Neste episódio de "O sangue que há em nós” Ana Rogado, mãe e cuidadora de uma pessoa com Linfoma de Hodgkin, fala-nos da sua experiência. Como se cuida do cuidador? “No início não pensei nisso… o mundo à nossa volta deixa de existir… o nosso foco é cuidar”. Apenas passados cerca de quatro anos a Ana Rogado começou a compreender que para poder continuar a cuidar da sua filha tinha também de cuidar de si própria. Compreendeu que ter autoconsciência é difícil e, por essa razão, é fácil “ir por ali abaixo” em esgotamento físico e emocional. No seu caso, decidiu procurar apoio psicológico quando a sua fragilidade era já visível também para a família. Depois de estar restabelecida emocionalmente, preocupou-se em cuidar mais de si e aprendeu que para cuidar bem tem de estar bem. “Aprendi muito com esta doença” reafirma-nos a Ana. Hoje, 8 anos depois de tudo ter começado, considera estar mais saudável do que no início. Como conselho, reforça a importância do conhecimento sobre a doença e sobre os cuidados necessários nas diversas fases da sua evolução, destacando a disponibilidade de informação confiável que hoje existe e que não existia no início desta sua jornada. Neste episódio de "O sangue que há em nós”, Ana Rogado destaca ainda a importância da APCL para a disponibilização de informação e de apoio e deseja que no futuro possa existir uma maior atenção ao cuidador, “uma simples conversa” sobre os sinais de alerta poderia mudar muito a realidade dos cuidadores. / Um programa apresentado pela jornalista Teresa Bizarro e gravado no Estúdio Roda dos Sons pela Attic / Realização: João Marques Cunha / Assistente de realização e som: Tiago Freitas / Design e edição: 4 Elementos - Ana Luísa Bolsa / Música: "Second Chance", de Dimiter Yordanov, Audiosocket.