Tempo de leitura: 6minNa publicação de hoje, você irá conferir a segunda parte da entrevista com o meu amigo Afonso Roxo. Pra você que ainda não viu a parte 1, é só clicar aqui. O Afonso é um especialista em educação financeira, mas com um olhar bem diferente. Vamos continuar então falando sobre Felicidade.AF: Bom, o conhecimento é um dos recursos que temos e ele é a maneira mais segura que temos para evoluir. Através do conhecimento, temos ferramentas e capacidade de tomarmos melhores decisões. Não é à toa que muitas histórias de vida mostram que as pessoas evoluíram à medida em que se dedicaram ao conhecimento. No mercado financeiro falamos que o conhecimento vale mais que o dinheiro; porque o sujeito pode ter um caminhão de dinheiro, mas sem o conhecimento de como investir no mercado, tomar decisões equivocadas. Comprar um papel errado, colocar dinheiro em opções erradas.RB: Engraçado como tudo começa a ficar ligado: a saúde com o conhecimento... porque tem a ver. Quanto mais eu estudo, mais eu compreendo sobre mim mesmo e assim minha saúde começa a mudar porque meus hábitos mudam.AF: Nós vamos fazer uma coisa daqui a pouco que lá na ZenEconomics nós chamamos de balanceamento de recursos. Desde que a gente nasce, intuitivamente, nós trocamos o recurso que temos mais pelo que temos menos. Então, nós temos que aprender a fazer o balanceamento de recursos. Uma maneira mais simples que temos de ilustrar isso é como aquele cara que fica girando pratos no circo. Nós temos 5 recursos como se fossem os 5 pratos e eu tenho que ficar sempre olhando qual está terminando de girar, ficando fraco, pra eu ir lá e dar um toque nele. Aquele que está girando forte eu posso deixar um pouquinho de lado. Então, é mais ou menos isso, eu tenho que focar em determinado momento da vida naquele recurso que eu tenho mais déficit. RB: E não é fácil, né? Porque, às vezes, vemos aquele que está dando certo e focamos mais nele. Então, se o dinheiro está aparecendo, tá tudo acontecendo, o trabalho está espetacular, foca mais nele e se esquece daquele que está mais mole. AF: E é o que você falou... tem um monte de gente workaholics, que trabalham 12, 13, 14 horas por dia e aí falta um recurso para ele: o tempo. É um recurso extraordinário mas que se não tomarmos cuidado ele some das nossas mãos. Fazendo uma pesquisa rápida, quando nós começamos a montar toda a metodologia do Zen, fomos pesquisar o Google Trends e, por incrível que pareça, a palavra mais buscada é tempo. É sobre o que as pessoas têm mais dificuldade de fazer gestão. Lá na Zen, a gente definiu e dividiu o tempo em duas perspectivas: O tempo da organização - que é como eu administro meu tempo entre trabalho, família, lazer. Como eu posso me organizar melhor para atender todas as minhas tarefas?O tempo relativo – o que demora mais: 5 minutos na fila do banheiro ou 5 minutos brincando na praia com amigos?RB: Acho que quando passa rápido, quer dizer que são os momentos mais interessantes da nossa vida, significa que a gente curtiu. E, se demora a passar, é bom rever o que se está fazendo. AF: É o segredo. O nosso cérebro, assim como os hábitos, também tem artifícios para economizar energia. Ele fica te jogando para o passado e para o futuro; dificilmente conseguimos focar no presente. Então, muitas vezes perdemos o tempo presente pensando no passado e isso pode gerar depressão. Da mesma forma, somos prejudicados quando pensamos demais no futuro, principalmente se tratando de dinheiro; ficamos ansiosos. Então, o cérebro faz essa matriz, fica jogando para o passado e futuro. Mas a solução é o presente. Temos que focar no agora. RB: Tem uma frase de que eu gosto muito que diz assim: “o passado não reconhece seu lugar no tempo, ele está presente”. Então, nós temos muita dificuldade de deixar esse passado e viver o presente. AF: E a relação com o dinheiro faz muito isso. “Ah, no passado eu tinha mais, agora tenho menos.” Ou pensar no futuro. “Será que eu vou conseguir comprar, pagar...