Tempo de leitura: 9minNa publicação de hoje, você irá conferir uma entrevista com um cara bem especial para mim, um amigão. Estou falando do Fernando Ventura.Como você já sabe, o meu podcast é mais direcionado para o público que quer empreender, que quer dar uma alavancada em suas carreiras profissionais, querem receber uma injeção de boas idéias.Eu já entrevistei pessoas de diferentes ramos, como humorista, empresário, terapeuta, e sempre tento trazer dessas pessoas algo que está escondido e que fez muita diferença no sucesso de cada uma.Confira, então, como foi o bate-papo com o Ventura...RB: Você é conhecido na mágica, e começou novo, ou seja, não era um empreendedor, não era um empresário, era alguém que queria ser artista...FV: Mais ou menos, eu nunca tive muito esse lance de querer ser famoso não. Mas com 17 anos eu via um mercado que pagava bem para uma pessoa da minha idade na época e era legal. Morava na casa dos pais, as pessoas gostavam do que eu fazia e começou mais ou menos assim.RB: E 20 anos depois, ele é um cara que dá treinamentos, ensina hipnose em cursos online e presenciais e já teve empresa de mágicos. Eu quero conhecer um pouco da história do Fernando Ventura, quero que você conte para eles o que você fazia naquela época, conte sua parte empreendedora... e vamos aprender com isso.FV: Bom, vamos lá. Eu comecei a trabalhar eu tinha 14 anos, mas eu fui trabalhar por não me sentir confortável em pedir dinheiro para os meus pais para sair, ir a um cinema... essas coisas que adolescente da nossa época fazia. Eu achava justo ganhar o meu dinheiro para isso.RB: E isso veio de onde? Sempre foi assim? Porque os adolescentes hoje em dia acham justo pegar o dinheiro dos pais.FV: Acho que é de criação. Eu venho de uma família onde minha mãe era dentista, meu pai trabalhava com processamento de dados, que hoje seria um TI, e não tiveram uma vida fácil. Eu sempre ouvi a história deles, de como eles batalhavam para conquistar a vida que nós tínhamos. E uma curiosidade é que eu fui escoteiro, entrei com 7 anos e fiquei até os 22 anos mais ou menos. E lá eu fiz os melhores amigos da minha vida, lá eu formei minhas crenças, meus principais conhecimentos, e eu devo muito a essa fase da minha vida.Aí o pessoal que era do grupo de escoteiros começou a trabalhar em buffet infantil, e eu fui também, fazia de tudo: faxina, era garçom, cuidava das crianças... e todos meus amigos trabalhavam lá, então era muito divertido. Eu ganhava R$ 10,00 por festa. E eu tinha que chegar de manhã, ajudar na faxina do buffet, montar a festa, ajudar com as bebidas e alimentos, trabalhava na festa e depois ajudava na arrumação do final. Então quando eu trabalhava bastante eu tirava R$ 80,00, R$ 100,00 no mês. Na verdade, era uma grande diversão, porque eu estava com meus amigos, apesar de ser um pouco exploratório.RB: Mas isso faz a diferença, né. Eu acredito que não tenha nenhum problema a criança trabalhar. O que é um problema é deixar de estudar, não se divertir... mas se ela se diverte, trabalha e estuda, acredito que é um diferencial lá na frente.FV: O que é complicado é a criança ser responsável pelo sustento de uma casa. E isso meus pais nunca fizeram. O que eu ganhava era só para mim, então trabalhar sempre me fez bem.Então eu trabalhava das 08:00 e às vezes ia embora meia noite. E o sem vergonha de um mágico (digo isso porque ele trabalhava menos e ganhava mais), chegava, ficava em uma salinha, colocava o traje de mágico dele, apresentava por 45 minutos e ganhava R$ 150,00, e eu ganhando R$ 10,00 o dia todo. E eu gostava de mágica, na época passava o David Copperfield no Fantástico e eu assistia, então a mágica era algo presente. E eu conversei com o dono do buffet dizendo que eu pretendia entrar no meio de animação, então quando tivesse uma oportunidade eu trabalharia nesta parte e quando não trabalharia como antes. E então eu comecei a fazer escultura de balão, aqueles bichinhos. E naquela época ninguém fazia,