Entre meus dedos
Escorregaram pétalas e pensamentos
Um lápis, um pedaço de papel e o lenço
Cobrindo mesas, sem aborrecimentos
Vieram noites... passaram-se os dias
Aceito o recado, quando não mais queria
Entre os mesmos dedos
Aponta-me o lapso, o quanto ouvirias
Disse, quando esqueci que era dia
A vida segura a teu lado,
Um verso contente, apaixonado
Entre abraços e beijos molhados
As sombras da noite, uma doce alegria
Teus olhos, uma luz que só a lua daria
Dois dias contados de amor!
Um primeiro, enquanto meu sol te sentia
Como perfume de primavera, traz frescor
Uma flor... a esconder no sorriso a espera
De todo silêncio... virias dizer
Noutro segundo, tal como relógio
Apressava as horas e os desejos
Da paixão corrente e, ansiosos beijos
A tempo de acalmar a tarde
Das leves gotas que nos brotou
E sufocar os meus e todos outros medos.
AMOR DE CADA UM
erhi Araujo