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Nesta semana olhamos para um dos debates mais carregados — e mais mal compreendidos — em torno da inteligência artificial: o impacto real no trabalho qualificado, a nova vaga de investimento bilionário e o choque crescente entre empresas, Estados e reguladores.
Começamos pelo trabalho. Contra a narrativa dominante do “massacre” dos empregos white-collar, analisamos dados e argumentos que apontam para um cenário mais complexo: a AI não está a substituir profissões inteiras, mas a reconfigurar tarefas, hierarquias e expectativas de produtividade. O efeito líquido não é extinção imediata — é transformação estrutural, com vencedores, perdedores e uma pressão inédita sobre o valor do trabalho humano.
Passamos depois para o capital. Entre conversas de investimentos de dezenas de milhares de milhões de dólares, promessas de scale quase ilimitado e startups avaliadas em biliões sem produto nem receita, discutimos o que está realmente a ser financiado nesta fase da AI: tecnologia, poder estratégico, opcionalidade futura — ou pura corrida ao posicionamento.
No plano político e institucional, o episódio ganha tensão. Da Europa a abrir processos contra serviços de AI, ao Pentágono a entrar em conflito com fornecedores sobre limites éticos e operacionais, fica claro que a AI já não é apenas um tema de inovação — é um ativo geopolítico. Regulação, contratos públicos, defesa e soberania tecnológica passam a definir quem pode escalar, onde e com que regras.
Fechamos com uma leitura integrada do momento atual: a AI entra numa fase adulta, menos sobre demos impressionantes e mais sobre trabalho, capital e legitimidade. Uma fase em que emprego, investimento e poder institucional deixam de ser temas separados — e passam a ser o verdadeiro campo de batalha.
Entre outros temas.
Links:
AI e empregos white-collar: https://www.economist.com/finance-and-economics/2026/01/26/why-ai-wont-wipe-out-white-collar-jobs https://www.ft.com/content/e5c73976-46af-49e6-987d-ee34b11d0e4a
Regulação e fricção institucional (UE / X / Grok): https://www.wsj.com/tech/eu-launches-probe-of-xs-grok-ai-service-2bf21c5f?mod=Searchresults&pos=1&page=1
Defesa e limites operacionais: https://www.wsj.com/tech/ai/anthropic-pentagon-clash-over-limits-on-ai-imperils-200-million-contract-947d5f33?mod=ai_lead_story
O mega-ciclo de investimento (OpenAI / Amazon / SoftBank): https://www.wsj.com/tech/ai/amazon-in-talks-to-invest-up-to-50-billion-in-openai-43191ba0?mod=ai_lead_pos1 https://www.wsj.com/tech/ai/softbank-in-talks-to-invest-up-to-30-billion-more-in-openai-8585dea3?mod=ai_trendingnow_article_pos5
A “bolha” e as avaliações sem produto: https://www.wsj.com/tech/ai/these-billion-dollar-ai-startups-have-no-products-no-revenue-and-eager-investors-97c0a9ba?mod=ai_trendingnow_article_pos4
By Álvaro SamagaioNesta semana olhamos para um dos debates mais carregados — e mais mal compreendidos — em torno da inteligência artificial: o impacto real no trabalho qualificado, a nova vaga de investimento bilionário e o choque crescente entre empresas, Estados e reguladores.
Começamos pelo trabalho. Contra a narrativa dominante do “massacre” dos empregos white-collar, analisamos dados e argumentos que apontam para um cenário mais complexo: a AI não está a substituir profissões inteiras, mas a reconfigurar tarefas, hierarquias e expectativas de produtividade. O efeito líquido não é extinção imediata — é transformação estrutural, com vencedores, perdedores e uma pressão inédita sobre o valor do trabalho humano.
Passamos depois para o capital. Entre conversas de investimentos de dezenas de milhares de milhões de dólares, promessas de scale quase ilimitado e startups avaliadas em biliões sem produto nem receita, discutimos o que está realmente a ser financiado nesta fase da AI: tecnologia, poder estratégico, opcionalidade futura — ou pura corrida ao posicionamento.
No plano político e institucional, o episódio ganha tensão. Da Europa a abrir processos contra serviços de AI, ao Pentágono a entrar em conflito com fornecedores sobre limites éticos e operacionais, fica claro que a AI já não é apenas um tema de inovação — é um ativo geopolítico. Regulação, contratos públicos, defesa e soberania tecnológica passam a definir quem pode escalar, onde e com que regras.
Fechamos com uma leitura integrada do momento atual: a AI entra numa fase adulta, menos sobre demos impressionantes e mais sobre trabalho, capital e legitimidade. Uma fase em que emprego, investimento e poder institucional deixam de ser temas separados — e passam a ser o verdadeiro campo de batalha.
Entre outros temas.
Links:
AI e empregos white-collar: https://www.economist.com/finance-and-economics/2026/01/26/why-ai-wont-wipe-out-white-collar-jobs https://www.ft.com/content/e5c73976-46af-49e6-987d-ee34b11d0e4a
Regulação e fricção institucional (UE / X / Grok): https://www.wsj.com/tech/eu-launches-probe-of-xs-grok-ai-service-2bf21c5f?mod=Searchresults&pos=1&page=1
Defesa e limites operacionais: https://www.wsj.com/tech/ai/anthropic-pentagon-clash-over-limits-on-ai-imperils-200-million-contract-947d5f33?mod=ai_lead_story
O mega-ciclo de investimento (OpenAI / Amazon / SoftBank): https://www.wsj.com/tech/ai/amazon-in-talks-to-invest-up-to-50-billion-in-openai-43191ba0?mod=ai_lead_pos1 https://www.wsj.com/tech/ai/softbank-in-talks-to-invest-up-to-30-billion-more-in-openai-8585dea3?mod=ai_trendingnow_article_pos5
A “bolha” e as avaliações sem produto: https://www.wsj.com/tech/ai/these-billion-dollar-ai-startups-have-no-products-no-revenue-and-eager-investors-97c0a9ba?mod=ai_trendingnow_article_pos4