Viviane Pinheiro Roque é pianista de uma família de musicistas, estudou música desde a infância passando pelo Conservatório de Tatuí, é professora mas a maior parte de sua renda vem de tocar em várias frentes de trabalho, especialmente, com música instrumental. Tem um piano acústico, um digital e uma escaleta. Vivi, como é conhecida, tem toda uma relação com a cultura do skate. Em termos de mercado ela considera justo o esquema do SESC, é chamada para tocar pelas bandas com quem tem contato, na pandemia fez vídeo-aulas de consciência rítmica, publica suas músicas no Instagram mas também no Spotify como com o Projeto Octeta, um coletivo de mulheres instrumentistas, formado em 2019 e que só se apresentou este ano no SESC Sorocaba, seu primeiro trabalho concebido como autoral, através de experiências xamânicas e depois de fazer parte de muitos grupos onde a maioria era, predominantemente, de homens.
Sua formação é em piano erudito. Estudou com André Marques em busca de uma sonoridade que lhe caísse bem. Músicas que puderam ser ouvidas na exposição do projeto Originários, de Leandro Pires, na Faculdade ANCLIVEPA. Gosta de compor mas não se força a escrever, permeada por suas influências e seu processo de criação. É feminista e tem um posicionamento crítico com relação à postura de homens para com as mulheres e destaca a onda neo-fascista pela qual passa o globo, especialmente, o conflito na Palestina, defendendo a necessidade de auto-organização coletiva ao apontar que a correlação de forças entre direita e esquerda, e assinala seu papel político nos coletivos que integra, onde a internet tem um papel relevante.
Vivi fala da relação com produtores, da malandragem de algumas casas no que diz respeito aos acertos de contas, assim como a morosidade da prefeitura de São Paulo, da ausência das trompas na música popular e de como formou um quarteto com um trompista para tocar música Latina Americana, assim como a gravação da música “Sinal de Perigo”, de Fabio Luiz Pimentel e Rodrigo de Oliveira Taufic, escrita para o Festival FESTECO em Piracicaba no ano de 2016 e que foi produzida em 2022, com Leandro Matos e o trombonista Sergio Coelho.
Seu foco em São Paulo exige muito de seu tempo, mas pensa em fazer um curso de piano online onde a tecnologia tem um lugar no seu trabalho. Viviane se formou na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), onde a conheci, e sua casa em São Paulo opera como um estúdio onde ela faz ensaios e o piano teve de subir as escadas. Casa que abriga seu pandeiro.
Para iniciar na profissão você precisa de uma relação brincante com o piano, com a percepção, com a simetria do intervalo entre as teclas e o canto, que é um dos estudos necessários, bem como a percepção das oitenta e oito notas brancas e pretas, combinadas, através de um contato natural e harmônico com este instrumento encantador.
Texto por Fabio Luiz Pimentel
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