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Uma mãe cobrou aluguel do filho durante 12 anos e depois devolveu todo o dinheiro. Uma atitude exemplar?
Para mim, uma péssima lição de educação financeira.
Neste episódio, parto dessa fábula que minha filha me enviou para discutir os desafios de ensinar os filhos a lidar com o dinheiro. Reflito sobre minha experiência como pai de dois filhos e questiono a diferença entre ensinar acumprir obrigações e ensinar a poupar, investir e fazer escolhas.
Afinal, educar financeiramente não é ensinar os filhos a obedecer, mas prepará-los para tomar boas decisões quando não estivermos mais por perto.
Existem diversas formas de aprender, mas nenhuma é mais barata do que aprender com os erros alheios.
Neste episódio, conto a história real de uma amiga que, depois de uma vida de conforto, viagens internacionais euma carreira bem-sucedida, chegou aos 58 anos diante de uma situação financeira dramática.
O principal erro? Ter abandonado, anos antes, seu plano deprevidência complementar, acreditando que o padrão de vida conquistado e o INSS seriam suficientes para garantir uma aposentadoria tranquila.
A partir dessa história, explico por que ter uma renda elevadanão significa construir patrimônio, como a previdência pública vem perdendo sua capacidade de manter o padrão de vida dos aposentados e por que o tempo é o recurso mais valioso no planejamento financeiro.
Minha amiga descobriu essas lições tarde demais. Você ainda pode aprender com a experiência dela.
Afinal, tapetes persas não garantem aposentadoria.
Por que viajamos?
Talvez a resposta esteja muito antes dos aviões, hotéis e roteiros turísticos. Há milhares de anos, nossa espécie já cruzava continentes movida pela necessidade, mas também pela curiosidade de descobrir o que existia além do horizonte.
Há uma palavra da língua alemã que me parece responder à questão de modo muito mais convincente: Wanderlust. Ela reúne wandern, que significa caminhar ou vaguear, e Lust, desejo ou vontade. Em outras palavras, é esse desejo profundo de viajar, de sair do lugar conhecido e descobrir o que existe mais adiante.
E, se tudo der certo, quando este episódio for ao ar, eu e a Celina estaremos justamente fazendo isso: viajando do nosso jeito pela África do Sul, no continente ancestral da nossa espécie, entre natureza, caminhadas, boa comida,vinho e tempo para contemplar.
#viajar #férias
Cartão de crédito: ferramenta ou armadilha?
Neste episódio, explico por que o problema não está no cartão, mas na forma como ele é usado. Falo sobre pontos, cashback, parcelamento, crédito rotativo, juros e os sinais deque o cartão deixou de ajudar e começou a atrapalhar.
A pergunta certa não é se o cartão é bom ou ruim; é se ele é bom para você.
Você sabe a diferença entre volatilidade e risco?
E por que um investimento pode cair de preço sem que você esteja, necessariamente, perdendo dinheiro?
Neste episódio, explico de forma simples o que é volatilidade e por que ela pode enganar nossa percepção de risco.
Ações e títulos públicos ou privados são negociados em mercados onde os preços se formam todos os dias. Por isso,vemos suas oscilações o tempo inteiro e temos a sensação de que esses investimentos são mais arriscados.
Já uma empresa de capital fechado ou um imóvel não têm uma cotação diária aparecendo na tela. Como não vemos o preço mudar todos os dias, podemos ter uma falsa sensação de estabilidade.
Mas não enxergar a oscilação não significa que ela não exista.
Entender essa diferença entre volatilidade e risco pode mudar a forma como você toma decisões e, principalmente, evitar que abandone bons investimentos apenas porque o preço caiu temporariamente.
Para mostrar como isso acontece na prática, conto a história real de um casal que decidiu vender sua casa e, apartir daí, viveu as dores, as dúvidas e também as boas surpresas do mercado de investimentos.
Uma história sobre dinheiro, medo, tranquilidade e sobre a importância de saber por que você investiu.
Os personagens são reais, porém seus nomes e alguns detalhes foram alterados para preservar a privacidade dosmesmos.
Por que é tão mais fácil enxergar o risco do Brasil quebrar do que perceber a oportunidade escondida atrás dele? Neste episódio, falo sobre o viés da negatividade, a razão pela qual más notícias prendem tanto a nossa atenção, e como esse mesmo mecanismo mental pode nos fazer perder boas oportunidades de investimento.
Mostro que, na evolução dos humanos, a notícia de um tigre faminto atrás de uma curva despertava muito mais atenção do que a notícia de várias árvores cheias de frutas maduras na beira do rio.
Uso essa ideia para discutir o risco fiscal brasileiro e por que ele é, ao mesmo tempo, um problema real e parte do motivo pelo qual os títulos Tesouro IPCA+ pagam juros tão altos hoje. Em países sem risco fiscal, como a Suécia, os juros reais são de apenas 1% ao ano.
