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BalCast #21 – Entrevista com PH Alves


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Tempo de leitura: 13minNa publicação de hoje, você irá acompanhar uma entrevista totalmente diferente e muito especial com um cara que conheci em meu curso de hipnose há mais ou menos 4 meses: estou falando do PH Alves.Quando o PH fez o curso de hipnose comigo, contou-me um pouco sobre seu trabalho, sobre seu dia-a-dia, e achei tudo aquilo muito interessante porque, normalmente, quem faz um curso de hipnose está ligado à área de Psicologia, Psicanálise, áreas relacionadas à mente. Ou, então, a pessoa quer fazer hipnose por conta do entretenimento, para praticar hipnose de rua, de palco etc. Mas com o PH foi diferente: ele contou que trabalha em um Centro de Umbanda e é um sacerdote!Quando ele falou “sacerdote umbanda”, deu um bug na minha mente. Normalmente, quando as pessoas misturam a hipnose com religião, nós da hipnose tentamos “desmisturar”. De repente, chegou-me um doido, cheio de tatuagens, com cara de moleque de 20 anos, para aprender e conciliar as duas coisas de uma forma incrível.Acompanhe o que rolou nessa entrevista:RB: O que é ser sacerdote de um templo? Explique o que você faz e como é o seu dia-a-dia para entendermos melhor.PH: Ser sacerdote de um templo é ser responsável por uma comunidade religiosa, é ser um líder e estar à frente de um grupo, onde suas palavras fazem diferença, suas palavras afetam, podem ajudar ou acabar com a vida de alguém. Mas, como a gente fala, é uma missão também. Quando falamos da espiritualidade em si, carregamos não só as crenças, mas uma responsabilidade com o próximo, com o irmão, como costumamos chamar as pessoas. Todos somos irmãos e, se enxergarmos as coisas dessa maneira, considerando todos juntos em uma grande comunidade, independente de ser ligado a uma religião ou não, entenderemos que somos irmãos sim.No dia-a-dia, temos que ter o conhecimento sobre nós mesmo, um autoconhecimento, e também sobre o próximo, sobre quem está ali com você, quem vai trabalhar com você. E quando digo trabalhar, não é só no contexto de hierarquias, um trabalho comum, mas de se colocar à disposição de um próximo, que está passando por um problema que geralmente não é só de origem espiritual, mas de origem física também. Por exemplo, uma pessoa que perdeu o emprego precisa de um amparo na fé; ela precisa acreditar que vai conseguir um emprego melhor e que vai mudar o seu padrão de vida. O objetivo do contexto religioso não é trazer fanatismo para as pessoas e sim mostrar para elas que, às vezes, o “não estar conseguindo arrumar um emprego” é algo que está dentro de si e que não está transparecendo, que ela não enxergou ainda ou que está fazendo de errado no próprio comportamento.RB: É fácil também colocar a responsabilidade em um ser superior, não?PH: Ou em um ser inferior, como todos falam... que é culpa do capeta. [risos]RB: Bom, neste bate-papo (o meu BalCast), eu normalmente trago visões empreendedoras. Hoje, vamos ver até onde conseguimos fazer essa mescla: do empreendedor em um centro de umbanda. Começaremos do começo: as pessoas vêm te procurar para quê exatamente? Elas aparecem com um problema, o que elas têm na cabeça?PH: Podemos segmentar em dois setores: o dos consulentes, que vêm em busca de uma ajuda ou auxílio, e dos médiuns, que trabalham dentro do contexto religioso e aparecem no Centro para oferecer ajuda a essas pessoas que buscam o auxílio.RB: Certo, mas eu quero entender um pouco antes disso... Como sou leigo na Umbanda, quero poder compreender um mínimo para dar seguimento. Eu não vou te perguntar o que é umbanda, mas sim o que não é umbanda, o que vemos por aí e que as pessoas misturam, mas que você poderia dizer que não tem a ver com a crença. Porque, na verdade, virou uma bagunça, não?Aliás, em seu canal, o Adeptus da Umbanda (que tem uma proposta super jovem e atual) você fala o que é e o que não é Umbanda. E sempre falando de espiritualidade de uma maneira descontraída. Então, fale-me um pouco mais sobre isso, pois tenho certeza de que, assim como eu,
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