a uma pergunta: e se o papel da IA no teu processo criativo não for escrever por ti, mas sim ajudar-te a pensar?
Jorge Calle, programador, vai partilhar o Creativity Flywheel, de Mike Schmitz, e os fluxos de trabalho de Personal Knowledge Management (ou Gestão de Conhecimento Pessoal) que utiliza para levar as ideias desde a fase de captura até ao artigo publicado.
Embora vá usar o Obsidian, o WordPress e o Claude Cowork para ilustrar o processo, as ferramentas são perfeitamente substituíveis: desde um simples caderno de notas até ao próprio WordPress.
Esta sessão será em inglês.
O Porto WordPress Meetup de Junho será no dia 25, às 19h00, em instalações cedidas pela Kaksi Media, na Rua Conde de Alto Mearim, 734, sala 2, em Matosinhos (próximo do centro da cidade).
A participação é, como sempre, gratuita mas solicita-se o registo de presença na página do evento no Meetup.com. A lotação é limitada.
E, por fim, este podcast é distribuído sob uma licença Creative Commons como versão derivada do podcast em espanhol; podes encontrar todas as ligações para mais informação, e o podcast noutros idiomas, em WPpodcast .org.
Obrigado por ouvires, e até ao próximo episódio.
By WPpodcast TeamA equipa que está a preparar o WordPress 7.1 já está definida e, ao mesmo tempo, foi revelado um roteiro claro do que esta versão irá incluir.
Lembre-se de que pode ouvir este programa no Pocket Casts, Spotify e Apple Podcasts ou subscrever o feed diretamente.
Olá, eu sou José Freitas e estás a ouvir o WPpodcast, com as notícias semanais da Comunidade WordPress.
Neste episódio, vais encontrar a informação de 15 a 21 de junho de 2026.
Já temos data e equipa para o WordPress 7.1. O lançamento está previsto para 19 de agosto de 2026, coincidindo com a WordCamp US, e Anne McCarthy irá liderar todo o ciclo como Release Lead.
Não é uma escolha casual: Anne passou anos a ser a pessoa que reúne e prepara a informação para cada nova versão do WordPress, quem escreve os roteiros, organiza as atualizações e liga o trabalho de dezenas de equipas numa narrativa coerente para toda a comunidade.
Se alguma vez quiseste saber o que estava a caminho numa versão do WordPress antes de ela ser lançada, é provável que tenhas lido algo escrito ou coordenado por ela.
Vê-la agora a liderar um ciclo completo é simplesmente a continuação natural desse trabalho, e poucas pessoas conhecem melhor o pulso do projeto. A equipa segue o modelo de equipa reduzida que tem sido usado nos ciclos recentes, apoiando-se fortemente nos representantes de cada equipa Make para distribuir a carga de trabalho.
Quanto ao conteúdo da versão, o fio condutor do WordPress 7.1 é a colaboração, tanto entre pessoas como entre pessoas e inteligência artificial.
As Notas dão um grande salto com:
A colaboração em tempo real continua a avançar, embora ainda existam questões estratégicas em aberto sobre o que chegará exatamente nesta versão. Será a funcionalidade completa ou apenas a arquitetura subjacente? E sobre qual será, em última análise, o mecanismo de armazenamento usado, apesar de já existir um vencedor claro nos testes de desempenho.
Intimamente ligada a tudo isto surge uma nova funcionalidade chamada ‘Guidelines’. É uma forma persistente e estruturada de definir regras editoriais, tom de marca e padrões de conteúdo diretamente no WordPress, pensada para que, ao colaborar com IA, esta mantenha a tua voz e preferências em vez de gerar conteúdo genérico.
Do lado da administração:
Na frente das APIs:
Nos blocos, o WordPress 7.1 aponta para três novas adições:
O bloco Clássico, por sua vez, entra num processo de descontinuação, deixando de carregar o TinyMCE por omissão quando não é necessário, tornando o editor mais leve para sites que não dependem dele.
Em design e personalização, destacam-se os estilos responsivos diretamente a partir do editor, sem necessidade de tocar em CSS, juntamente com suporte para estados interativos como hover e focus, tanto globalmente como por instância de bloco. Também será possível ver claramente de onde um bloco específico herda os seus estilos, se do tema, se de um elemento superior ou dos estilos globais.
Nos media, o processamento de imagens do lado do cliente continua a expandir os formatos suportados e a melhorar a resiliência perante falhas de ligação, e o modal do editor de media continua a receber melhorias de usabilidade.
Em relação ao cliente de IA, a equipa Core AI detalhou as suas duas grandes apostas para o 7.1:
Gutenberg 23.4 chegou depois da inversão de marcha em relação ao React 19 e retoma precisamente essa migração de forma muito mais cautelosa: em vez de impor a nova versão por omissão, é adicionada uma flag experimental que permite ativá-la opcionalmente a partir da página Experiências, dando a programadores de plugins, temas e blocos uma forma segura de testar as suas integrações com o React 19 sem afetar mais ninguém até estar pronto.
O Editor do Site também recebe uma alteração visual importante: a barra lateral e o contentor geral passam a respeitar o esquema de cores que cada utilizador configurou na administração, em vez de apresentarem sempre um fundo escuro fixo, o que unifica visualmente a experiência com o resto do painel de administração.
