Tempo de leitura: 19min Primeira publicação do ano de 2017!!! Que alegria poder retomar as gravações do BalCast e compartilhar também aqui muito conteúdo legal.Para iniciarmos o ano bem e já dando aquela chacoalhada necessária, preparei um tema superinteressante... estou me referindo a planejamento financeiro. Para falar sobre isso, contei com a participação do meu amigo Álvaro Justen, o “Turicas”.O Álvaro trabalha com desenvolvimento de softwares, dá aulas de programação, dentre outras atividades relacionadas à área de tecnologia, além de ser hipnotista e terapeuta. O Álvaro é aquele tipo de pessoa que, não importa o que faça, ele vai fazer bem. Posso dizer que tenho poucos amigos como o Álvaro, que é um cara que admiro.Confira um pouco do que rolou em nosso bate-papo sobre planejamento financeiro.RB: Como você faz para se planejar e não ficar refém... não vou nem completar a frase porque é de tudo, né? Quem não tem dinheiro acaba ficando refém do emprego, da condição social e de qualquer coisa. Quando se está apertado de grana, você faz o que tem que fazer, sempre com a corda no pescoço. Aliás, eu fiz uma conferência há 3 dias para mágicos e o tema da minha palestra era justamente este: business, negócios. Comecei a perceber que o público alvo (os mágicos) não se planeja, não tem ideia sobre a importância de você ter um caixa e de tudo isso. Só que não é só com mágicos... Parece que muita gente no Brasil se perde quando o assunto é finanças, que será, então, o nosso tema de hoje. Vamos lá, para o cara começar a pensar em dinheiro ele precisa ser milionário?AJ: Não... A questão é a seguinte e você verá isso em qualquer lugar que tenha informações sobre finanças pessoais: a primeira coisa que você tem que pensar é que se você ganha x, não pode gastar x. Independente do padrão de vida que você leve, a quantidade de dinheiro que você eventualmente ganhe e obviamente isso pode variar ao longo dos meses do ano, né? Não é necessariamente uma coisa fixa, pode ser que surja um projeto novo no meio do ano e no seguinte já não tenha mais aquele projeto, enfim. Dependendo da forma como você trabalha isso pode variar, mas a questão é a seguinte e é igual à pessoa que quer emagrecer: se ela come mais do gasta de energia, vai engordar.RB: E a matemática é tão simples, não é mesmo? Você não pode gastar mais do que você ganha. E quando a gente explica isso para as pessoas eles falam: “Vocês estão achando que eu sou o quê? Babaca, imbecil? É óbvio que eu sei disso.” Mas, na minha opinião, as pessoas não sabem o quanto gastam. Eu fiz uma brincadeira com um amigo uma vez, o Fernando, e falei: “Quanto você gasta por mês?” Ele falou que por volta de R$1.500 ou R$2.000. Falei, então, para o Fernando colocar tudo na ponta do lápis e ele fez esse exercício. Depois de um tempo, ele comentou que gastava o dobro. Então, as pessoas não sabem o quanto gastam... além de falar de IPVA e IPTU, que só vem uma vez por ano, dos presentes de final de ano, que também só vêm uma vez... e quando você soma tudo isso, o ano, e divide por 12, os olhos arregalam porque não fazemos ideia. Por que o brasileiro não se importa, não entende, não quer entender sobre finanças pessoais? Na sua opinião, de onde vem isso?AJ: Eu acho que tem uma questão cultural (e isso eu até já conversei com alguns amigos meus que são de outros países) relacionada ao imediatismo. A gente, em geral, não pensa tanto a longo prazo. Para você ter uma saúde financeira, tem que pensar a longo prazo. Se você comprou um carro, vai ter que pagar o IPVA do carro todo ano, por mais que não seja no mês que vem, mas daqui um ano vai ter que pagar, então esteja preparado para isso. Eu acho que a gente não pensa muito a longo prazo. Financeiramente falando também (e isso não é mais cultural), eu acho que tem a questão que é de não aprendermos isso na escola. É uma coisa, em geral, negligenciada e até na faculdade, dependendo do curso de graduação que você faça, você não vai ter uma aula de finanças,