“De fato, Deus é bom para com Israel, para com os de coração limpo. Quanto a mim, porém, quase me resvalaram os pés; pouco faltou para que se desviassem os meus passos. Pois eu invejava os arrogantes, ao ver a prosperidade dos maus. Para eles não há preocupações, o seu corpo é forte e sadio. Não partilham das canseiras dos mortais, nem são afligidos como os outros. Por isso, a soberba os cinge como um colar, e a violência os envolve como um manto. Os olhos saltam-lhes de tanta gordura; do coração deles brotam fantasias. Zombam e falam com maldade; falam da opressão com arrogância. Abrem a boca para falar contra os céus, e a língua deles percorre a terra.
Com certeza foi inútil conservar puro o meu coração e lavar as minhas mãos na inocência. Pois o dia inteiro sou afligido e cada manhã sou castigado. Se eu tivesse pensado em falar tais palavras, já aí teria traído a geração de teus filhos, ó Deus. Em só refletir para compreender isso, achei que a tarefa era pesada demais para mim; até que entrei no santuário de Deus e descobri qual seria o fim deles. Tu certamente os pões em lugares escorregadios e os fazes cair na destruição.
Quando o meu coração estava cheio de amargura e o meu íntimo se comoveu, eu estava embrutecido e sem entendimento; era como um animal diante de ti. No entanto, estou sempre contigo, tu me seguras pela minha mão direita. Tu me guias com o teu conselho e depois me recebes na glória. Quem tenho eu no céu além de ti? E quem poderia eu querer na terra além de ti? Ainda que a minha carne e o meu coração desfaleçam, Deus é a fortaleza do meu coração e a minha herança para sempre. Os que se afastam de ti certamente perecerão; tu destróis todos os que são infiéis para contigo. Quanto a mim, bom é estar perto de Deus; faço do Senhor Deus o meu refúgio, para proclamar todas as suas obras.”
Salmos 73:1-9, 13-18, 21-28