Tempo de leitura: 10min“O olhar criativo é o único capaz de renovar o cotidiano.”Quem diz isso é Patricia Pantaleão, a Patty, minha mulher. Nós moramos juntos há quase 6 anos e ela adora criatividade, adora falar sobre inovação, sobre pensamentos fora do padrão... E ela sempre fala assim pra mim: “O olhar criativo é o único capaz de renovar o cotidiano”.Eu acho muito legal a gente pensar em um olhar para renovar, como uma forma de ver e não esperar para que algo aconteça, ou então que o futuro venha... não! Você pode mudar o seu olhar para que as coisas aconteçam.Isso tem tudo a ver com a publicação de hoje, onde contarei sobre algo muito doido que aconteceu comigo há mais ou menos uma semana. Tem um canal no YouTube, o 10 second songs, de um cara chamado Anthony Vincent, que faz uma coisa muito legal: o Anthony pega músicas hiper conhecidas e coloca as pessoas mais improváveis para cantá-las, por exemplo, uma música dos Beatles... imagine Hey Jude cantada pelo Metallica, Frank Sinatra, Justin Bieber e Michael Jackson. Ele coloca, então, todos estes para cantarem aquela música dos Beatles e é muito legal porque a cada 10 segundos, muda o cantor. O próprio Anthony é quem faz as vozes, as imitações.Um dia desses, estava vendo um vídeo neste canal, que se chama A Journey Through Rock 'N' Roll, onde o Anthony faz uma jornada, como o próprio nome já diz, através do rock. Então, durante 5 ou 6 minutos, ele toca e canta junto com outros dois cantores mais de 60 músicas... São 65 rock’n roll musics!!Estava eu assistindo ao vídeo, que é muito legal, um vídeo super bem produzido, quando do nada aparece esta música aqui: Don't Eat The Yellow Snow. Fui atrás dela (o Anthony tinha até colocado o nome na descrição), e descobri que era de um cara chamado Frank Zappa, de quem eu nunca tinha ouvido falar na minha vida. Pensei “quem é essa cara? Será que ele é da nova geração do rock?”Senti-me um ignorante! Mas um ignorante curioso... Fui lá no Google, escrevi Frank Zappa e ouvi aquela música dele, a Don't Eat The Yellow Snow. Depois, eu descobri que ele tinha outra música chamada Bobby Brown Goes Down, a qual escutei e me apaixonei. Descobri, depois, que ele tinha outra música Catholic Girls, pela qual me apaixonei também! Ouvi mais uma e mais uma... até que eu me vi em uma situação parecendo uma criança que nunca viu na vida um brinquedo. Fiquei doido! Fiz um monte de pesquisas, procurei sobre a vida do Frank Zappa na Wikipedia, procurei mais músicas, se ele ainda era vivo ou se tinha morrido, se tinha filhos, descobri que o filho também era cantor... Eu estava mergulhado em um oceano chamado Frank Zappa e simplesmente extasiado. Como que o mundo não conhece este cara? Como que eu não conhecia este cara?Fui direto falar para meus amigos sobre ele, mandei mensagens de texto para todo mundo, contei para minha mulher, mostrei a música, fui no Facebook e já coloquei um post do Frank Zappa também... Estava perdido e ao mesmo tempo hiper feliz por ter conhecido um cantor novo!! Para mim, era um cara que eu nunca tinha visto na vida.Engraçado porque eu tive duas respostas bem interessantes de dois amigos roqueiros meus sobre este meu momento de euforia. Um deles, o Diego Zubrycky, escreveu assim: “Cara, eu sei como você se sente. Me senti exatamente assim quando ouvi o Astor Piazzolla pela primeira vez...”Como? Astor Piazzolla? Quem é esse cara? Já dei um Google nele e descobri que é um sanfoneiro. Mas o Diego, meu amigo, é roqueiraço! Ele curte um rock’n roll pesado, só que o Diego é inteligente por ser eclético. Conheço este cara e sei que ele vai buscar lá no sanfoneiro uma ideia para a banda dele de rock.Caramba, hein? Quanto do mundo eu estou perdendo? A reflexão foi exatamente essa: quantas coisas acontecendo e eu aqui babando, aqui perdido?O outro amigo que me respondeu foi o Ricardo Massuia, roqueiro também, para quem mandei a seguinte mensagem de texto: “Massuia, como que você nunca me falou do Frank Zappa?