A inovação do modelo proposto está baseada na integração entre a representação de conhecimento através das cadeias semânticas com a conectividade fornecida pelas redes neuronais. Essa integração estabelece o aumento da abstração do processo conectivo proposto pela rede neural artificial. A nova abstração apresenta nodos conectivos baseados em diferentes níveis definidos por uma ontologia e implementados por um grafo que armazena o conhecimento nos respectivos mapas conceituais.
No formulário do atendimento clínico pode-se observar que a representação do conhecimento é realizada através dos mapas conceituais. A análise automatizada de bancos de informações (imagens, registros de exames e dados clínicos), através deste modelo, permite estabelecer o grau de relacionamento de um contexto específico de um paciente, as respectivas possibilidades mais relevantes, propondo uma padronização e simplificação do diagnóstico. A ideia de uso da tecnologia proposta é ajudar a relacionar estas informações básicas suprindo os especialistas com as informações relevantes a cada momento. O objetivo é contribuir com o desenvolvimento de tecnologia para ajudar o médico especialista a realizar um diagnóstico acurado.
A seguir são apresentados alguns aspectos relacionados à complexidade de criação dessas bases: superação de problemas éticos, propriedade das informações, usabilidade do sistema, assim como, privacidade e segurança dos dados. Uma estratégia para a solução desses problemas foi fornecida inicialmente por Alex Pentland do MIT, que contextualizou o uso do grande volume de informações relacionadas ao comportamento das pessoas associado à computação móvel e ou Web. A contribuição do autor nesta proposta é a transferência do foco do problema. Inúmeras iniciativas de implementação de uma solução de prontuário eletrônico integrado esbarram nos problemas de um grande sistema centralizado, que deveria permitir a integração de todas as instituições de saúde através de uma rede.
A new eco tem uma iniciativa sobre um outro ponto de vista. O foco é a pessoa ter a propriedade dos seus dados de saúde. Essa pessoa poderia permitir o acesso de seus dados ao médico que estivesse realizando um atendimento e ou diagnóstico. Por outro lado, o profissional que realizou o diagnóstico também teria direito aos dados que ele gerou para o paciente. Essa propriedade não daria, ao paciente, direito de alteração das informações que estariam assinadas digitalmente pelos médicos através de um processo de certificação digital (BlockChain) associado ao seu CRM. Esse compartilhamento de informações seria a estratégia de uso da solução. Assim, seria possível disponibilizar o super app não só para o paciente (paciente.health.eco.br), mas também para o médico (doctor.health.eco.br) e ou instituições como: Unidades de Pronto Atendimento, Unidades Básicas de Saúde, clínicas e hospitais.