O modal do editor de media continua a ser polido com várias melhorias de usabilidade:
Chega também suporte para imagens UltraHDR, detetadas automaticamente no carregamento, preservando o mapa de ganho HDR nas miniaturas geradas.
Outra atualização relevante é que os blocos Colunas e Galeria podem agora transformar-se diretamente numa variação de Grelha, preservando o conteúdo mas alterando o tipo de layout.
E na frente da colaboração em tempo real – ainda exclusiva do plugin Gutenberg – há um bom conjunto de correções de fiabilidade: um endpoint separado para persistência de documentos, melhorias no polling, gestão de salas proibidas e várias correções no sistema de anular.
O Developer Blog publicou um tutorial que resolve um problema clássico dos temas de blocos: como carregar uma parte de template diferente dependendo do contexto, por exemplo, mostrar uma barra lateral diferente consoante a categoria da publicação.
Nos temas clássicos isto era trivial, apenas alguma lógica PHP dentro do próprio template. Nos temas de blocos, no entanto, a solução habitual tem sido criar um template completamente novo para cada variante, mesmo quando apenas um pequeno fragmento da página muda, acabando por gerar uma coleção de templates quase idênticos.
A alternativa proposta pelo artigo passa por um filtro que é executado imediatamente antes de cada bloco ser renderizado e que permite intercetar e modificar os seus dados em tempo real. O interessante desta abordagem é que é resiliente por desenho: se uma parte de template específica não existir para determinada categoria, a original mantém-se simplesmente no lugar sem necessidade de lógica adicional, e só precisas de criar ficheiros para os casos em que algo realmente diferente é necessário.
A equipa de Plugins publicou um balanço que mostra que o seu apelo a voluntários em março funcionou. Três novas pessoas completaram a formação de cerca de dois meses e já estão a rever plugins ativamente todas as semanas.
O impacto na fila de revisão foi espetacular: em abril atingiu um pico de aproximadamente 1.050 plugins pendentes e, em poucas semanas, caiu quase para zero, apesar de os pedidos de submissão continuarem a bater recordes. Em maio, com a fila sob controlo, a equipa completou perto de 3.000 revisões iniciais num único mês, cerca de cinco por cento de todo o diretório, em comparação com aproximadamente 1.100 no mesmo mês do ano anterior.
O crescimento das submissões ilustra a dimensão do problema que estavam a resolver: maio atingiu um novo recorde de cerca de 700 pedidos semanais, isto é 2,7 vezes mais do que em 2025 e cinco vezes mais do que em 2024. A equipa reconhece abertamente que as ferramentas de IA têm sido essenciais para sustentar este ritmo, mas insiste que não substituem o julgamento humano: decisões de avaliação, conversas com autores de plugins e gestão de violações de políticas continuam a depender de revisores experientes.
A equipa de Comunidade abriu um debate interessante sobre algo que já não era questionado há algum tempo: se o dinheiro gasto em publicidade para WordCamps realmente funciona.
Os organizadores podem pedir até 400 dólares para marketing e publicidade através da bolsa Global Sponsorship, com o objetivo de atrair novos participantes e dar visibilidade ao evento na comunidade local.
O problema é que hoje não existe uma forma fiável de saber se esse investimento está a gerar resultados, se uma campanha nas redes sociais atrai novas pessoas ou apenas chega a quem já ia participar de qualquer forma, ou se uma menção numa newsletter tecnológica local vale mais do que um anúncio no Facebook.
Entre as ideias em avaliação estão adicionar uma pergunta simples e obrigatória na compra do bilhete, como “Como soubeste deste evento?”, com opções como redes sociais, recomendação de alguém, newsletter dos organizadores ou grupo da comunidade local; incorporar uma pergunta semelhante no inquérito pós-evento que os organizadores já preenchem se usaram o orçamento de marketing; e, a longo prazo, melhorar as ferramentas para medir isto de forma consistente entre eventos.
O Porto WordPress Meetup é esta semana, na quinta-feira, e vai responder a uma pergunta: e se o papel da IA no teu processo criativo não for escrever por ti, mas sim ajudar-te a pensar?
Jorge Calle, programador, vai partilhar o Creativity Flywheel, de Mike Schmitz, e os fluxos de trabalho de Personal Knowledge Management (ou Gestão de Conhecimento Pessoal) que utiliza para levar as ideias desde a fase de captura até ao artigo publicado.
Embora vá usar o Obsidian, o WordPress e o Claude Cowork para ilustrar o processo, as ferramentas são perfeitamente substituíveis: desde um simples caderno de notas até ao próprio WordPress.
Esta sessão será em inglês.
O Porto WordPress Meetup de Junho será no dia 25, às 19h00, em instalações cedidas pela Kaksi Media, na Rua Conde de Alto Mearim, 734, sala 2, em Matosinhos (próximo do centro da cidade).
A participação é, como sempre, gratuita mas solicita-se o registo de presença na página do evento no Meetup.com. A lotação é limitada.
E, por fim, este podcast é distribuído sob uma licença Creative Commons como versão derivada do podcast em espanhol; podes encontrar todas as ligações para mais informação, e o podcast noutros idiomas, em WPpodcast .org.
Obrigado por ouvires, e até ao próximo episódio.