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A guerra na Síria e a crise de refugiados – VE 4


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A guerra na Síria e a crise de refugiados. Como tudo começou? Acompanhe como a Primavera Árabe evoluiu até atingir a Síria e assolar o país com uma guerra civil culminando na atual crise de refugiados.

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Vamos à pauta!
Contexto Histórico
Assistimos nos dias de hoje uma das maiores crises mundiais em que milhões de sírios tentam chegar a um país na Europa a procura de segurança e condições dignas para viver. Essas pessoas fogem dos horrores de uma guerra civil, causada por um regime ditatorial extremamente violento, e de grupos radicais islâmicos que acreditam que causar o terror seja a forma mais eficiente de alcançar o poder. Os cidadãos sírios estão sendo massacrados em seu país natal, enquanto que o mundo, atônito, assiste a incrível fuga em massa de milhões de pessoas, e os países poderosos nada fazem para acabar com a brutalidade que massacra e tortura milhares de crianças e pessoas inocentes.
Para entender melhor como tudo começou, é preciso entender o que é chamado de Primavera Árabe e conhecer como o regime ditatorial se estabeleceu na Síria. Primeiro vamos abordar a Primavera Árabe.
Primavera Árabe
A Primavera Árabe é o nome dado a uma onda de protestos que começou em 2010 em diversos países do norte da África e Oriente Médio. Tudo começou em 17 de dezembro de 2010 na Tunísia, quando Mohamed Bouazizi, um jovem vendedor de rua de 26 anos, ateou fogo em seu próprio corpo ao ter suas mercadorias confiscadas pelo governo e negado o seu direito de vender nas ruas. O jovem tunisiano ajudava sua mãe e irmã com o dinheiro das frutas e verduras que vendia e teve sua mercadoria confiscada por não querer pagar propina aos policiais. Esse ato foi o estopim para revolta dos cidadãos tunisianos que já estavam descontentes com a corrupção no governo, o alto custo de vida e o alto nível de desemprego do país. A revolução na Tunísia ficou conhecida como a Revolução de Jasmim e terminou com a saída do Presidente Zine El Abidine Ben Ali após 24 anos de governo.
O exemplo da Tunísia desencadeou nos países vizinhos um efeito avalanche de protestos e manifestações. O povo acordou, de fato, tendo esperança de uma vida melhor e sem a opressão que viviam há décadas. Após a Tunísia, manifestações foram vistas em diversos países como Argélia, Jordânia, Omã, Egito, Iêmen, Bahrain, Líbia e Síria. Em muitos desses países houve grandes protestos e luta armada, sendo a guerra civil na Síria uma das mais terríveis e violentas.
Para entender melhor a violência na Síria de hoje, é preciso entender como a família al-Assad entrou no poder e governa a Síria desde 1971.
Histórico do regime governamental na Síria
Em 1971, após um golpe de estado Hafez al-Assad toma o poder na Síria e torna-se presidente. O governo de al-Assad é conhecido pelo forte controle do Estado e brutal repressão aos seus opositores. Em 1973, uma nova Constituição foi promulgada, garantindo a liderança do Partido Baath de Hassez al-Assad e concedendo poderes absolutos ao Presidente em todas as áreas. Paralelamente às forças de segurança do governo, o regime criou milícias pró-regime em todas as cidades: civis armados comprometidos com o combate a todas as formas de oposição ao governo de Assad. A intervenção do Estado em todos os níveis, juntamente com as políticas de repressão, garantiram a Hafez al-Assad a sua manutenção no poder. A violência do governo de al-Assad conheceu o seu ponto mais alto no conhecido massacre de Hama, em 1982, no qual, na sequência de uma revolta liderada pela Irmandade Muçulmana,
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