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[Intro]
Não é ódio à fé — é amor ao método.
Não é blasfêmia — é diagnóstico.
[Verso 1 – Russell]
Russell já dizia: crença não é virtude,
É hábito emocional vestido de atitude.
Quando a prova falha, chamam de mistério,
Mas mistério não é argumento sério.
“Por que não sou cristão?” — pergunta direta,
Assusta quem vive de resposta quieta.
O absurdo não morreu, só mudou o cenário:
Antes era a fogueira, hoje é o lobby no plenário.
Einstein dizia, exausto de ser atacado,
Por quem guarda ignorância porque lucra com o errado.
Meslier, padre ateu, já denunciava a farsa:
Igreja inchada, rica, vivendo do pobre que sangra.
[Verso 2 – Nietzsche]
Nietzsche avisou: Deus morreu — sem alarme,
O cadáver apodrecia há séculos no estandarte.
Moral de rebanho, culpa como controle,
Fraqueza vira virtude, poder escolhe e se impõe.
Chamam submissão de humildade cristã,
Enquanto o mando real se planeja amanhã.
Não é transcendência nem verdade celestial,
É tecnologia social pra manter tudo igual.
Como Hitchens lembrava, sem véu nem perdão:
Religião envenena tudo — nada toca sem contaminação.
[Refrão]
Ciência pede dados.
Fé pede silêncio.
Uma constrói futuros,
A outra pede paciência.
Vão rir de nós no futuro distante:
“Como chamaram dogma de valor dominante?”
[Verso 3 – Foucault]
Foucault chega e desmonta o altar:
Saber é poder — vem de quem pode falar.
Quem define o normal? Quem pune o desvio?
Quem chama violência de “desígnio divino”?
— silêncio —
Corpos vigiados, desejos culpados,
Sexo vira crime contra um Deus calado.
Enquanto o abuso cresce dentro do lar sagrado,
Não é falha moral — é sistema bem montado.
Controle simbólico, dor se acumulando,
Culpa pela carne, poder se reproduzindo em mando.
[Verso 4 – Sagan]
Sagan olhava o céu, com assombro contido:
“Somos pó de estrelas”, não povo escolhido.
Mas trocaram o espanto cósmico por medo infantil,
Preferiram certezas falsas ao vazio sutil.
E Sagan perguntava, sem vaidade ou arrogância:
Quem é mais humilde — quem investiga ou quem crê na infalibilidade sem distância?
Sem pensamento crítico, a sociedade cai,
Vira presa fácil de quem grita mais alto e manda rezar.
Não é ateísmo por raiva ou provocação,
É defesa mínima contra a manipulação.
[Ponte]
Se a fé fosse freio da violência,
Os números cairiam junto com a crença.
Mas os dados não rezam, não pedem perdão,
Eles só mostram quem falhou na missão.
[Verso 5 – Brasil]
País que mais mata quem foge da norma,
Mas insiste que a moral cristã ainda funciona.
Estado laico no papel, púlpito no poder,
Enquanto menina apanha antes de aprender a ler.
A maioria dos estupros acontece dentro de casa.
Não foi Darwin que fez isso — foi a omissão sagrada.
Silêncio cúmplice, tradição preservada,
A ciência grita — e é chamada de ofensiva e calada.
[Refrão – Final]
O futuro vai perguntar, sem dó nem carinho:
“Por que deram poder a quem odiava o caminho?”
Prometeram verdade, prometeram salvação,
Mas deixaram seguidores presos ao peso da culpa e da submissão.
A história não absolve fé sem evidência,
Nem chama atraso moral de coexistência.
Nem chama controle de amor.
Transformando grandes ideias em torno do ateísmo em forma de música. Estamos em um número grande de plataformas de podcast, procure na sua favorita. No Spotify, por motivos que não sei, não aparece, mas aparece em outras plataformas.