Neste episódio você vai encontrar:
- Por que o Brasil paga juros reais tão elevados nos seus títulos públicos
- Como funciona a marcação a mercado e o "desconto" nos títulos com juros semestrais
- Os principais riscos de investir em Tesouro IPCA+ (e como colocá-los em perspectiva)
Porque, entre tigres e árvores carregadas de frutas, talvezo segredo esteja em conseguir se livrar do tigre, saber que nem sempre ele estará lá e entender que se ele nos paralisar vamos acabar com fome por mede de colher as frutas maduras.
Warren Buffett passou a vida escolhendo empresas e vencendo o mercado. O desempenho de seus investimentos teria transformado US$ 100 aplicados em 1965 em cerca de US$ 6,1 milhões em 2025.
Ele é considerado o maior investidor ativo da história. Mesmo assim, orientou a própria família a não tentar fazer o que ele fez.
Neste episódio, conto a história de John Bogle, o homem que transformou a “mediocridade” em uma das estratégias de investimento mais eficientes da história.
Na carta aos acionistas de 2017, Buffett disse: “Se algum dia erguerem uma estátua para homenagear a pessoa que mais fez pelos investidores americanos, a escolha deveria ser Bogle.”
Falo dos dados do SPIVA, relatório da S&P Dow Jones que compara o desempenho dos fundos de gestão ativa com seus índices de referência, e explico por que quase 90% dos fundos ativos americanos de grandes empresas ficaram abaixo do S&P 500 no período de dez anos encerrado em 2025.
Também explico como surgiram os ETFs e por que o PIBB11, o primeiro ETF brasileiro, continua sendo uma das formas mais simples, diversificadas e baratas de investir na bolsa brasileira.
Procurar a agulha no palheiro pode parecer mais inteligente e sofisticado. Mas será que não é mais eficiente comprar o palheiro inteiro?
Tenho convicção de que este episódio pode mudar a maneira como você entende e escolhe seus investimentos.
Muitos sonham em parar de trabalhar, mas poucos se perguntam o que farão quando o crachá, as reuniões e os e-mails deixarem de organizar seus dias.
Neste episódio, falo sobre aposentadoria, propósito, saúde, vínculos e a pergunta que nenhuma planilha consegue responder: se você tivesse renda suficiente para nunca mais trabalhar, do que seria feita uma terça-feira comum?
Cinco estrelas não ganham jogos. E muito menos garantem seu futuro financeiro.O que o futebol e o navio de Teseu ensinam sobre finanças, status e a armadilha de viver do passado.
Uma provocação feita após Brasil x Japão serve de ponto de partida para uma reflexão que vai muito além doesporte. Afinal, até que ponto uma história de sucesso continua tendo valor quando tudo mudou?
Neste episódio, falo sobre o famoso Paradoxo do Navio de Teseu e mostro como ele ajuda a entender a ascensão e aqueda de impérios, países, empresas e famílias. Kodak, Nokia e Netscape pareciam inabaláveis. Não eram. A história está repleta de exemplos de quem acreditou que o sucesso de ontem seria suficiente para garantir o amanhã.
Mas a armadilha talvez seja ainda mais perigosa nas finanças pessoais. Promoções, bônus e aumentos de renda costumam ser tratados como permanentes. Aos poucos, o padrão de vida sobe, os gastos se consolidam e a prosperidade passa a parecer um direito adquirido.
Será que estamos construindo patrimônio ou apenas financiando uma imagem de sucesso?
Um episódio sobre humildade financeira, planejamento e a importância de nunca confundir conquistas passadascom garantias para o futuro.
De médico e de louco todo mundo tem um pouco. Mas e de investidor?
Quando você olha para o preço de uma ação, está vendo a opinião de um especialista brilhante ou o julgamento coletivo de milhões de pessoas?
Por décadas, investidores, economistas e pesquisadores tentaram responder a uma das perguntas mais fascinantes das finanças: é possível ganhar do mercado de forma consistente ou a inteligência da multidão é mais poderosa do que qualquer indivíduo?
Neste episódio, vamos da democracia à Bolsa de Valores, da Hipótese dos Mercados Eficientes às Finanças Comportamentais de Daniel Kahneman, para explorar um paradoxo intrigante: o mercado só se torna eficiente porque milhares de profissionais dedicam suas vidas tentando provar que ele não é.
Ao longo do caminho, compartilho também minha própria trajetória como investidor e a conclusão a que cheguei depois de mais de quatro décadas investindo, estudando e ensinando finanças.
Porque talvez a pergunta mais importante não seja como vencer o mercado.
Talvez a pergunta seja: como evitar ser vencido por você mesmo?
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