
Sign up to save your podcasts
Or


A VISEIRA
"Escuto o trovoar do alto estandarte? O que queres?" - Disse o Tempo.
"Quem muda o caminho das ovelhas?" disse o Ideal ao Tempo
- "Não podem descobrir que sou carne, que sou o abismo, que servem a mim!"
"Suponho que você queira realoca-lo – Disse o Tempo.
Eu só os faço seguir.
- Já o vejo! Eis o desvirtuoso." - Disse apontando para as colinas.
Vislumbrando o múltiplo estava a alguém, com sua viseira quebrada, mudando o curso do bando, chamando-os para o novo.
O ideal some de vista no horizonte. O bando para, ajoelha-se.
Com vestes douradas, o Ideal se aproxima do desordeiro.
- Sabe que o tempo desgasta suas coisas.
O humilde homem mantém-se prostrado.
O Ideal troca as viseiras com delicadeza e palavras doces.
Diz: "Te tirei do grande perigo. Grande perigo! Volte agora meu Universo.".
Volta ao horizonte. O bando volta a caminhar em direção ao seu brilho
O Ideal sussura para o Tempo.
- Dá a ele um relógio dourado e afrouxa no punho dele seu ritmo.
- A bateria acaba, diz o Tempo com um leve sorriso.
- Eu troco, replica o Ideal.
O Tempo então segue com sua viseira de pulso. A observa e pensa: “Dura como o ouro, sangra a cada segundo.”
O Tempo ri encarando o brilho, estático e ignorante acerca de que com o bando, o Tempo caminha até ele. “Que divertido é o Ideal. Sangra, e molda humanos.”
Artur Uchôa
By Macna LegendsA VISEIRA
"Escuto o trovoar do alto estandarte? O que queres?" - Disse o Tempo.
"Quem muda o caminho das ovelhas?" disse o Ideal ao Tempo
- "Não podem descobrir que sou carne, que sou o abismo, que servem a mim!"
"Suponho que você queira realoca-lo – Disse o Tempo.
Eu só os faço seguir.
- Já o vejo! Eis o desvirtuoso." - Disse apontando para as colinas.
Vislumbrando o múltiplo estava a alguém, com sua viseira quebrada, mudando o curso do bando, chamando-os para o novo.
O ideal some de vista no horizonte. O bando para, ajoelha-se.
Com vestes douradas, o Ideal se aproxima do desordeiro.
- Sabe que o tempo desgasta suas coisas.
O humilde homem mantém-se prostrado.
O Ideal troca as viseiras com delicadeza e palavras doces.
Diz: "Te tirei do grande perigo. Grande perigo! Volte agora meu Universo.".
Volta ao horizonte. O bando volta a caminhar em direção ao seu brilho
O Ideal sussura para o Tempo.
- Dá a ele um relógio dourado e afrouxa no punho dele seu ritmo.
- A bateria acaba, diz o Tempo com um leve sorriso.
- Eu troco, replica o Ideal.
O Tempo então segue com sua viseira de pulso. A observa e pensa: “Dura como o ouro, sangra a cada segundo.”
O Tempo ri encarando o brilho, estático e ignorante acerca de que com o bando, o Tempo caminha até ele. “Que divertido é o Ideal. Sangra, e molda humanos.”
Artur Uchôa