Lista, não excludente, sendo atualizada:
By Jorge Guerra Pires[Intro]
Não é ódio à fé — é amor ao método.
Não é blasfêmia — é diagnóstico.
[Verso 1 – Russell]
Russell já dizia: crença não é virtude,
É hábito emocional vestido de atitude.
Quando a prova falha, chamam de mistério,
Mas mistério não é argumento sério.
“Por que não sou cristão?” — pergunta direta,
Assusta quem vive de resposta quieta.
O absurdo não morreu, só mudou o cenário:
Antes era a fogueira, hoje é o lobby no plenário.
Einstein dizia, exausto de ser atacado,
Por quem guarda ignorância porque lucra com o errado.
Meslier, padre ateu, já denunciava a farsa:
Igreja inchada, rica, vivendo do pobre que sangra.
[Verso 2 – Nietzsche]
Nietzsche avisou: Deus morreu — sem alarme,
O cadáver apodrecia há séculos no estandarte.
Moral de rebanho, culpa como controle,
Fraqueza vira virtude, poder escolhe e se impõe.
Chamam submissão de humildade cristã,
Enquanto o mando real se planeja amanhã.
Não é transcendência nem verdade celestial,
É tecnologia social pra manter tudo igual.
Como Hitchens lembrava, sem véu nem perdão:
Religião envenena tudo — nada toca sem contaminação.
[Refrão]
Ciência pede dados.
Fé pede silêncio.
Uma constrói futuros,
A outra pede paciência.
Vão rir de nós no futuro distante:
“Como chamaram dogma de valor dominante?”
[Verso 3 – Foucault]
Foucault chega e desmonta o altar:
Saber é poder — vem de quem pode falar.
Quem define o normal? Quem pune o desvio?
Quem chama violência de “desígnio divino”?
— silêncio —
Corpos vigiados, desejos culpados,
Sexo vira crime contra um Deus calado.
Enquanto o abuso cresce dentro do lar sagrado,
Não é falha moral — é sistema bem montado.
Controle simbólico, dor se acumulando,
Culpa pela carne, poder se reproduzindo em mando.
[Verso 4 – Sagan]
Sagan olhava o céu, com assombro contido:
“Somos pó de estrelas”, não povo escolhido.
Mas trocaram o espanto cósmico por medo infantil,
Preferiram certezas falsas ao vazio sutil.
E Sagan perguntava, sem vaidade ou arrogância:
Quem é mais humilde — quem investiga ou quem crê na infalibilidade sem distância?
Sem pensamento crítico, a sociedade cai,
Vira presa fácil de quem grita mais alto e manda rezar.
Não é ateísmo por raiva ou provocação,
É defesa mínima contra a manipulação.
[Ponte]
Se a fé fosse freio da violência,
Os números cairiam junto com a crença.
Mas os dados não rezam, não pedem perdão,
Eles só mostram quem falhou na missão.
[Verso 5 – Brasil]
País que mais mata quem foge da norma,
Mas insiste que a moral cristã ainda funciona.
Estado laico no papel, púlpito no poder,
Enquanto menina apanha antes de aprender a ler.
A maioria dos estupros acontece dentro de casa.
Não foi Darwin que fez isso — foi a omissão sagrada.
Silêncio cúmplice, tradição preservada,
A ciência grita — e é chamada de ofensiva e calada.
[Refrão – Final]
O futuro vai perguntar, sem dó nem carinho:
“Por que deram poder a quem odiava o caminho?”
Prometeram verdade, prometeram salvação,
Mas deixaram seguidores presos ao peso da culpa e da submissão.
A história não absolve fé sem evidência,
Nem chama atraso moral de coexistência.
Nem chama controle de amor.
Transformando grandes ideias em torno do ateísmo em forma de música. Estamos em um número grande de plataformas de podcast, procure na sua favorita. No Spotify, por motivos que não sei, não aparece, mas aparece em outras plataformas.
Lista, não excludente, sendo atualizada: