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Ana Maria Nacinovic Correa foi uma guerrilheira brasileira que acabou assassinada pelo regime militar. Nascida em 1947, AM viveu com privilégios durante a juventude, na Zona Sul do RJ. Era excelente aluna e fazia aulas de piano. Casou-se cedo, separou-se e, aos 21 anos de, ingressou na Faculdade de Belas Artes da UFRJ, como segunda colocada pela nota do vestibular. Era 1968, e a ditadura militar estava entrando em seu período mais sombrio. AM tornou-se integrante da Ação Libertadora Nacional, grupo criado por Carlos Marighella. Em 1971, foi transferida pela ALN para SP, e participou de uma série de ações armadas contra o regime; no mesmo ano, seria a única sobrevivente de uma emboscada do DOI-CODI contra o grupo, e testemunhou três de seus companheiros serem fuzilados. Em junho de 1972, AM e quatro companheiros da ANL foram denunciados ao DOI-CODI pelo dono de um restaurante que reconheceu os jovens através dos cartazes de terroristas procurados pelo governo. Ao saírem do restaurante, os guerrilheiros foram fuzilados à queima-roupa. Na época, o governo afirmou e a imprensa divulgou que os militantes teriam resistido à prisão; no entanto, os corpos dos guerrilheiros não foram levados ao necrotério, e o local do suposto enfrentamento, nem as armas utilizadas, foram periciados. Mesmo considerada oficialmente morta pelo governo, em 1973, Ana Maria foi condenada a doze anos de prisão in absentia. Ela tinha 25 anos quando foi assassinada. Em 1997, o Estado seria oficialmente responsabilizado pela morte de Ana Maria Nacinovic Correa.
By Maitê Proença5
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Ana Maria Nacinovic Correa foi uma guerrilheira brasileira que acabou assassinada pelo regime militar. Nascida em 1947, AM viveu com privilégios durante a juventude, na Zona Sul do RJ. Era excelente aluna e fazia aulas de piano. Casou-se cedo, separou-se e, aos 21 anos de, ingressou na Faculdade de Belas Artes da UFRJ, como segunda colocada pela nota do vestibular. Era 1968, e a ditadura militar estava entrando em seu período mais sombrio. AM tornou-se integrante da Ação Libertadora Nacional, grupo criado por Carlos Marighella. Em 1971, foi transferida pela ALN para SP, e participou de uma série de ações armadas contra o regime; no mesmo ano, seria a única sobrevivente de uma emboscada do DOI-CODI contra o grupo, e testemunhou três de seus companheiros serem fuzilados. Em junho de 1972, AM e quatro companheiros da ANL foram denunciados ao DOI-CODI pelo dono de um restaurante que reconheceu os jovens através dos cartazes de terroristas procurados pelo governo. Ao saírem do restaurante, os guerrilheiros foram fuzilados à queima-roupa. Na época, o governo afirmou e a imprensa divulgou que os militantes teriam resistido à prisão; no entanto, os corpos dos guerrilheiros não foram levados ao necrotério, e o local do suposto enfrentamento, nem as armas utilizadas, foram periciados. Mesmo considerada oficialmente morta pelo governo, em 1973, Ana Maria foi condenada a doze anos de prisão in absentia. Ela tinha 25 anos quando foi assassinada. Em 1997, o Estado seria oficialmente responsabilizado pela morte de Ana Maria Nacinovic Correa.